{"id":1506,"date":"2020-06-06T18:52:05","date_gmt":"2020-06-06T21:52:05","guid":{"rendered":"http:\/\/161.35.11.199\/?p=1506"},"modified":"2020-07-05T10:50:07","modified_gmt":"2020-07-05T13:50:07","slug":"jesus-e-a-maternidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/2020\/06\/06\/jesus-e-a-maternidade\/","title":{"rendered":"Jesus e a Maternidade"},"content":{"rendered":"\n<p>\u201cRel\u00e2mpago fulgurante em noite escura, a palavra do Mestre cindia a noite demorada que tombava sobre Israel, desde h\u00e1 cinco s\u00e9culos.<\/p>\n\n\n\n<p>O eco da mensagem, doce e en\u00e9rgica, se espraiava desde as planuras do Esdrelon at\u00e9 aos altiplanos do Hermon&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Aqueles que Lhe escutavam o verbo, renovavam-se e a nobre cantilena das Suas palavras prosseguia repercutindo no adito das almas, sendo transferida de boca a ouvido, assinalando o in\u00edcio da comunica\u00e7\u00e3o elevada pelo impregnar do amor.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqueles dias, naquelas circunst\u00e2ncias, jamais se fariam repetir e o conte\u00fado das Suas palavras nunca mais seria ouvido da forma como foi enunciado e vivido&#8230; [&#8230;].<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/161.35.11.199\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/170320171809050-g.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1535\" width=\"585\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/170320171809050-g.jpg 980w, https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/170320171809050-g-300x188.jpg 300w, https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/170320171809050-g-768x480.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 585px) 100vw, 585px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Sem que fosse percebida, uma mulher acercou-se de Jesus, e, ap\u00f3s fazer-se notar por Ele, desculpou-se da imprud\u00eancia de perturb\u00e1-Lo.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem mais delongas O interrogou:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Sei que tu vens de Deus e posso perceber-Te a grandeza que me fascina e emociona&#8230; Tenho sede de amor e me encontro corro\u00edda pela v\u00e9rmina da animalidade. Tenho amado e n\u00e3o logrei a honra de fruir o amor. A vida, desde h\u00e1 muitos anos, em que fui dilapidada nos meus sentimentos de mulher, nega-me o que venho procurando: a paz, que parece fugir de mim, onde quer que eu me encontre.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2018Que fazer, Senhor, para viver a felicidade?\u2019<\/p>\n\n\n\n<p>Havia na voz da estranha notas caracter\u00edsticas de melancolia e de sofrimento demorado que as palavras n\u00e3o conseguiam exteriorizar.<\/p>\n\n\n\n<p>O Mestre relanceou o olhar transparente pela paisagem aureolada de paz, e indagou-lhe por sua vez:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Que v\u00eas em derredor? Examina a terra arrebentando-se em flores, frutos e verdor; o rio cantante, enriquecendo as margens de vida; o h\u00famus discreto renovando o subsolo e os astros fulgurando ao longe&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Em tudo, a ordem, o amor, a transpar\u00eancia da miseric\u00f3rdia do Pai, ensinando equil\u00edbrio e vida. O que parece caos transforma-se em ben\u00e7\u00e3o, o que aparenta transtorno se converte em paz, porque em tudo vige a sabedoria do Criador.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o relaciones dores nem apresentes m\u00e1goas.<\/p>\n\n\n\n<p>Levanta o olhar para cima e avan\u00e7a para o futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>A criatura, surpreendida pela resposta amorosa, volveu \u00e0 interroga\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Compreendo, sim, a grandeza da divina cria\u00e7\u00e3o, n\u00e3o obstante delinqui, e, do meu delito, nasceu-me um filho, que no momento constitui-me motivo de inquieta\u00e7\u00e3o e desespero&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Sem permitir-lhe alongar-se, o Senhor prosseguiu, imperturb\u00e1vel:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; A mulher \u00e9 sempre m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n<p>A relva que cresce sobre os escombros oculta as suas deformidades e disfar\u00e7a as suas imperfei\u00e7\u00f5es modificando a erma express\u00e3o dos destro\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Aben\u00e7oada pela maternidade, que e sempre d\u00e1diva do Pai, honrando a vida, um filho, em qualquer circunst\u00e2ncia, \u00e9 uma estrela engastada na carne, com a oportunidade de espalhar claridade pelo caminho.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto houver crian\u00e7as e m\u00e3es, na Terra, o amor divino estar\u00e1 cantando esperan\u00e7as para a Humanidade.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 filho do pecado nem do delito, pois que todos eles s\u00e3o d\u00e1divas da vida a vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Esquece as circunst\u00e2ncias da chegada do querubim que te bate \u00e0 porta do sentimento, e levanta-te com ele, avan\u00e7ando no rumo do infinito dos astros.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Uma imensa serenidade vestia a Natureza.<\/p>\n\n\n\n<p>A mulher-m\u00e3e, emocionada, procurou os olhos de Jesus por entre a vis\u00e3o nublada de l\u00e1grimas e fundiu-se na luminosidade que deles flu\u00eda d\u00falcida e pura.<\/p>\n\n\n\n<p>Levantou-se em discreta rever\u00eancia e preparou-se para sair.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o saberia dizer se O ouviu falar ou se O escutou na ac\u00fastica da alma.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Vai, filha, e ama.<\/p>\n\n\n\n<p>A maternidade \u00e9 a mais elevada concess\u00e3o de Nosso Pai, demonstrando que o mal jamais triunfar\u00e1 no mundo; porque enquanto houver um cora\u00e7\u00e3o, um sentimento maternal, na Terra, o amor atear\u00e1 o fogo purificador e a esperan\u00e7a de felicidade jamais se fanar\u00e1&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>No longe do tempo, ecoariam os conceitos do Filho de Maria, a M\u00e3e por Excel\u00eancia, sustentando a mulher no minist\u00e9rio da maternidade por todo o sempre.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Am\u00e9lia Rodrigues, H\u00e1 Flores no Meu Caminho, psicografia de Divaldo P. Franco,&nbsp;2. ed., p. 37-40<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;os filhos s\u00e3o d\u00e1divas da vida&#8221;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":1560,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[16],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1506"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1506"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1506\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2022,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1506\/revisions\/2022"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1560"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1506"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1506"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1506"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}