{"id":1596,"date":"2020-06-06T19:10:05","date_gmt":"2020-06-06T22:10:05","guid":{"rendered":"http:\/\/161.35.11.199\/?p=1596"},"modified":"2020-12-05T13:16:56","modified_gmt":"2020-12-05T16:16:56","slug":"o-filho-do-homem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/2020\/06\/06\/o-filho-do-homem\/","title":{"rendered":"O Filho do Homem"},"content":{"rendered":"\n<p>No seio excelso do Criador Incriado, nos cimos da evolu\u00e7\u00e3o, pontificam os Cristos Divinos, os Devas Arcang\u00e9licos, cuja sublime gl\u00f3ria e soberano poder superam tudo quanto de magnificente e formid\u00e1vel possa imaginar, por enquanto, a mente humana. S\u00e3o eles que, sob a inspira\u00e7\u00e3o do Grande Arquiteto do Universo, presidem, no Infinito, \u00e0 constru\u00e7\u00e3o, ao desenvolvimento e \u00e0 desintegra\u00e7\u00e3o dos orbes, fixando-lhes as rotas, as leis fisioqu\u00edmicas e bio-matem\u00e1ticas e gerindo seus destinos e os de seus habitantes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/161.35.11.199\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/jesus-pb-07_09_2017-811x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1599\" width=\"367\" height=\"463\" srcset=\"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/jesus-pb-07_09_2017-811x1024.jpg 811w, https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/jesus-pb-07_09_2017-238x300.jpg 238w, https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/jesus-pb-07_09_2017-768x970.jpg 768w, https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/jesus-pb-07_09_2017.jpg 1194w\" sizes=\"(max-width: 367px) 100vw, 367px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Os Cristos, Esp\u00edritos Pur\u00edssimos, n\u00e3o encarnam. N\u00e3o t\u00eam mais nenhuma afinidade essencial com qualquer tipo de mat\u00e9ria, que \u00e9 o mais baixo est\u00e1gio da energia universal. Para eles, mat\u00e9ria \u00e9 lama fecunda, que n\u00e3o desprezam, sobre a qual indiretamente trabalham atrav\u00e9s dos seus prepostos, na sublime mordomia da Vida, mas coisa com que n\u00e3o podem associar-se contextualmente, muito menos em \u00edntimas liga\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas. Eles podem ir a qualquer parte dos Universos e atuar onde lhes ordene a Vontade Todo-Poderosa de Deus Pai; podem mesmo mostrar-se visualmente, por imenso sacrif\u00edcio de amor, a seres inferiores e materializados, indo at\u00e9 ao extremo de submeter-se ao quase-aniquilamento de tangibilizar-se \u00e0 vista e ao tato de habitantes de mundos inferiores, como a Terra; mas n\u00e3o podem encarnar, ligar-se biologicamente a um ovo de organismo animal, em processo absolutamente incompat\u00edvel com a sua natureza e tecnicamente irrealiz\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>A possibilidade de violenta\u00e7\u00e3o das leis naturais \u00e9 relativa e n\u00e3o chega at\u00e9 o ponto de permitir que um organismo celular de mat\u00e9ria densa resista, sem desintegrar-se instantaneamente, \u00e0 mais abrandada vibra\u00e7\u00e3o bioeletromagn\u00e9tica de um Esp\u00edrito Cr\u00edstico. Se \u00e9 impratic\u00e1vel a um Esp\u00edrito humano, inteligente e dotado de consci\u00eancia, encarnar em corpo de irracional, por completa impossibilidade biol\u00f3gica de assimila\u00e7\u00e3o m\u00fatua entre a matriz perispir\u00edtica e o \u00f3vulo animal de outra esp\u00e9cie, para n\u00e3o falarmos tamb\u00e9m das impossibilidades ps\u00edquicas de semelhante absurdo de retrograda\u00e7\u00e3o evolutiva, muito menos poderia um Cristo encarnar em corpo humano terr\u00edcola. A dist\u00e2ncia evolucion\u00e1ria que separa um orangotango de um homem terrestre \u00e9 bem menor que aquela que medeia entre um ser humano terrestre e um Cristo Divino.<\/p>\n\n\n\n<p>Para apresentar-se vis\u00edvel e tang\u00edvel na superf\u00edcie da crosta terr\u00e1quea, teve o Cristo Planet\u00e1rio de aceitar voluntariamente intraduz\u00edvel tortura c\u00f3smica, indiz\u00edvel e imensa, ainda que quase de todo inabord\u00e1vel ao entendimento humano. Primeiro, obrigou-se \u00e0 necessidade de abdicar, por espa\u00e7o de tempo que para n\u00f3s seria longu\u00edssimo, da sua normal ilimita\u00e7\u00e3o de Esp\u00edrito C\u00f3smico e ao seu trono no Sol, sede do Sistema, transferindo-se do centro estelar para a fotosfera, onde lhe foi poss\u00edvel o primeiro e doloroso mergulho na mat\u00e9ria, atrav\u00e9s do revestimento consciente do seu mentesp\u00edrito com um tecido energ\u00e9tico de f\u00f3tons. Depois, teve de imergir no pr\u00f3prio bojo do planeta Terra, em cuja ionosfera utilizou vastos potenciais eletromagn\u00e9ticos para transformar seu manto fot\u00f4nico em l\u00e9ptons e em quarks formadores de m\u00e9sons e de b\u00e1rions, estruturando \u00e1tomos ionizados. Finalmente, concluindo a doloros\u00edssima opera\u00e7\u00e3o de tangibilidade, revestiu esse corpo i\u00f4nico com delicad\u00edssima t\u00fanica molecular, estruturada \u00e0 base de ectoplasma, combinado com c\u00e9lulas vegetais, recolhidas principalmente (como j\u00e1 captou a intui\u00e7\u00e3o humana) de vinhedos e trigais.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 tecnicamente de espantar o que dizemos, bastando lembrar as experi\u00eancias de materializa\u00e7\u00e3o da energia radiante, realizadas por Irene Curie e Fr\u00e9d\u00e9ric Joliot, os quais verificaram que as radia\u00e7\u00f5es gama, de elevad\u00edssima freq\u00fc\u00eancia, conduzindo f\u00f3tons de energia superior a um milh\u00e3o de el\u00e9trons-volts, podem desaparecer ou transformar-se em f\u00f3tons de menor energia, dando surgimento simultaneamente a um el\u00e9tron positivo e a outro negativo, ao colidirem com o n\u00facleo de um \u00e1tomo pesado. Tudo absolutamente coerente com o previsto nas teorias da relatividade, no que respeita \u00e0 in\u00e9rcia da energia.<\/p>\n\n\n\n<p>E o oposto tamb\u00e9m \u00e9 verdadeiro, como demonstraram as experi\u00eancias de Jean Thibaud e Fr\u00e9d\u00e9ric Joliot, pois quando a mat\u00e9ria absorve el\u00e9trons positivos, emite f\u00f3tons de energia praticamente igual ao dobro do n\u00famero de el\u00e9trons positivos incidentes. Certo \u00e9 que, em raz\u00e3o da in\u00e9rcia da energia, a semelhan\u00e7a entre um f\u00f3ton e um gr\u00e3o de mat\u00e9ria torna-se evidente, pois os el\u00e9trons, os pr\u00f3tons e os n\u00eautrons transportam concentra\u00e7\u00f5es de energia de volume perfeitamente definido. A massa de um f\u00f3ton iguala o quociente de sua energia (constante Planck multiplicada pela freq\u00fc\u00eancia) pelo quadrado da velocidade da luz.&nbsp;Embora nossas toscas palavras e rudes considera\u00e7\u00f5es n\u00e3o possam, de nenhum modo, dar a mais p\u00e1lida id\u00e9ia do imensur\u00e1vel sacrif\u00edcio do Cristo Divino para materializar-se entre os homens, conv\u00e9m aqui refletirmos um pouco sobre o que sabe a experi\u00eancia humana, no campo dos tormentos a que est\u00e1 exposta no mundo a sensibilidade apurada.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 nem queremos insistir no que representa uma redu\u00e7\u00e3o de radia\u00e7\u00f5es gama, de 0,0001 milim\u00edcrons de comprimento de onda e freq\u00fc\u00eancia da ordem 1021 por segundo, a radia\u00e7\u00f5es perceb\u00edveis pelo olho humano, de 0,8 m\u00edcrons a 0,4 m\u00edcrons de comprimento de onda e freq\u00fc\u00eancia de cerca de 5.1014 por segundo.<\/p>\n\n\n\n<p>O que avulta de pronto \u00e0 nossa assustada percep\u00e7\u00e3o \u00e9 o superlativo massacre de sensibilidade que se evidencia no fato de um Ser, n\u00e3o apenas de super-requintada, mas de divina delicadeza sensorial, expor-se ao inferno de baixas, odientas e agressivas vibra\u00e7\u00f5es terrestres, para respirar e agir, por inexced\u00ed- vel amor, no clima superlativamente asfixiante de nossas humanas iniq\u00fcidades.<br>Em face do muito de sublime j\u00e1 escrito na vasta literatura esp\u00edrita-crist\u00e3, sobre a dor moral, em suas variad\u00edssimas express\u00f5es, n\u00e3o examinaremos aqui esse primordial e nobil\u00edssimo aspecto do sacrif\u00edcio messi\u00e2nico, mas insistiremos em chamar a aten\u00e7\u00e3o para a terr\u00edvel realidade psicof\u00edsica do maior de todos os dramas de dor, que foi a materializa\u00e7\u00e3o cr\u00edstica neste mundo de trevas e maldade; dor real inimagin\u00e1vel, jamais sofrida, na Terra, por qualquer Ser vivente, nem antes nem depois do Filho de Maria.&nbsp;O espectro da dor \u00e9 temido pelos homens at\u00e9 os limites do p\u00e2nico. Quem saber\u00e1, por\u00e9m, formar id\u00e9ia do que possa ser a dor de algum Arcanjo? Muitos esquecem que a evolu\u00e7\u00e3o \u00e9, por natureza, agu\u00e7adora da sensibilidade; que n\u00e3o s\u00f3 os poderes da percep\u00e7\u00e3o, mas igualmente os da sensa\u00e7\u00e3o, se ampliam e apuram, \u00e0 medida que o Ser ascende na escala evolutiva. O simples param\u00e9cio, mero protozo\u00e1rio ciliado, sente e reage a diferen\u00e7as de temperatura e de concentra\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas.<\/p>\n\n\n\n<p>O estigma, org\u00e2nulo flagelado, \u00e9 sens\u00edvel \u00e0s varia\u00e7\u00f5es da luz ambiente. Os metazo\u00e1rios, j\u00e1 possuidores de sistema nervoso, respondem ao calor e ao frio, \u00e0 press\u00e3o e ao tato, a subst\u00e2ncias qu\u00edmicas, \u00e0 luz e ao som. Todos os animais reagem a est\u00edmulos externos, como modifica\u00e7\u00f5es de umidade, gravidade ou disponibilidade de oxig\u00eanio. Para alguns, como determinados r\u00e9pteis, mudan\u00e7as de temperatura podem ser de conseq\u00fc\u00eancias vitais.<\/p>\n\n\n\n<p>A pr\u00f3pria minhoca, que n\u00e3o tem olhos, acusa a presen\u00e7a de uma fonte luminosa. Na escala evolutiva, a capacidae sensorial n\u00e3o cessa de aperfei\u00e7oar-se. Das medusas aos platelmintos, dos nematelmintos aos moluscos, dos protocordados aos vertebrados, o sistema nervoso evolui sempre, at\u00e9 atingir a complexidade que apresenta no organismo humano. Neste, muito al\u00e9m das sensa\u00e7\u00f5es captadas e transmitidas pelos doze pares de nervos cranianos, bem sabem os estudiosos do sistema nervoso aut\u00f4nomo quantas e qu\u00e3o importantes s\u00e3o as manifesta\u00e7\u00f5es psicossom\u00e1ticas provocadas por transtornos emocionais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 propor\u00e7\u00e3o que a densidade decresce, a sensibilidade se intensifica. No perisp\u00edrito dos desencarnados, ela \u00e9 muito maior do que no dos encarnados comuns, porque aqueles lidam com mat\u00e9ria mais rarefeita, mais pl\u00e1stica e, por isso, mais obediente \u00e0s modelagens mentais. Sendo a literatura esp\u00edrita riqu\u00edssima em esclarecimentos e exemplifica\u00e7\u00f5es a esse respeito, n\u00e3o se justificaria entr\u00e1ssemos agora em considera\u00e7\u00f5es repetitivas, salvo para acrescentar novas anota\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Limitar-nos-emos, portanto, a considerar que o plano espiritual imediatamente ligado ao crostal planet\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o a outra face deste \u00faltimo e sua continua\u00e7\u00e3o natural, em termos de sinal\u00e9tica invertida, ou seja, de antimat\u00e9ria. Essa conscientiza\u00e7\u00e3o \u00e9 importante para que se entenda melhor os problemas de resson\u00e2ncia entre os dois planos.&nbsp;<br>Aos menos afeitos a estudos de F\u00edsica, informamos que resson\u00e2ncia \u00e9, na bem elaborada defini\u00e7\u00e3o de Hor\u00e1cio Macedo, &#8220;o fen\u00f4meno que ocorre quando um sistema oscilante (mec\u00e2nico, el\u00e9trico, ac\u00fastico, etc.) \u00e9 excita &nbsp;por um agente externo peri\u00f3dico com uma freq\u00fc\u00eancia id\u00eantica a uma das suas freq\u00fc\u00eancias pr\u00f3prias. Nestas circunst\u00e2ncias, h\u00e1 uma transfer\u00eancia f\u00e1cil de energia da fonte externa para o sistema, cujas oscila\u00e7\u00f5es podem ter amplitude muito grande. Se n\u00e3o houver amortecimento, a amplitude pode atingir, em princ\u00edpio, qualquer valor, por maior que seja; nos casos pr\u00e1ticos, o amortecimento a limita.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>E h\u00e1 tamb\u00e9m a resson\u00e2ncia magn\u00e9tica, muito mais importante, para cuja defini\u00e7\u00e3o, em linguagem humana corrente, valemo-nos da reda\u00e7\u00e3o clara e simples do mesmo autor: &#8220;A transfer\u00eancia de energia de um campo eletromagn\u00e9tico para um sistema at\u00f4mico ou subat\u00f4mico, em presen\u00e7a de um campo magn\u00e9tico, pode ocorrer com n\u00facleos ou com el\u00e9trons orbitais. (&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"396\" height=\"454\" src=\"http:\/\/161.35.11.199\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/JOANA-E-JESUS.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1602\" srcset=\"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/JOANA-E-JESUS.jpg 396w, https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/JOANA-E-JESUS-262x300.jpg 262w\" sizes=\"(max-width: 396px) 100vw, 396px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Fornecendo-se ao n\u00facleo radia\u00e7\u00e3o com certa freq\u00fc\u00eancia, na presen\u00e7a do campo magn\u00e9tico, ocorre uma absor\u00e7\u00e3o ressonante. Esta absor\u00e7\u00e3o ou, como se faz correntemente, a emiss\u00e3o que se lhe segue, pode ser detectada num circuito apropriado e \u00e9 o que constitui a resson\u00e2ncia magn\u00e9tica nuclear.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Fato \u00e9 que a intera\u00e7\u00e3o entre os dois planos \u00e9 t\u00e3o grande que na realidade s\u00e3o um plano s\u00f3. A Humanidade, em seu conjunto, constitui uma s\u00f3 grande fam\u00edlia e se comp\u00f5e de encarnados e desencarnados, em propor\u00e7\u00f5es que variam conforme as circunst\u00e2ncias de cada \u00e9poca, todas essas circunst\u00e2ncias devidamente controladas pela Vontade S\u00e1bia do Cristo Planet\u00e1rio, Governador Espiritual da Terra. Em raz\u00e3o disso, bens e males, progressos e problemas s\u00e3o partilhados entre encarnados e desencarnados, em processo de \u00edntimo e ininterrupto interc\u00e2mbio.<\/p>\n\n\n\n<p>O campo da coopera\u00e7\u00e3o e da inspira\u00e7\u00e3o, tanto quanto o das obsess\u00f5es e do vampirismo, vem a ser, na verdade, um s\u00f3 campo de comunh\u00e3o vital entre criaturas irmanadas pela natureza e pelo destino. O que realmente varia \u00e9 sobretudo a conscientiza\u00e7\u00e3o das sensa\u00e7\u00f5es e a sua ess\u00eancia moral.<\/p>\n\n\n\n<p>Encerremos, por\u00e9m, esta r\u00e1pida digress\u00e3o, pois o que nos propomos sublinhar aqui \u00e9 que a condi\u00e7\u00e3o de desencarnado outorga ao Esp\u00edrito maiores poderes de sensibilidade consciente, na exata propor\u00e7\u00e3o da menor densidade do seu ve\u00edculo psicossom\u00e1tico e do seu grau evolutivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Todas essas considera\u00e7\u00f5es valem tamb\u00e9m para os Esp\u00edritos encarnados quando em desdobramento sonamb\u00falico e para os desencarnados em processo de materializa\u00e7\u00e3o na Crosta.<br>Imp\u00f5e-se-nos a refer\u00eancia a tais situa\u00e7\u00f5es, por serem tais eventos imensamente mais freq\u00fcentes do que os homens terrestres costumam supor.<\/p>\n\n\n\n<p>Extremamente desatentos a tudo quanto n\u00e3o sejam os seus interesses imediatos e o seu &#8220;ego&#8221; personal\u00edstico, simplesmente n\u00e3o se apercebem de que lidam constantemente com pessoas, imagens e coisas de outro plano, momentaneamente percebidas, muita vez com a ajuda de seus pr\u00f3prios recursos ectoplasm\u00e1ticos, sem que anotem a realidade e a natureza desses fen\u00f4menos, exceto quando, algumas raras vezes, a &#8220;estranheza&#8221; de certos acontecimentos lhes causa calafrios.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim \u00e9 que verdadeiros ag\u00eaneres s\u00e3o tachados de dem\u00f4nios ou assombra\u00e7\u00f5es. Entretanto, os &#8220;\u00edncubos&#8221; e os &#8220;s\u00facubos&#8221; da lenda nem sempre s\u00e3o seres imagin\u00e1rios e sim personagens muito reais do grande drama humano.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1, por\u00e9m, ag\u00eaneres e ag\u00eaneres. Tais seres s\u00e3o, por defini\u00e7\u00e3o, criaturas fisiologicamente n\u00e3o geradas como o normal dos encarnados. Noutras palavras, seres que se mostram materializados aos olhos humanos, \u00e0s vezes por longos per\u00edodos, que s\u00e3o sempre interrompidos, necessariamente, por vari\u00e1veis interregnos de tempo. Em casos especiais, a freq\u00fc\u00eancia com que aparecem d\u00e1 uma poderosa impress\u00e3o de continuidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem, contudo, outros seres, muito peculiares, que n\u00e3o s\u00e3o propriamente ag\u00eaneres, mas que pertencem muito mais ao plano extraf\u00edsico do que ao plano que chamamos f\u00edsico. Trata-se de criaturas sem d\u00favida humanas, mas cuja liga\u00e7\u00e3o biopsicofisiol\u00f3gica com &amp; mat\u00e9ria densa a que chamamos &#8220;carne&#8221; \u00e9 a m\u00ednima poss\u00edvel. S\u00e3o Esp\u00edritos sublimes, de imensa superioridade evolutiva, que s\u00f3 encarnam na Terra em raras e alt\u00edssimas miss\u00f5es, de singular\u00edssima import\u00e2ncia para a evolu\u00e7\u00e3o da Humanidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O maior desses Esp\u00edritos foi a M\u00e3e Maria de Nazar\u00e9, a Virgem Excelsa, Rainha dos Anjos, cuja presen\u00e7a material, na Crosta Terr\u00e1quea, foi indispens\u00e1vel para a materializa\u00e7\u00e3o do Messias Divino entre os homens. Coube a ela fornecer ao Mestre a base ectoplasm\u00e1tica necess\u00e1ria \u00e0 sua tangibiliza\u00e7\u00e3o, servindo ainda de ponto de refer\u00eancia e de equil\u00edbrio de todos os processos espirituais, eletromagn\u00e9ticos e quimio-f\u00edsicos que possibilitaram, neste orbe, a Presen\u00e7a Cr\u00edstica.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo o que o Senhor Jesus sentiu, na sua jornada messi\u00e2nica, repercutiu diretamente nela, na Santa das Santas, na Augusta Senhora do Mundo. Estrela Divina do Universo das Grandes Almas, tamb\u00e9m ela teve de peregrinar do para\u00edso excelso de sua felicidade para o nosso vale de l\u00e1grimas, a fim de ajudar e servir a uma Humanidade paup\u00e9rrima de espiritualidade, da qual se fez, para sempre, a Grande M\u00e3e, a Grande Advogada e a Grande.<\/p>\n\n\n\n<p>Consideremos agora um fato de magna import\u00e2ncia. Materializa\u00e7\u00f5es se verificam nos mais diversos n\u00edveis e nos mais variados graus. E s\u00e3o normalmente parciais, em maior ou menor escala. H\u00e1 materializa\u00e7\u00f5es de luzes, de sons, de formas, de objetos, de partes de corpos perispirituais. Materializa\u00e7\u00f5es integrais de psicossomas dificilmente ocorrem, exceto nos n\u00edveis mais baixos da evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo nestes \u00faltimos casos, n\u00e3o s\u00e3o tamb\u00e9m integrais, no sentido mais rigoroso do termo, porque as entidades que nesse n\u00edvel se tangibilizam t\u00eam sempre deformados e at\u00e9 necrosados importantes centros de sensibilidade, especialmente no tocante \u00e0 consci\u00eancia. S\u00e3o mutilados do esp\u00edrito e, quase sempre, aleijados da mente e da forma, longe da completid\u00e3o mentof\u00edsica de si mesmos.<\/p>\n\n\n\n<p>O Cristo-Jesus, Senhor da Verdade e da Inteireza, foi o \u00fanico Esp\u00edrito absolutamente completo, com todas as suas faculdades plenamente desenvolvidas e em perfeito funcionamento, que se materializou totalmente na Terra, assumindo por inteiro a biologia e a morfologia de um Homem, com tudo o que comp\u00f5e um organismo humano, sem faltar absolutamente nada, personificando o modelo f\u00edsico e espiritual, perfeito por excel\u00eancia, do Homo sapiens, na futura e mais elevada conforma\u00e7\u00e3o biomentof\u00edsica que atingir\u00e1 quando chegar ao seu mais alto grau de evolu\u00e7\u00e3o terrestre.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi por essa raz\u00e3o que Jesus se intitulou, com a mais plena verdade e a mais inteira justi\u00e7a, O FILHO DO HOMEM. N\u00e3o o fez por mera for\u00e7a de express\u00e3o; disse uma solen\u00edssima verdade, da mais extraordin\u00e1ria significa\u00e7\u00e3o, pois como Homem Ideal, perfeito e \u00edntegro, ningu\u00e9m teve, como ele, neste mundo, todos os sentidos funcionando em grau m\u00e1ximo. Sua percep\u00e7\u00e3o, mesmo se quis\u00e9ssemos v\u00ea-la do exclusivo ponto de vista da organiza\u00e7\u00e3o psicossom\u00e1tica humana, atingiu o mais alto n\u00edvel, que outro ser humano, ou de apar\u00eancia humana, jamais conseguiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Teve, portanto, sobradas raz\u00f5es para exclamar, como registrou o evangelista Marcos (9:19): &#8220;\u00f3 gera\u00e7\u00e3o incr\u00e9dula e perversa, at\u00e9 quando me fareis sofrer?&#8221; O sofrimento experimentado por Jesus, na prepara\u00e7\u00e3o e no decurso de seu messianato, n\u00e3o teve, n\u00e3o tem e n\u00e3o ter\u00e1 similar, de qualquer \u00e2ngulo que seja analisado, inclusive no que concerne \u00e0 dor f\u00edsica, tal como a entendemos, em vista da sua inigual\u00e1vel sensibilidade org\u00e2nica.<\/p>\n\n\n\n<p>Completamente irreal e terrivelmente injusto \u00e9, pois, o argumento de embuste, largamente usado pelos que n\u00e3o compreendem a absoluta impossibilidade da encarna\u00e7\u00e3o comum de um Ser Cr\u00edstico e s\u00f3 conseguem ver uma grosseira pantomima na capacidade de sofrer de um ag\u00eanere. A verdade, como vemos, \u00e9 bem outra, incomparavelmente bela, justa, santa, l\u00f3gica e real; a realidade do sublime amor daquele que \u00e9, de fato, o Caminho, a Verdade e a Vida.<br>\u00c1ureo.&nbsp;<em>Universo e vida<\/em>. Psicografado por&nbsp;Hernani T. Sant&#8217;Anna. FEB.&nbsp;&nbsp;cap.VII&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No seio excelso do Criador Incriado, nos cimos da evolu\u00e7\u00e3o, pontificam os Cristos Divinos, cuja sublime gl\u00f3ria e soberano poder superam tudo quanto de magnificente e formid\u00e1vel possa imaginar.<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":1604,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[18],"tags":[28],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1596"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1596"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1596\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2150,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1596\/revisions\/2150"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1604"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1596"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1596"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1596"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}