{"id":1412,"date":"2020-06-06T16:46:04","date_gmt":"2020-06-06T19:46:04","guid":{"rendered":"http:\/\/161.35.11.199\/?p=1412"},"modified":"2020-06-06T16:46:04","modified_gmt":"2020-06-06T19:46:04","slug":"o-sonho-de-aninha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/2020\/06\/06\/o-sonho-de-aninha\/","title":{"rendered":"O sonho de Aninha"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Autora:&nbsp;<\/strong>N\u00edsia An\u00e1lia<br><strong>Personagens:&nbsp;<\/strong>Narrador, Lucinha, Aninha, Sr. Paulo, D. Zeferina, mam\u00e3e<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cen\u00e1rio 1: Uma casa: sala, quarto e um jardim<br>Cen\u00e1rio 2: Plano Espiritual<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>(Inicia-se a pe\u00e7a, com a entrada de uma menina, Aninha, que fica pensativa por alguns segundos, ao som de uma m\u00fasica de acordo com o tema. A seguir entra outra menina, Lucinha.)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Lucinha:&nbsp;<\/strong>Ol\u00e1 Aninha, como voc\u00ea est\u00e1, tudo bem?<br><strong>Aninha:&nbsp;<\/strong>Tudo bem! Onde voc\u00ea est\u00e1 indo?<br><strong>Lucinha:<\/strong>&nbsp;Vou comprar um presente para a mam\u00e3e, pois domingo \u00e9 o dia das m\u00e3es.<br><strong>Aninha:<\/strong>&nbsp;\u00c9 mesmo&#8230; Estava lembrando da mam\u00e3e&#8230; seria t\u00e3o bom se ela ainda estivesse aqui!<br><strong>Lucinha:&nbsp;<\/strong>\u00c9, seria mesmo, pois m\u00e3e \u00e9 um grande tesouro em nossas vidas. Mas, n\u00e3o fique triste, pois a mam\u00e3e \u00e9 como se fosse sua m\u00e3e tamb\u00e9m.<br><strong>Aninha:<\/strong>&nbsp;Eu sei e a amo muito. Apesar desse amor, ainda sinto muita falta da minha m\u00e3e.<br><strong>Lucinha:&nbsp;<\/strong>N\u00e3o fique triste. Venha, vamos comigo!!<br><strong>Aninha<\/strong>&nbsp;\u2013 (Quase chorando): N\u00e3o, depois eu vou&#8230; (sai de cena)<\/p>\n\n\n\n<p>(Lucinha fica pensativa. Nesse momento entra Sr. Paulo, pai de Lucinha.)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sr. Paulo:<\/strong>&nbsp;Ol\u00e1 minha filha, por que voc\u00ea est\u00e1 t\u00e3o pensativa?<br><strong>Lucinha:&nbsp;<\/strong>Oi papai, estou com pena da Aninha. Ela est\u00e1 muito triste, porque domingo \u00e9 o dia das m\u00e3es e a dela j\u00e1 morreu.<br><strong>Sr. Paulo:&nbsp;<\/strong>Ora, ora. Voc\u00ea n\u00e3o explicou para ela que a morte n\u00e3o existe? E que a m\u00e3e dela est\u00e1 apenas em outro plano chamado plano espiritual?<br><strong>Lucinha:&nbsp;<\/strong>Papai, ela estava t\u00e3o triste, que pensei que ela nem me escutaria&#8230; E tamb\u00e9m, ela j\u00e1 sabe um pouco dessa verdade.<br><strong>Sr. Paulo:&nbsp;<\/strong>Onde ela est\u00e1?<br><strong>Lucinha:<\/strong>&nbsp;Foi para o jardim.<br><strong>Sr. Paulo:&nbsp;<\/strong>Bom, deixa eu ir l\u00e1 conversar com um pouquinho com ela.<br><strong>Lucinha:&nbsp;<\/strong>Vai mesmo papai. Ela est\u00e1 precisando de conversar.<\/p>\n\n\n\n<p>(Os doi saem de cena. Entra Aninha. Cen\u00e1rio de um jardim. Fica em um canto chorando.)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Narrador<\/strong>&nbsp;\u2013 (Somente voz): Aninha tinha ido para o jardim. A saudade de sua m\u00e3ezinha parecia muito forte, por isso ela estava muito triste e para aliviar um pouquinho, ela come\u00e7ou a chorar. Quando o Sr. Paulo chegou ao jardim, viu que ela estava chorando.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sr. Paulo:&nbsp;<\/strong>Aninha, Aninha, minha filha, o que aconteceu?<br><strong>Aninha<\/strong>&nbsp;\u2013 (Tentando parar de chorar): N\u00e3o foi nada, desculpe-me.<br><strong>Sr. Paulo&nbsp;<\/strong>\u2013 (Abra\u00e7ando-a): Que \u00e9 isso, minha filha, venha c\u00e1, quero conversar com voc\u00ea. Lucinha contou-me o motivo de sua tristeza.<br><strong>Aninha:&nbsp;<\/strong>Tolice minha.<br><strong>Sr. Paulo:&nbsp;<\/strong>N\u00e3o querida, isso n\u00e3o \u00e9 tolice. \u00c9 muito natural, todos n\u00f3s sentimos saudades daqueles que amamos e vivem distantes.<br><strong>Aninha:&nbsp;<\/strong>Mas mam\u00e3e n\u00e3o vive&#8230;<br><strong>Sr. Paulo:&nbsp;<\/strong>A\u00ed \u00e9 que voc\u00ea se engana, minha filha! Sua m\u00e3e vive. A morte n\u00e3o existe. Ela est\u00e1 s\u00f3 fazendo uma viagem, um dia voc\u00eas se encontrar\u00e3o. Sei que voc\u00ea tem dificuldade de aceitar essas verdades, mas, pense um pouco sobre elas.<br><strong>Aninha:&nbsp;<\/strong>Claro que eu acredito, Sr. Paulo. S\u00f3 tinha receio de n\u00e3o ser verdade, mas estou com tanta saudade dela. O que posso fazer para encontr\u00e1-la?<br><strong>Sr. Paulo:&nbsp;<\/strong>Primeiro voc\u00ea tem que acabar com essa ideia de que ela n\u00e3o existe. Depois, orar por ela todos os dias e procurar ser uma menina sempre amorosa com todas as pessoas, o que ali\u00e1s, voc\u00ea j\u00e1 \u00e9.<br><strong>Aninha<\/strong>&nbsp;\u2013 (Esperan\u00e7osa): Mas, ser\u00e1 que vou demorar a encontr\u00e1-la?<br><strong>Sr. Paulo:&nbsp;<\/strong>Olha, Aninha, quando n\u00f3s dormimos podemos encontar com os que amamos e j\u00e1 desencarnaram, se Deus assim permitir. Todas as noites, lembre-se de pedir em suas ora\u00e7\u00f5es para que isso aconte\u00e7a&#8230;<br><strong>Aninha:&nbsp;<\/strong>Obrigada, senhor Paulo, voc\u00ea \u00e9 realmente um pai.<br><strong>Sr. Paulo:&nbsp;<\/strong>Todos aqui em casa a amamos muito, minha filha.<\/p>\n\n\n\n<p>(Os dois se abra\u00e7am e saem de cena.)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Narrador:&nbsp;<\/strong>Aquele dia para Aninha foi muito importante, pois sentiu que o sr. Paulo falava a verdade, principalmente que sua m\u00e3e n\u00e3o tinha morrido, mas apenas seu corpo. Essa aceita\u00e7\u00e3o, fez com que ela se sentisse mais serena.<br>A noite, ao deitar-se, ela fez uma prece, com muita f\u00e9 para Jesus, pedindo-lhe permiss\u00e3o para encontrar-se com sua m\u00e3ezinha. Pediu, com tanta f\u00e9, que quando ela dormiu, vejam o que aconteceu&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(Cen\u00e1rio 2- Plano Espiritual = organizar uma maneira de vizualizar um local bonito, mais iluminado. Ao som de uma m\u00fasica, que poder\u00e1 falar de imortalidade ou somente intrumental, entra Aninha, admirada.)<br><\/strong><br><strong>Aninha:<\/strong>&nbsp;Nossa! Que lugar lindo!<\/p>\n\n\n\n<p>(De repente entra sua m\u00e3e \u2013 esp\u00edrito. Tornar esse momento bem emocionante.)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>M\u00e3e:&nbsp;<\/strong>Aninha, Aninha, minha filha&#8230;<br><strong>Aninha<\/strong>&nbsp;\u2013 (Emocionada a abra\u00e7a): Mam\u00e3e, mam\u00e3e! Que saudade!<br><strong>M\u00e3e:<\/strong>&nbsp;Eu tamb\u00e9m, minha filha, j\u00e1 estava com muita saudade de voc\u00ea. Mas hoje, gra\u00e7as a Deus, estamos nos reencontrando. Sabe minha querida, ouvi o seu choro. Fiquei muito pensativa e com vontade de dizer-lhe que eu continuava viva, que voc\u00ea precisava ter essa certeza. Queria dizer-lhe que a amava muito, que o meu amor continuava o mesmo. Quando o Sr. Paulo foi conversar com voc\u00ea, me alegrei muito, pois ele disse tudo o que eu estava com vontade de dizer. Minha querida, a mam\u00e3e n\u00e3o morreu, nunca pense isso. Estou agora no plano espiritual, onde \u00e9 nossa vida verdadeira. Estou viva. O que acabou foi somente o meu corpo f\u00edsico, mas eu, esp\u00edrito, continuo viva. Gostaria de pedir-lhe para amar a D.Zeferina como sua m\u00e3e, ao Sr. Paulo como seu pai, e tamb\u00e9m a Lucinha como sua irm\u00e3. Eles s\u00e3o a nossa fam\u00edlia espiritual. Seja sempre uma boa menina. Quando estiver triste, com muita saudade, lembre-se da m\u00e3e de Jesus e de todos n\u00f3s, nossa querida Maria de Nazar\u00e9, e ela lhe ajudar\u00e1.<br>Fique com Deus&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Aninha:&nbsp;<\/strong>Ainda est\u00e1 cedo, mam\u00e3e&#8230;<br><strong>M\u00e3e:&nbsp;<\/strong>Tenho que ir, minha filha, at\u00e9 breve&#8230;<br>(Vai saindo de cena, ao som de uma m\u00fasica. A seguir, Aninha sai pelo outro lado. Volta o cen\u00e1rio de sua casa.)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Narrador:&nbsp;<\/strong>Aninha acordou naquele momento, sentou-se na cama e come\u00e7ou a recordar o lindo sonho que teve&nbsp; a noite. Sonho? Ela bem sabia, que n\u00e3o era apenas um sonho. Era ela, tinha certeza. Havia se encontrado com sua m\u00e3ezinha. Seu cora\u00e7\u00e3o estava aliviado e feliz! Lembrou-se ent\u00e3o, das \u00faltimas palavras de sua m\u00e3e: \u201came a D.Zeferina como sua m\u00e3e&#8230;\u201d. Olhou no calend\u00e1rio e lembrou que era domingo, dia das m\u00e3es! Resolveu ent\u00e3o, chamar Lucinha, para abra\u00e7arem a D.Zeferina.<\/p>\n\n\n\n<p>(Entra Aninha, chamando a Lucinha.)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Aninha:&nbsp;<\/strong>Lucinha, Lucinha, venha c\u00e1.<br><strong>Lucinha:&nbsp;<\/strong>(Entra assustada) \u2013 O que foi? Voc\u00ea est\u00e1 t\u00e3o alegre!<br><strong>Aninha:&nbsp;<\/strong>Estou sim! \u00c9 que hoje \u00e9 o dia das m\u00e3es.<br><strong>Lucinha:&nbsp;<\/strong>U\u00e9, ontem voc\u00ea estava triste por isso.<br><strong>Aninha:&nbsp;<\/strong>Ontem foi ontem, hoje \u00e9 hoje!<br><strong>Lucinha:<\/strong>&nbsp;O que aconteceu?<br><strong>Aninha:&nbsp;<\/strong>Eu compreendi que a mam\u00e3e n\u00e3o morreu. Esta noite eu sonhei que estava conversando com ela. Ent\u00e3o ela pediu-me para amar a D.Zeferina como uma m\u00e3e. Por isso resolvi chamar voc\u00ea para irmos juntas abra\u00e7\u00e1-la.<br><strong>Lucinha:<\/strong>&nbsp;Que not\u00edcia boa! Estou feliz por voc\u00ea. Vamos sim, ela e o papai est\u00e3o tomando caf\u00e9.<br><strong>Aninha:&nbsp;<\/strong>Voc\u00ea sabe alguma m\u00fasica para cantarmos para ela?<br><strong>Lucinha:&nbsp;<\/strong>Sei sim. Venha que vou ensinar-lhe.<br><strong>Aninha:&nbsp;<\/strong>Ent\u00e3o vamos.<\/p>\n\n\n\n<p>(As duas saem de cena. Entram sr. Paulo e D. Zeferina.)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>D. Zeferina:&nbsp;<\/strong>Como estar\u00e1 Aninha hoje?<br><strong>Sr. Paulo:&nbsp;<\/strong>Deus ajude que ela esteja mais feliz&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>(Nesse momento, entram Aninha e Lucinha, cantando um m\u00fasica sobre as m\u00e3es.)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Aninha:&nbsp;<\/strong>D. Zeferina, que a Virgem Maria, m\u00e3e de todas as m\u00e3es lhe proteja e transmita-lhe todo o nosso carinho!<br><strong>Lucinha:<\/strong>&nbsp;Mam\u00e3e, muito obrigada por tudo que a senhora tem feito por n\u00f3s. A senhora \u00e9 uma grande m\u00e3e. Que Maria de Nazar\u00e9 a proteja sempre.<br><strong>D. Zeferina:&nbsp;<\/strong>Minhas queiridas filhas, eu \u00e9 que agrade\u00e7o. E quanto a voc\u00ea, Aninha, estou muito feliz por v\u00ea-la feliz. Muito obrigada a voc\u00eas. Mas, eu gostaria que voc\u00eas cantassem aquela m\u00fasica novamente. Voc\u00eas cantam?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As duas:&nbsp;<\/strong>Claro mam\u00e3e!!!<br><strong>Aninha:<\/strong>&nbsp;Vamos cantar para a senhora e para todos as m\u00e3es presentes, encarnadas e desencarnadas.<\/p>\n\n\n\n<p>(Nesse momento, entram todos os participantes do teatro, inclusive o narrador e come\u00e7am a cantar, todos juntos.)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&#8211; Sugest\u00e3o de m\u00fasica (de Franklin Heibulth):<br><\/strong><br>Tu \u00e9s minha alegria<br>Minha ternura em flor<br>Por isso eu canto mam\u00e3e<br>Sou teu pequeno e tu \u00e9s meu amor.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando partires do mundo<br>Ao para\u00edso no Al\u00e9m<br>Guarde um cantinho pra mim,<br>Pois onde fores eu quero ir tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>(Teatro escrito em 1984)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um teatro para homenagear todas as mam\u00e3es do mundo!<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1419,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[22],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1412"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1412"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1412\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1419"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1412"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1412"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1412"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}