{"id":888,"date":"2020-05-01T23:45:42","date_gmt":"2020-05-02T02:45:42","guid":{"rendered":"http:\/\/161.35.11.199\/?p=888"},"modified":"2020-05-01T23:45:42","modified_gmt":"2020-05-02T02:45:42","slug":"psiquismo-mediunico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/2020\/05\/01\/psiquismo-mediunico\/","title":{"rendered":"Psiquismo medi\u00fanico"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-full\"><img loading=\"lazy\" width=\"626\" height=\"417\" src=\"http:\/\/161.35.11.199\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/o-cerebro-humano-em-um-fundo-azul-o-hemisferio-e-responsavel-pela-logica_99433-37.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-889\" srcset=\"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/o-cerebro-humano-em-um-fundo-azul-o-hemisferio-e-responsavel-pela-logica_99433-37.jpg 626w, https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/o-cerebro-humano-em-um-fundo-azul-o-hemisferio-e-responsavel-pela-logica_99433-37-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 626px) 100vw, 626px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A hip\u00f3tese de que o subconsciente \u00e9 o respons\u00e1vel pelas personifica\u00e7\u00f5es parasit\u00e1rias e an\u00f4malas foi a primeira levantada contra a mediunidade, dando surgimento \u00e0s conceitua\u00e7\u00f5es negativas apressadas, como patologias inerentes ao indiv\u00edduo, por cujo interm\u00e9dio pareciam comunicar-se as almas dos mortos. A histeria, por sua vez, foi posta para coadjuvar t\u00e3o aberrante diagn\u00f3stico, que teria fundamento fisiol\u00f3gico no pol\u00edgono cerebral, de Wundt, encarregado de arquivar os conflitos e as frustra\u00e7\u00f5es que se corporificariam como estados de aliena\u00e7\u00e3o, credora de tratamento especializado, em detrimento da possibilidade de comunica\u00e7\u00e3o espiritual.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais tarde, o inconsciente de Freud, assumiu a responsabilidade por tal degrada\u00e7\u00e3o da personalidade, que ocultava, na sua g\u00eanese, qualquer tipo de dist\u00farbio da libido.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dessas explica\u00e7\u00f5es, foram adicionadas as hip\u00f3teses da fraude, da dissimula\u00e7\u00e3o, da telepatia, da hiperestesia, em v\u00e3s tentativas de negar a veracidade do interc\u00e2mbio entre os encarnados e desencarnados.<\/p>\n\n\n\n<p>[&#8230;] Descartamos as inconscientes hip\u00f3teses da dissimula\u00e7\u00e3o e da fraude, porque s\u00e3o parte integrante de determinados caracteres morais do homem, sempre presentes nos diversos setores nos quais se encontram, e que, por a\u00ed remanesceram, n\u00e3o invalidam os valores leg\u00edtimos e nobres das atividades de outra natureza.<\/p>\n\n\n\n<p>A mediunidade \u00e9 express\u00e3o fisiops\u00edquica inerente ao homem, por cujo meio \u00e9-lhe poss\u00edvel entrar em contacto com outras faixas vibrat\u00f3rias, al\u00e9m e aqu\u00e9m daquelas que s\u00e3o captadas pelos seus equipamentos sensoriais.<\/p>\n\n\n\n<p>A percep\u00e7\u00e3o sensorial humana se encontra adstrita a pequena faixa de vibra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Somente as eletromagn\u00e9ticas que transitam entre o vermelho, que \u00e9 a mais baixa frequ\u00eancia vis\u00edvel, e o violeta que lhe \u00e9 o oposto, portanto, a mais alta, podem ser&nbsp; captadas em raz\u00e3o de permitirem vibrar as terminais do nervo \u00f3ptico na retina. As micro-ondas, as calor\u00edferas, as de r\u00e1dio, porque n\u00e3o correspondem a frequ\u00eancias cuja resson\u00e2ncia atinjam a vis\u00e3o, n\u00e3o s\u00e3o percebidas, embora sejam portadoras da mesma natureza das cores registradas.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, no imenso espectro de frequ\u00eancias que abrange as ondas longas de r\u00e1dio, chegando aos raios gama e c\u00f3smicos, a limitada vis\u00e3o do homem apenas seleciona mui pequena faixa, conforme referido.<\/p>\n\n\n\n<p>A audi\u00e7\u00e3o, da mesma forma, \u00e9-lhe muito reduzida. Captando sons que ocorrem entre 16 e 20.000 vibra\u00e7\u00f5es por segundo, perde a criatura para os animais, com capacidade muito maior de percep\u00e7\u00e3o, qual lhes ocorre tamb\u00e9m, na \u00e1rea da vis\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o obstante, a desinforma\u00e7\u00e3o ou m\u00e1 vontade teimam em associar \u00e0 loucura e \u00e0 neurose a presen\u00e7a dos registros medi\u00fanicos.<\/p>\n\n\n\n<p>As disposi\u00e7\u00f5es pessoais para os desequil\u00edbrios s\u00e3o inatas no homem, que neles est\u00e3o em g\u00e9rmen, assomando e predominando como psicopatologias em todos os campos de atividade nos quais se encontram esses indiv\u00edduos.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, \u00e9 destitu\u00eddo de realidade o conceito que se vulgariza entre os desconhecedores do Espiritismo e, por extens\u00e3o, da mediunidade, que o exerc\u00edcio dessa predisposi\u00e7\u00e3o leva o seu possuidor \u00e0 desarmonia mental, ou propicia-lhe m\u00e1 sorte, desconcertos sociais e econ\u00f4micos.<\/p>\n\n\n\n<p>O desenvolvimento ou educa\u00e7\u00e3o da mediunidade oferece uma instrumentaliza\u00e7\u00e3o a mais, um sexto sentido de grande valor para complementar a precariedade de recursos e fun\u00e7\u00f5es de que disp\u00f5e o Esp\u00edrito encarnado.<\/p>\n\n\n\n<p>Certamente que um instrumento deixado ao abandono termina por perder a capacidade para a qual foi constru\u00edda, danificando-se sob a a\u00e7\u00e3o perniciosa do tempo e do desmazelo. Com qualquer fun\u00e7\u00e3o sensorial ou paranormal ocorre o mesmo. O \u00f3rg\u00e3o n\u00e3o exercitado se atrofia, assim como a mediunidade n\u00e3o exercida perde os registros, a percep\u00e7\u00e3o paranormal.<\/p>\n\n\n\n<p>De tal realidade, para se afirmar com leviana convic\u00e7\u00e3o que a mesma \u00e9 geradora de danos e preju\u00edzos vai um lago pego.<\/p>\n\n\n\n<p>Os danos e insucessos, as dificuldades e os desafios, que o homem se v\u00ea compelido a enfrentar, resultam da sua conduta passada ou presente que lhe proporciona a colheita equivalente \u00e0s a\u00e7\u00f5es distribu\u00eddas.<\/p>\n\n\n\n<p>Convenhamos que a atividade medi\u00fanica bem executada, posta a servi\u00e7o do engrandecimento das criaturas e da sociedade \u2013 a mediunidade esp\u00edrita &#8211; , propicia gozos e respeito que felicitam aquele que a aplica no bem, conforme \u00e9 f\u00e1cil de compreender-se, porquanto a ocorr\u00eancia \u00e9 id\u00eantica nas demais faixas do comportamento humano.<\/p>\n\n\n\n<p>Adicione-se que o m\u00e9dium diligente e generoso, sempre a servi\u00e7o do bem e da ilumina\u00e7\u00e3o das consci\u00eancias, al\u00e9m das simpatias que grangeia entre as criaturas atraia a amizade e o devotamento dos Bons Esp\u00edritos, que passam a proteg\u00ea-lo e gui\u00e1-lo com sabedoria, promovendo-o moral e espiritualmente, como efeito dos sentimentos de amor que os une na tarefa que fomenta o progresso de todos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Instrumento delicado, a mediunidade mais se afirma quanto mais exercida, granjeando melhores e mais sutis possibilidades como decorr\u00eancia do exerc\u00edcio a que vai submetida.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o procedem desse modo as alega\u00e7\u00f5es a respeito de que a mediunidade \u00e9 mis\u00e9ria psicol\u00f3gica ou respons\u00e1vel pelos danos que afligem aquelas pessoas dotadas.<\/p>\n\n\n\n<p>O conhecimento de t\u00e3o peregrina fun\u00e7\u00e3o ou dom da vida auxilia o crescimento moral e o desenvolvimento ps\u00edquico, criando um clima de paz invej\u00e1vel que passa a desfrutar aquele que a respeita e a utiliza corretamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Allan Kardec afirmou com altas raz\u00f5es que ela \u00e9 manifesta\u00e7\u00e3o an\u00f4mala, \u00e0s vezes na personalidade humana, porque especial; jamais, por\u00e9m, de natureza patol\u00f3gica, visto que \u201ch\u00e1 m\u00e9diuns de sa\u00fade robusta; os doentes o s\u00e3o por outras causas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>(Manuel P. de Miranda. Temas da vida e da morte. Psicografado por Divaldo Pereira Franco. FEB. 2.ed. p.133 \u2013 136)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A desinforma\u00e7\u00e3o teima em associar a mediunidade \u00e0 loucura e \u00e0 neurose<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":890,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[17],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/888"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=888"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/888\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/890"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=888"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=888"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=888"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}