{"id":566,"date":"2020-04-25T18:44:08","date_gmt":"2020-04-25T21:44:08","guid":{"rendered":"http:\/\/161.35.11.199\/?p=566"},"modified":"2020-04-27T13:57:20","modified_gmt":"2020-04-27T16:57:20","slug":"espiritismo-e-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/2020\/04\/25\/espiritismo-e-ciencia\/","title":{"rendered":"Espiritismo \u00e9 ci\u00eancia?"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>O Espiritismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Espiritismo, tendo por objeto o estudo de um dos elementos constitutivos do Universo, toca for\u00e7osamente na maior parte das ci\u00eancias; s\u00f3 podia, portanto, vir depois da elabora\u00e7\u00e3o delas; nasceu pela for\u00e7a mesma das coisas, pela impossibilidade de tudo se explicar com o aux\u00edlio apenas das leis da mat\u00e9ria. Allan Kardec,&nbsp;<strong>A G\u00eanese<\/strong>, Cap.01, item 18.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Espiritismo \u00e9, ao mesmo tempo, uma ci\u00eancia positiva, uma filosofia, uma doutrina social; \u00e9 tamb\u00e9m uma cren\u00e7a, por\u00e9m, baseada na ci\u00eancia experimental.\u201d L\u00e9on Denis,&nbsp;<strong>S\u00edntese Doutrin\u00e1ria<\/strong>, perg. 89.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Espiritismo \u00e9 uma ci\u00eancia porque repousa em princ\u00edpios positivos de onde se podem tirar dedu\u00e7\u00f5es cient\u00edficas incontest\u00e1veis. Al\u00e9m disso, ele \u00e9 a pr\u00f3pria raz\u00e3o da ci\u00eancia, porque a ci\u00eancia que n\u00e3o esclarece o homem sobre sua natureza \u00edntima e sobre seu destino \u00e9 uma ci\u00eancia incompleta e est\u00e9ril, como o positivismo. Ora, o Espiritismo \u00e9 a ci\u00eancia completa do homem; ela lhe indica sua verdadeira natureza, seu princ\u00edpio fundamental, seu destino final e, por conseq\u00fc\u00eancia, se esfor\u00e7a, dando-lhe toda a luz sobre sua vida para torn\u00e1 -la mais feliz e melhor.\u201d L\u00e9on Denis ,&nbsp;<strong>S\u00edntese Doutrin\u00e1ria<\/strong>, perg.91.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Ci\u00eancia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201c&#8230;ci\u00eancia nova que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecus\u00e1veis, a exist\u00eancia e a natureza do mundo espiritual e as suas rela\u00e7\u00f5es com o mundo corp\u00f3reo. Ele no-lo mostra, n\u00e3o mais como coisa sobrenatural, por\u00e9m, ao contr\u00e1rio, como uma das for\u00e7as vivas e sem cessar atuantes da Natureza, como a fonte de uma imensidade de fen\u00f4menos at\u00e9 hoje incompreendidos e, por isso, relegados para o dom\u00ednio do fant\u00e1stico e do maravilhoso. \u00c9 a essas rela\u00e7\u00f5es que o Cristo alude em muitas circunst\u00e2ncias e da\u00ed vem que muito do que ele disse permaneceu inintelig\u00edvel ou falsamente interpretado. O Espiritismo \u00e9 a chave com o aux\u00edlio da qual tudo se explica de modo f\u00e1cil.\u201d Allan Kardec,&nbsp;<strong>O Evangelho Segundo o Espiritismo<\/strong>, Cap.01, item 5.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Ci\u00eancia e a Religi\u00e3o s\u00e3o as duas alavancas da intelig\u00eancia humana: uma revela as leis do mundo material e a outra as do mundo moral. Tendo, no entanto, essas leis o mesmo princ\u00edpio, que \u00e9 Deus, n\u00e3o podem contradizer-se. Se fossem a nega\u00e7\u00e3o uma da outra, uma necessariamente estaria em erro e a outra com a verdade, porquanto Deus n\u00e3o pode pretender a destrui\u00e7\u00e3o de sua pr\u00f3pria obra. A incompatibilidade que se julgou existir entre essas duas ordens de ideias prov\u00e9m apenas de uma observa\u00e7\u00e3o defeituosa e de excesso de exclusivismo, de um lado e de outro. Da\u00ed um conflito que deu origem \u00e0 incredulidade e \u00e0 intoler\u00e2ncia.\u201d<br>Allan Kardec,&nbsp;<strong>O Evangelho Segundo o Espiritismo<\/strong>, Cap.01, item 08.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Espiritismo e Ci\u00eancia se completam<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAssim como a Ci\u00eancia propriamente dita tem por objeto o estudo das leis do princ\u00edpio material, o objeto especial do Espiritismo \u00e9 o conhecimento das leis do principio espiritual. Ora, como este \u00faltimo principio \u00e9 uma das for\u00e7as da Natureza, a reagir incessantemente sobre o principio material e reciprocamente, segue-se que o conhecimento de um n\u00e3o pode estar completo sem o conhecimento do outro. O Espiritismo e a Ci\u00eancia se completam reciprocamente; a Ci\u00eancia, sem o Espiritismo, se acha na impossibilidade de explicar certos fen\u00f4menos s\u00f3 pelas leis da mat\u00e9ria; ao Espiritismo, sem a Ci\u00eancia, faltariam apoio e comprova\u00e7\u00e3o. O estudo das leis da mat\u00e9ria tinha que preceder o da espiritualidade, porque a mat\u00e9ria \u00e9 que primeiro fere os sentidos. Se o Espiritismo tivesse vindo antes das descobertas cient\u00edficas, teria abortado, como tudo quanto surge antes do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Todas as ci\u00eancias se encadeiam e sucedem numa ordem racional; nascem umas das outras, \u00e0 propor\u00e7\u00e3o que acham ponto de apoio nas ideias e conhecimentos anteriores. A Astronomia, uma das primeiras cultivadas, conservou os erros da inf\u00e2ncia, at\u00e9 ao momento em que a F\u00edsica veio revelar a lei das for\u00e7as dos agentes naturais; a Qu\u00edmica, nada podendo sem a F\u00edsica, teve de acompanh\u00e1-la de perto, para depois marcharem ambas de acordo, amparando-se uma \u00e0 outra. A Anatomia, a Fisiologia, a Zoologia, a Bot\u00e2nica, a Mineralogia, s\u00f3 se tornaram ci\u00eancias s\u00e9rias com o aux\u00edlio das luzes que lhes trouxeram a F\u00edsica e a Qu\u00edmica. \u00c0 Geologia nascida ontem, sem a Astronomia, a F\u00edsica, a Qu\u00edmica e todas as outras, teriam faltado elementos de vitalidade; ela s\u00f3 podia vir depois daquelas.\u201d<br>Allan Kardec,\u00a0<strong>A G\u00eanese<\/strong>, Cap.01, item 17<\/p>\n\n\n\n<p>A Ci\u00eancia moderna abandonou os quatro elementos primitivos dos antigos e, de observa\u00e7\u00e3o em observa\u00e7\u00e3o, chegou \u00e0 concep\u00e7\u00e3o de um s\u00f3 elemento gerador de todas as transforma\u00e7\u00f5es da mat\u00e9ria; mas, a mat\u00e9ria, por si s\u00f3, \u00e9 inerte; carecendo de vida, de pensamento, de sentimento, precisa estar unida ao princ\u00edpio espiritual. O Espiritismo n\u00e3o descobriu, nem inventou este princ\u00edpio; mas, foi o primeiro a demonstrar-lhe, por provas inconcussas, a exist\u00eancia; estudou-o, analisou-o e tornou-lhe evidente a a\u00e7\u00e3o. Ao elemento material, juntou ele o elemento espiritual. Elemento material e elemento espiritual, esses os dois princ\u00edpios, as duas for\u00e7as vivas da Natureza. Pela uni\u00e3o indissol\u00favel deles, facilmente se explica uma multid\u00e3o de fatos at\u00e9 ent\u00e3o inexplic\u00e1veis.\u201d<br>Allan Kardec,<strong>&nbsp;A G\u00eanese<\/strong>, Cap.01, item 18.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Espiritismo \u201cO Espiritismo, tendo por objeto o estudo de um dos elementos constitutivos do Universo, toca for\u00e7osamente na maior parte das ci\u00eancias; s\u00f3 podia, portanto, vir depois da elabora\u00e7\u00e3o delas; nasceu pela for\u00e7a mesma das coisas, pela impossibilidade de tudo se explicar com o aux\u00edlio apenas das leis da mat\u00e9ria. 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