{"id":205,"date":"2020-04-24T13:31:35","date_gmt":"2020-04-24T16:31:35","guid":{"rendered":"http:\/\/161.35.11.199\/?p=205"},"modified":"2020-05-18T19:58:23","modified_gmt":"2020-05-18T22:58:23","slug":"reminiscencias-de-vidas-passadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/2020\/04\/24\/reminiscencias-de-vidas-passadas\/","title":{"rendered":"Reminisc\u00eancias de vidas passadas"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/161.35.11.199\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/lembrancas-de-vidas-passadas-espiritismo-05_10_2019.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-210\" width=\"359\" height=\"218\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><em><strong>Podemos ter algumas revela\u00e7\u00f5es a respeito de nossas vidas anteriores?<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Nem sempre. Contudo, muitos sabem o que foram e o que faziam. Se se lhes permitisse diz\u00ea-lo abertamente, extraordin\u00e1rias revela\u00e7\u00f5es fariam sobre o passado. (Allan Kardec, O livro dos Esp\u00edritos, perg.395)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Muitos dos nossos amigos frequentemente nos procuram, quer&nbsp; pessoalmente ou&nbsp;atrav\u00e9s de cartas que nos escrevem, a fim de solicitar&nbsp;informa\u00e7\u00f5es sobre a reencarna\u00e7\u00e3o do pr\u00f3ximo em geral e, em particular, a deles pr\u00f3prios. Nada poderemos, por\u00e9m, acrescentar sobre o assunto \u00e0s instru\u00e7\u00f5es dos Esp\u00edritos que organizaram os c\u00f3digos do Espiritismo. Se, como&nbsp;ficou&nbsp;dito, a lei da Cria\u00e7\u00e3o encobriu&nbsp;o&nbsp;nosso&nbsp;passado espiritual, ser\u00e1 porque o&nbsp;seu&nbsp;conhecimento n\u00e3o traria vantagem para o nosso&nbsp;progresso, antes poderia prejudic\u00e1-\u00adlo, como t\u00e3o habilmente ficou assinalado por Allan&nbsp; Kardec e seus colaboradores. Todavia, a observa\u00e7\u00e3o de s\u00e1bios investigadores das propriedades e for\u00e7as da personalidade humana, e a pr\u00e1tica dos fen\u00f4menos esp\u00edritas, d\u00e3o\u00ad-nos a conhecer&nbsp; substanciosos exemplos de que nem sempre o&nbsp;v\u00e9u&nbsp;do esquecimento \u00e9 totalmente distendido sobre a nossa mem\u00f3ria normal, apagando as recorda\u00e7\u00f5es de vidas anteriores, pois a verdade \u00e9 que de quando&nbsp;em vez surgem indiv\u00edduos id\u00f4neos apresentando lembran\u00e7as de suas exist\u00eancias passadas, muitas delas verificadas exatas por investiga\u00e7\u00f5es criteriosas, e a maioria dos casos, sen\u00e3o a totalidade deles, revelando tanta l\u00f3gica e firmeza nas narrativas, que imposs\u00edvel seria descrer\u00ad-se deles sem demonstrar desprezo pela honestidade do pr\u00f3ximo. De outro lado, o fen\u00f4meno&nbsp; de recorda\u00e7\u00e3o de vidas passadas parece mais raro do que em verdade e, uma vez que podemos ter&nbsp; estranhas reminisc\u00eancias sem saber que elas sejam o&nbsp; passado espiritual a se manifestar&nbsp; timidamente \u00e0s nossas faculdades, ali\u00e1s, a maioria das pessoas que as recordam, ignorando os fatos esp\u00edritas, sofrem a sua press\u00e3o sem saberem, realmente, do que se trata, e por isso n\u00e3o participam a outrem o que com elas se passa.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O Esp\u00edrito Dr. Adolfo Bezerra de Menezes, a quem tanto amamos, observou, em recentes instru\u00e7\u00f5es a n\u00f3s concedidas, que nos manic\u00f4mios terrestres existem muitos casos de suposta loucura que mais n\u00e3o s\u00e3o que estados agudos de excita\u00e7\u00e3o da subconsci\u00eancia recordando&nbsp; exist\u00eancias passadas tumultuosas, ou&nbsp; criminosas, ocasionando o remorso no presente, o&nbsp;mesmo&nbsp; acontecendo com a obsess\u00e3o, que bem poder\u00e1 ser o tumulto de recorda\u00e7\u00f5es do&nbsp;passado enegrecido&nbsp; pelos erros cometidos, recorda\u00e7\u00f5es indevidamente levantadas pela press\u00e3o da v\u00edtima de ontem transformada em algoz do presente. Muitos chamados loucos, e tamb\u00e9m certo n\u00famero de obsidiados, costumam asseverar que foram esta ou&nbsp;aquela personalidade j\u00e1 vivida e fizeram isto ou aquilo, narrando, por vezes, atos deplor\u00e1veis. Bem poder\u00e1 acontecer que tais narrativas nada mais sejam que reminisc\u00eancias, talvez desfiguradas por alguma circunst\u00e2ncia de momento, de um passado&nbsp;aflorando para o presente por entre choques traum\u00e1ticos, causando a altera\u00e7\u00e3o&nbsp;nervosa ou&nbsp;mental.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A lei divina, que rege a condi\u00e7\u00e3o do ser encarnado na Terra, estabeleceu&nbsp;o&nbsp;esquecimento&nbsp; das migra\u00e7\u00f5es pret\u00e9ritas, por se tratar do que mais conv\u00e9m ao&nbsp;comum das criaturas, sendo mesmo&nbsp; essa a situa\u00e7\u00e3o normal de cada ser, e, assim sendo, o&nbsp;fato&nbsp;de recordar produzir\u00e1 choques morais por vezes intensos, na personalidade que assim se destaca, acarretando anormalidades que variam de grau, conforme a situa\u00e7\u00e3o moral ou&nbsp;consciencial de cada um, pois s\u00f3 quem realmente recorda o&nbsp;pr\u00f3prio passado reencarnat\u00f3rio, no qual faliu, estar\u00e1 capacitado a compreender o desequil\u00edbrio e a amargura que tal situa\u00e7\u00e3o provoca. Ao que parece, o fato de recordar&nbsp;exist\u00eancias passadas constitui prova\u00e7\u00e3o para as criaturas comuns, ainda pouco evolvidas, ou&nbsp;concess\u00e3o ao&nbsp;m\u00e9rito, nas de ordem mais elevada na escala moral. No primeiro caso, como foi dito acima, verifica-\u00adse, n\u00e3o raro, uma esp\u00e9cie de obsess\u00e3o, haja ou&nbsp;n\u00e3o haja o&nbsp;inimigo&nbsp;desencarnado a provocar a anormalidade, e, de qualquer forma, uma grande tristeza, um grande des\u00e2nimo atingir\u00e1 o que recorda, que pressentir\u00e1 apenas espinhos e l\u00e1grimas no decorrer&nbsp;da exist\u00eancia. E assim como o Esp\u00edrito&nbsp;desencarnado, de categoria inferior, muitas vezes sofre e se tumultua at\u00e9 \u00e0 loucura, diante do desfile mental das pr\u00f3prias exist\u00eancias passadas desvirtuadas pelo crime, assim o encarnado se anormalizar\u00e1 sob&nbsp;os choques dos mesmos acontecimentos, por&nbsp;diminutos que sejam.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/161.35.11.199\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/recordacoes-2-05_10_2019-3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-209\" width=\"413\" height=\"207\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; N\u00e3o obstante, existem tamb\u00e9m homens que recordam suas vidas passadas sem padecerem aqueles desequil\u00edbrios, conservando-\u00adse normais. Os m\u00e9diuns positivos, ou&nbsp;seja, que possuam grandes for\u00e7as intermedi\u00e1rias (eletromagnetismo, vitalidade, intensidade vibrat\u00f3ria, sensibilidade superior, vigor&nbsp;mental em diapas\u00e3o harm\u00f4nico com as for\u00e7as f\u00edsico\u00adcerebrais), ser\u00e3o mais aptos do&nbsp;que o normal das criaturas ao fen\u00f4meno de reminisc\u00eancias do passado, por predisposi\u00e7\u00f5es particulares, portanto. Assim sendo, e diante do&nbsp; vasto notici\u00e1rio que possu\u00edmos acerca do&nbsp; empolgante acontecimento, temos o&nbsp;direito de deduzir que o fato de recordar o pr\u00f3prio passado&nbsp; reencarnat\u00f3rio \u00e9 uma faculdade que bem poder\u00e1 ser&nbsp; medi\u00fanica, que, se bem desenvolvida e equilibrada, n\u00e3o alterar\u00e1 o curso da vida do seu&nbsp; possuidor, mas, se ainda em elabora\u00e7\u00e3o e prejudicada por&nbsp; circunst\u00e2ncias menos boas, causar\u00e1 lament\u00e1veis dist\u00farbios, tal a mediunidade comum, j\u00e1 que o ser m\u00e9dium n\u00e3o implica a obrigatoriedade de ser esp\u00edrita. Se aquele que recorda, e por isso sofre desequil\u00edbrios vibrat\u00f3rios, procurar o rem\u00e9dio que o poder\u00e1 aliviar, nas fontes fecundas do psiquismo, estar\u00e1 salvo de grandes dissabores. Se, ao contr\u00e1rio, desconhecer a origem dos fatos e se alhear do psiquismo, ser\u00e1 considerado louco por todas as opini\u00f5es, at\u00e9 mesmo para a opini\u00e3o do seu&nbsp;m\u00e9dico, embora n\u00e3o o seja realmente; e como o manic\u00f4mio \u00e9 o \u00faltimo recurso que lhe proporcionaria a cura, segue\u00ad-se que ele n\u00e3o se poder\u00e1 curar.<br>(Yvonne A. Pereira,&nbsp;<em>Recorda\u00e7\u00f5es da mediunidade<\/em>, FEB, 12.ed., p.33-36)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Podemos ter algumas revela\u00e7\u00f5es a respeito de nossas vidas anteriores? Nem sempre. Contudo, muitos sabem o que foram e o que faziam. Se se lhes permitisse diz\u00ea-lo abertamente, extraordin\u00e1rias revela\u00e7\u00f5es fariam sobre o passado. 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