{"id":1426,"date":"2020-06-06T16:54:47","date_gmt":"2020-06-06T19:54:47","guid":{"rendered":"http:\/\/161.35.11.199\/?p=1426"},"modified":"2020-06-06T16:54:47","modified_gmt":"2020-06-06T19:54:47","slug":"o-livro-espirita-salvando-vidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/2020\/06\/06\/o-livro-espirita-salvando-vidas\/","title":{"rendered":"O Livro Esp\u00edrita salvando vidas"},"content":{"rendered":"\n<p>(<strong>Mensagem:&nbsp;<\/strong>H\u00e1 um s\u00e9culo, de Hil\u00e1rio Silva e Livro Esp\u00edrita \u2013 Apoio e B\u00ean\u00e7\u00e3o, de Aur\u00e9lio. Adapta\u00e7\u00e3o para teatro: N\u00edsia An\u00e1lia)<\/p>\n\n\n\n<p>(Mostra-se uma faixa, ou a grava\u00e7\u00e3o de uma voz bem firme: PARIS \u2013 ABRIL DE 1860. Neste momento entra Allan Kardec, algo preocupado, senta-se em seu ambiente de trabalho, lendo algum material e parecendo meditar)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Narrador 1<\/strong>&nbsp;\u2013 Naquela manh\u00e3, Allan Kardec, o codificador da Doutrina Esp\u00edrita, estava exausto e acabrunhado&#8230;<br><strong>Narrador 2<\/strong>&nbsp;\u2013 Muito embora a consolida\u00e7\u00e3o da Sociedade Esp\u00edrita de Paris e a promissora venda de livros, escasseava o dinheiro para a obra gigantesca que os Esp\u00edritos superiores lhe haviam colocado nas m\u00e3os&#8230;<br><strong>Narrador 1<\/strong>&nbsp;\u2013 A press\u00e3o aumentava&#8230; Cartas sarc\u00e1sticas avolumavam-se \u00e0 mesa.<br><strong>Allan Kardec&nbsp;<\/strong>\u2013 (levantando-se) \u2013 Senhor, aqui estou, firme na tarefa confiada. Ajuda-me Senhor a vencer todas as dificuldades do caminho.<\/p>\n\n\n\n<p>(Neste momento, batem \u00e0 porta, entra Madame Rivail, que vai atender)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Am\u00e9lie<\/strong>&nbsp;\u2013 Pois n\u00e3o.<br><strong>Carteiro<\/strong>&nbsp;\u2013 Encomenda para o Sr. Allan Kardec.<br><strong>Am\u00e9lie<\/strong>&nbsp;\u2013 (recebendo o pacote) \u2013 Muito obrigada!<br><strong>Carteiro<\/strong>&nbsp;\u2013 Bom dia. At\u00e9 logo.<br><strong>Am\u00e9lie<\/strong>&nbsp;\u2013 Bom trabalho!<\/p>\n\n\n\n<p>(Dirige-se, carinhosamente ao esposo)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Am\u00e9lie<\/strong>&nbsp;\u2013 Querido, chegou esta encomenda para voc\u00ea.<br><strong>Allan Kardec&nbsp;<\/strong>\u2013 Obrigado, vejamos do que se trata&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>(Amele senta-se pr\u00f3ximo. Allan Kardec abre o embrulho, detendo-se, primeiramente em uma carta e iniciando a sua leitura. Durante a leitura, afasta-se para um lado do palco, enquanto as partes iniciais v\u00e3o sendo encenadas, como se fossem quadros vivos.)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Allan Kardec<\/strong>&nbsp;\u2013 (iniciando a leitura) \u2013 \u201cSr. Allan Kardec: Respeitoso abra\u00e7o. Com a minha gratid\u00e3o, remeto-lhe o livro anexo, bem como a sua hist\u00f3ria, rogando-lhe, antes de tudo, prosseguir em suas tarefas de esclarecimento da Humanidade, pois tenho fortes raz\u00f5es para isso&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>(Kardec vai afastando. Senta-se continuando a ler a carta. Entra o jovem, como cena viva)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jovem<\/strong>&nbsp;\u2013 Sou encadernador desde a meninice, trabalhando em grande casa desta capital. H\u00e1 cerca de dois anos casei-me com aquela que se revelou minha companheira ideal&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>(Coloca-se a m\u00fasica: \u201cAlma G\u00eamea de minha Alma\u201d ou outra m\u00fasica. A jovem entra e os dois cantam ou dan\u00e7am juntos. Continuam encenando de acordo com a narrativa da carta. Pode-se colocar somente uma m\u00fasica instrumental,sendo que o jovem desce do palco e encontra Antoinette \u2013 que dever\u00e1 estar no meio do p\u00fablico \u2013 v\u00e3o subindo juntos at\u00e9 o palco)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Allan Kardec<\/strong>&nbsp;\u2013 (levantando e continuando a leitura) \u2013 Nossa vida corria normalmente e tudo era alegria e esperan\u00e7a, quando, no in\u00edcio deste ano, de modo inesperado minha Antoinette partiu desta vida, levada por sorrateira mol\u00e9stia&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>(Neste momento Antoinette cai ao ch\u00e3o, coloca-se uma pequena parte da m\u00fasica Fio Partido, a jovem deixa um casaco no ch\u00e3o, simulando o corpo f\u00edsico, levanta-se, afaga o esposo e sai de cena levada por esp\u00edritos amigos. O jovem chora em torno da mesma, levanta-se e continua a narrativa)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jovem<\/strong>&nbsp;\u2013 (desesperado) \u2013 Meu desespero foi indescrit\u00edvel e julguei-me condenado ao desamparo extremo. Sem confian\u00e7a em Deus, sentindo as necessidades do homem do mundo e vivendo com as d\u00favidas aflitivas de nosso s\u00e9culo, resolvera seguir o caminho de tantos outros ante a fatalidade&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>(Afasta-se, fita um ponto distante e fica parado)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Allan Kardec&nbsp;<\/strong>\u2013 (levantando e continuando) \u2013 A prova da separa\u00e7\u00e3o vencera-me, e eu n\u00e3o passava, agora, de um trapo humano (&#8230;) Minhas for\u00e7as fugiam. Namorara diversas vezes o \u201cRio\u201d Sena e acabei planejando o suic\u00eddio.<br><strong>Jovem<\/strong>&nbsp;\u2013 (movimentando como se fosse em rumo ao Rio) \u2013 seria f\u00e1cil, n\u00e3o sei nadar. Em madrugada fria, quando as preocupa\u00e7\u00f5es e o des\u00e2nimo me dominaram mais fortemente, busquei a ponte Marie.<br><strong>Allan Kardec<\/strong>&nbsp;&#8211; Olhei em torno, contemplando a corrente&#8230;E ao fixar a m\u00e3o direita para atirar-me, toquei um objeto, algo molhado que se destacou da amurada, caindo-me aos p\u00e9s.<\/p>\n\n\n\n<p>(O jovem vai falando e dramatizando a cena. No momento em que encontra o livro, coloca-se uma m\u00fasica instrumental, vibrante e ele vai sentando-se como se estivesse lendo)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Allan Kardec&nbsp;<\/strong>\u2013 Surpreendido, distingui um livro que o orvalho umedecera. Tomei o volume nas m\u00e3os e, procurando a luz morti\u00e7a de poste vizinho, pude ler&#8230; entre irritado e curioso:<br><strong>Jovem<\/strong>&nbsp;&#8211; \u201cESTA OBRA SALVOU-ME A VIDA. LEIA-A COM ATEN\u00c7\u00c3O E TENHA BOM PROVEITO\u201d A. Laurent.<br>Estupefato, li a obra (mostra) \u201cO Livro dos Esp\u00edritos\u201d (ler junto com Allan Kardec, ou seja: os dois falam ao mesmo tempo)<br><strong>Allan Kardec&nbsp;<\/strong>\u2013 \u201cO Livro dos Esp\u00edritos\u201d \u2013 ao qual acrescentei breve mensagem, volume esse que passo \u00e0s suas m\u00e3os abnegadas, autorizando o distinto amigo a fazer dele o que lhe aprouver.<\/p>\n\n\n\n<p>(Allan Kardec vai terminando de abrir o embrulho, emocionado. Amele se levanta, olha para o p\u00fablico e fala)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Am\u00e9lie<\/strong>&nbsp;\u2013 Ali estava um exemplar de \u201cO Livro dos Esp\u00edritos\u201d, ricamente encadernado&#8230; e na p\u00e1gina do frontisp\u00edcio, levemente manchada, leu com emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a observa\u00e7\u00e3o a que o missivista se referia, mas tamb\u00e9m outra, em letra firme:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Allan Kardec&nbsp;<\/strong>\u2013 \u201cSalvou-me tamb\u00e9m. Deus aben\u00e7oe as almas que cooperaram em sua publica\u00e7\u00e3o.\u201d \u2013 Joseph Perrier.<\/p>\n\n\n\n<p>(Neste momento, do p\u00fablico algumas pessoas falar\u00e3o, mostrando O Livro dos Esp\u00edritos)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Personagem 1&nbsp;<\/strong>\u2013 Esta obra salvou-me a vida.<br><strong>Personagem 2<\/strong>&nbsp;\u2013 Esta obra, salvou-me a vida.<br><strong>Personagem 3<\/strong>&nbsp;\u2013 Salvou-me tamb\u00e9m!<br><strong>Personagem 4<\/strong>&nbsp;\u2013 Salvou-me tamb\u00e9m!<\/p>\n\n\n\n<p>(Todos v\u00e3o se aproximando do palco, posicionando-se no mesmo)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Narrador 1<\/strong>&nbsp;\u2013 Era preciso continuar&#8230;<br><strong>Narrador 2<\/strong>&nbsp;\u2013 Desculpar as inj\u00farias&#8230;<br><strong>Narrador 1<\/strong>&nbsp;\u2013 Abra\u00e7ar o sacrif\u00edcio&#8230;<br><strong>Narrador 2<\/strong>&nbsp;\u2013 Desconhecer as pedradas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Allan Kardec&nbsp;<\/strong>\u2013 O mundo necessitava e necessita de renova\u00e7\u00e3o e consolo.<br><strong>Am\u00e9lie<\/strong>&nbsp;\u2013 O not\u00e1vel obreiro da Grande Revela\u00e7\u00e3o, respirou longos haustos, e, antes de retomar a caneta para o servi\u00e7o costumeiro, levou o len\u00e7o aos olhos e limpou uma l\u00e1grima&#8230;<br><strong>Jovem<\/strong>&nbsp;\u2013 E trabalhou, de forma incans\u00e1vel, pelo \u201cConsolador Prometido\u201d.<br><strong>Antoinette<\/strong>&nbsp;\u2013 \u201cNa Terra em convuls\u00e3o, O Livro Esp\u00edrita se ergue como bandeira de paz&#8230;\u201d<br><strong>Jovem<\/strong>&nbsp;\u2013 Convocando as almas \u00e0 serenidade em meio \u00e0s lutas que se agravam a cada dia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Personagem 1<\/strong>&nbsp;\u2013 O Livro Esp\u00edrita \u00e9 apoio do Bem, onde o Bem possa surgir!<br><strong>Personagem 2<\/strong>&nbsp;\u2013 O Livro Esp\u00edrita ser\u00e1 sempre B\u00ean\u00e7\u00e3os de paz&#8230;<br><strong>Personagem 3<\/strong>&nbsp;\u2013 Renovando possibilidades de crescimento para Deus.<br><strong>Personagem 4<\/strong>&nbsp;\u2013 \u201cConhecereis a Verdade e a Verdade vos libertar\u00e1.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Todos&nbsp;<\/strong>\u2013 Livro Esp\u00edrita, Farol Divino, que SALVA VIDAS!<\/p>\n\n\n\n<p>(Cantar uma m\u00fasica sobre o Livro Esp\u00edrita ou sobre Allan Kardec ou ainda sobre o Espiritismo, dependendo do tema ser enfatizado. Caso a pe\u00e7a seja apresentado em homenagem ao anivers\u00e1rio de Allan Kardec, fica a sugest\u00e3o para encerr\u00e1-la na frase: \u201cE trabalhou de forma incans\u00e1vel, pelo Consolador Prometido, a qual dever\u00e1 ser dita por todos os participantes)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esse teatro nos mostra a import\u00e2ncia do Livro Esp\u00edrita para nossas vidas.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1429,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[22],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1426"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1426"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1426\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1429"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1426"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1426"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1426"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}