{"id":1253,"date":"2020-05-23T17:33:43","date_gmt":"2020-05-23T20:33:43","guid":{"rendered":"http:\/\/161.35.11.199\/?p=1253"},"modified":"2020-06-06T15:30:36","modified_gmt":"2020-06-06T18:30:36","slug":"jovens-de-ontem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/2020\/05\/23\/jovens-de-ontem\/","title":{"rendered":"Jovens de Ontem"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>JO\u00c3O E TIAGO &#8211; AP\u00d3STOLOS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/161.35.11.199\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/joao-e-tiago.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1254\" width=\"342\" height=\"342\" srcset=\"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/joao-e-tiago.jpg 600w, https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/joao-e-tiago-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/joao-e-tiago-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 342px) 100vw, 342px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><img alt=\"\" src=\"http:\/\/srv94.teste.website\/~revistaauta\/public\/imagem\/gerenciador\/thiago-apostolo-11_09_2017.jpg\">\u201cJo\u00e3o Evangelista, dentre os disc\u00edpulos do Senhor, foi considerado o que mais se dedicou ao Mestre, pela for\u00e7a do Amor. Era bem mo\u00e7o quando assistira, juntamente com alguns familiares, \u00e0s Bodas de Can\u00e1. O destino f\u00ea-lo acompanhar o Cristo nos Seus mais dif\u00edceis testemunhos, assim como nas Suas grandes alegrias. Presenciou v\u00e1rias curas fant\u00e1sticas do Senhor, fez parte dos tr\u00eas no Monte Tabor; na agonia do Gets\u00eamani, estava no Jardim das Oliveiras; assistiu \u00e0s prega\u00e7\u00f5es mais profundas do Mestre, presenciou \u00e0 Entrada Triunfal, subiu ao Calv\u00e1rio para se despedir do seu preceptor e, no topo mais dram\u00e1tico do mundo, recebeu como nova m\u00e3e, Maria, indicada pelo Divino Messias. [&#8230;].<\/p>\n\n\n\n<p>Quando nasceu, Salom\u00e9 foi tomada por uma chama de luz, presenciada por Zebedeu em estado de vig\u00edlia, e se fez um clar\u00e3o t\u00e3o grande, que foi igualmente visto por muitos pastores, na madrugada [&#8230;].<img alt=\"\" src=\"http:\/\/srv94.teste.website\/~revistaauta\/public\/imagem\/gerenciador\/sa-o-joa-o-evangelista-11_09_2017.JPG\"><br>Sua m\u00e3e, certa vez, aproximou-se do Mestre Jesus e narrou para Ele os fen\u00f4menos que o acompanhavam desde o ber\u00e7o. Notara, sem medo de estar errada, que seu filho tinha uma tarefa em algo semelhante \u00e0 do Cristo, e pediu com humildade para que Ele o aben\u00e7oasse escolhendo tamb\u00e9m Tiago, para que pudessem assentar cada um a Seu lado, no reino de Deus. Tiago e Jo\u00e3o aproximam-se do Mestre, decididos, ficando um de cada lado, concretizando o pedido da m\u00e3e. Cristo, fixando os Seus grandes olhos nos de Salom\u00e9 respondeu sinceramente:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2018N\u00e3o compete a mim decidir, deixar ou n\u00e3o que os teus filhos se assentem ao meu lado, na marcha que se propuseram caminhar na Terra e no C\u00e9u. Eis que cada um de n\u00f3s haveremos de testemunhar diante de Deus e de nossa consci\u00eancia o que aprendemos. No entanto, se eles suportarem tomar comigo o c\u00e1lice amargo, preparado para mim h\u00e1 mil\u00eanios, rogaremos ao Nosso Pai Celestial que os mantenha em minha companhia, para que a felicidade aumente em meu cora\u00e7\u00e3o, e a tua vontade ser\u00e1 satisfeita, se for esta a vontade de Deus.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de compreender seu apostolado junto de Nosso Senhor Jesus Cristo, Jo\u00e3o parecia um mo\u00e7o impetuoso, deixando extravasar uma cachoeira de energias, num cinetismo dificilmente compreendido pelos homens, pois era o impulso esquematizado, desde sua g\u00eanese, para que no futuro o Evangelho fosse sustentado pela sua conduta grandiosa.\u201d (Miramez, Francisco de Assis, 14. ed., p. 13, 14).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>TIM\u00d3TEO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"318\" height=\"159\" src=\"http:\/\/161.35.11.199\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/timoteo.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1255\" srcset=\"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/timoteo.jpg 318w, https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/timoteo-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 318px) 100vw, 318px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><img alt=\"\" src=\"http:\/\/srv94.teste.website\/~revistaauta\/public\/imagem\/gerenciador\/timoteo-11_09_2017.jpg\">\u201cVelha vi\u00fava de um grego abastado, L\u00f3ide morava em companhia de sua filha Eunice, igualmente vi\u00fava, e de seu neto Tim\u00f3teo, cuja intelig\u00eancia e generosos sentimentos de menino constitu\u00edam o maior encanto das duas senhoras. Os mensageiros da Boa Nova foram recebidos nesse lar com inequ\u00edvocas provas de simpatia. [&#8230;].<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma noite da chegada, observou a ternura com que Tim\u00f3teo, tendo pouco mais de treze anos, tomava os pergaminhos da Lei de Mois\u00e9s e os Escritos Sagrados dos Profetas. Deixou o Ap\u00f3stolo que as duas senhoras comentassem as revela\u00e7\u00f5es em companhia do mesmo, at\u00e9 que fosse chamado a intervir. Qua&nbsp;ndo tal se deu, aproveitou o ensejo para fazer a primeira apresenta\u00e7\u00e3o do Cristo ao cora\u00e7\u00e3o enlevado dos ouvintes. T\u00e3o logo come\u00e7ou a falar, observou a profunda impress\u00e3o das duas mulheres, cujos olhos brilhavam enternecidos; mas o pequeno Tim\u00f3teo ouvia-o com tais demonstra\u00e7\u00f5es de interesse que,&nbsp; muitas vezes, lhe acariciou a fronte pensativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Os parentes de Ones\u00edforo receberam a Boa Nova com j\u00fabilos infinitos. No dia imediato n\u00e3o se falou de outra coisa. O rapaz fazia interroga\u00e7\u00f5es de toda esp\u00e9cie. O Ap\u00f3stolo, por\u00e9m, atendia-o com alegria e interesse fraternais. [&#8230;].<\/p>\n\n\n\n<p>O Evangelho continuava, a estender seu raio de a\u00e7\u00e3o em todos os setores. Profundamente sensibilizado, o convertido de Damasco, no desdobramento natural do servi\u00e7o, come\u00e7ou a obter not\u00edcias da a\u00e7\u00e3o de Tim\u00f3teo. O jovem filho de Eunice, pelo que lhe informavam, soubera enriquecer, de maneira prodigiosa, os conhecimentos adquiridos. A pequena cristandade de Derbe j\u00e1 lhe devia grandes benef\u00edcios. Por mais de uma vez, o novo disc\u00edpulo ali acorrera em miss\u00f5es ativas. Disseminava curas e consola\u00e7\u00f5es. Seu nome era aben\u00e7oado de todos. Cheio de j\u00fabilo, ap\u00f3s o t\u00e9rmino de suas tarefas naquela cidade pequenina, o ex-rabino demandou Listra, com ansiedade carinhosa. [&#8230;].<br>\u201c[&#8230;] recordando que Jesus lhe prometera associar Estev\u00e3o \u00e0 divina tarefa, julgou n\u00e3o dever atuar por si s\u00f3 e chamou Tim\u00f3teo e Silas para redigir a primeira de suas famosas ep\u00edstolas.<br>Assim come\u00e7ou o movimento dessas cartas imortais, cuja ess\u00eancia espiritual provinha da esfera do Cristo [&#8230;]. (Emmanuel, Paulo e Est\u00eav\u00e3o, 35. ed., p. 366, 401, 426).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/161.35.11.199\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/tito-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1257\" width=\"264\" height=\"322\" srcset=\"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/tito-1.jpg 354w, https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/tito-1-246x300.jpg 246w\" sizes=\"(max-width: 264px) 100vw, 264px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>TITO<\/strong><br><br>\u201cAlargando os projetos generosos, deliberou levar em sua companhia o jovem Tito, que, embora oriundo das fileiras pag\u00e3s n\u00e3o obstante contar vinte anos incompletos, representava na igreja de Antioquia uma das mais l\u00facidas intelig\u00eancias a servi\u00e7o do Senhor. Desde a vinda de Tarso, Tito afei\u00e7oara-se-lhe como um irm\u00e3o generosos. Notando-lhe a \u00edndole laboriosa, Paulo ensinara-lhe o of\u00edcio de tapeceiro e fora ele o seu substituto na tenda humilde, por todo o tempo que durou a primeira miss\u00e3o. [&#8230;].\u201d(Emmanuel, Paulo e Est\u00eav\u00e3o, 16. ed., p. 384).<br><br>\u201cEm seguida, atendendo ainda a observa\u00e7\u00e3o de Paulo, Tito falou, profundamente comovido com a interpreta\u00e7\u00e3o dos ensinamentos do Cristo e mostrando possuir formosos dons de profecia, fazendo-se admirar pelo pr\u00f3prio Tiago, que o abra\u00e7ou mais de uma vez.\u201d (Emmanuel, Paulo e Est\u00eav\u00e3o, 16. ed., p. 384, 392-393).<br><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/161.35.11.199\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Jo\u00e3o-Marcos.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1258\" width=\"291\" height=\"374\" srcset=\"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Jo\u00e3o-Marcos.jpg 374w, https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Jo\u00e3o-Marcos-234x300.jpg 234w\" sizes=\"(max-width: 291px) 100vw, 291px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>JO\u00c3O MARCOS<\/strong><strong><br><\/strong><br>\u201cA m\u00e3e de Jo\u00e3o Marcos era uma das disc\u00edpulas mais desassombradas e generosas. [&#8230;].<br><br>Queria dar o filho, ainda muito jovem, a Jesus. De h\u00e1 muito vinha preparando o menino para o apostolado. Todavia, Jerusal\u00e9m afogava-se em lutas religiosas, sem tr\u00e9guas. As persegui\u00e7\u00f5es surgiam e ressurgiam. A organiza\u00e7\u00e3o crist\u00e3 da cidade experimentava profundas alternativas. S\u00f3 a paci\u00eancia de Pedro conseguia manter a continuidade do ideal divino. N\u00e3o seria melhor que Jo\u00e3o Marcos se transferisse para Antioquia, junto do tio? Barnab\u00e9 n\u00e3o se op\u00f4s ao plano da irm\u00e3 entusiasmada. O jovem, a seu turno, seguia as conversa\u00e7\u00f5es, mostrando-se satisfeito. Chamado a opinar, Saulo percebeu que os irm\u00e3os deliberavam sem consultar o interessado. O rapaz acompanhava os projetos, sempre jovial e sorridente. Foi a\u00ed que o ex-doutor da Lei, profundo conhecedor da alma humana, desviou a palavra, procurando interess\u00e1-lo mais diretamente.<br>\u2014 Jo\u00e3o \u2014 disse bondosamente \u2014, sentes, de fato, verdadeira voca\u00e7\u00e3o para o minist\u00e9rio?<br>\u2014 Sem d\u00favida! \u2014 confirmou o adolescente algo perturbado.<br>\u2014 Mas, como defines teus prop\u00f3sitos? \u2014 tornou a perguntar o ex-rabino.<br>\u2014 Penso que o minist\u00e9rio de Jesus \u00e9 uma gl\u00f3ria \u2014 respondeu um tanto acanhado sob o exame daquele olhar ardente e inquiridor.<br>Saulo refletiu um instante e sentenciou:<br>\u2014 Teus intuitos s\u00e3o louv\u00e1veis, mas \u00e9 preciso n\u00e3o esqueceres que a m\u00ednima express\u00e3o de gl\u00f3ria mundana apenas chega ap\u00f3s o servi\u00e7o. Se assim acontece no mundo, que n\u00e3o ser\u00e1 com o trabalho para o reino do Cristo? Mesmo porque, na Terra, todas as gl\u00f3rias passam e a de Jesus \u00e9 eterna!&#8230;<br>O jovem anotou a observa\u00e7\u00e3o e, embora desconcertado pela profundez dos conceitos, acrescentou:<br>\u2014 Sinto-me preparado para os labores do Evangelho e, al\u00e9m disso, mam\u00e3e faz muito gosto que eu aprenda os melhores ensinamentos nesse sentido, a fim de tornar-me um pregador das verdades de Deus.<br>Maria Marcos olhou o filho cheia de maternal orgulho. Saulo percebeu a situa\u00e7\u00e3o, teve um dito alegre e depois acentuou:<br>\u2014 Sim, as m\u00e3es sempre nos desejam todas as gl\u00f3rias deste e do outro mundo. Por elas, nunca haveria homens perversos. Mas, no que nos diz respeito, conv\u00e9m lembrar as tradi\u00e7\u00f5es evang\u00e9licas. Ainda ontem, lembrei a generosa inquieta\u00e7\u00e3o da esposa de Zebedeu, ansiosa pela glorifica\u00e7\u00e3o dos filhinhos!&#8230; Jesus lhe recebeu os anseios maternais, mas, n\u00e3o deixou de lhe perguntar se os candidatos ao Reino estavam devidamente preparados para beber do seu c\u00e1lice&#8230; E, ainda agora, vimos que o c\u00e1lice reservado a Tiago continha vinagre t\u00e3o amargo quanto o da cruz do Messias!&#8230;<br>Todos silenciaram, mas Saulo continuou em tom prazenteiro, modificando a impress\u00e3o geral:<br>\u2014 Isto n\u00e3o quer dizer que devamos desanimar ante as dificuldades, para aliciar as gl\u00f3rias leg\u00edtimas do Reino de Jesus, Os obst\u00e1culos renovam as for\u00e7as. A finalidade divina deve representar nosso objetivo supremo. Se assim pensares, Jo\u00e3o, n\u00e3o duvido de teus futuros triunfos.<br>M\u00e3e e filho sorriram tranquilos.<br>Ali mesmo, combinaram a partida do jovem, em companhia de Barnab\u00e9. O tio discorreu ainda sobre as disciplinas indispens\u00e1veis, o esp\u00edrito de sacrif\u00edcio reclamado pela nobre miss\u00e3o. Naturalmente, se Antioquia representava um ambiente de profunda paz, era tamb\u00e9m um n\u00facleo de trabalhos ativos e constantes. Jo\u00e3o precisaria esquecer qualquer express\u00e3o de esmorecimento, para entregar-se, de alma e corpo, ao servi\u00e7o do Mestre, com absoluta compreens\u00e3o dos deveres mais justos.<br>O rapaz n\u00e3o hesitou nos compromissos, sob o olhar amor\u00e1vel de sua m\u00e3e, que lhe buscava amparar as decis\u00f5es com a coragem sincera do cora\u00e7\u00e3o devotado a Jesus.<br>Dentro de poucos dias os tr\u00eas demandavam a formosa cidade do Orontes. [&#8230;].<br>Saulo contemplou-o, admirado da firme resolu\u00e7\u00e3o que suas palavras deixaram transparecer, e observou:<br>\u2014 Se deres um testemunho t\u00e3o grande como a coragem que revelas, n\u00e3o tenho d\u00favidas quanto \u00e0 grandeza de tua miss\u00e3o.<br>Entre confortadoras esperan\u00e7as, o projeto terminou com formosas perspectivas de trabalho para os tr\u00eas.\u201d (Emmanuel, Paulo e Est\u00eav\u00e3o, 16. ed., p. 322-325, 330).<br><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/161.35.11.199\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/francisco-de-assis.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1259\" width=\"313\" height=\"176\" srcset=\"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/francisco-de-assis.jpg 512w, https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/francisco-de-assis-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 313px) 100vw, 313px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>FRANCISCO DE ASSIS<\/strong><strong><br><\/strong><br><strong>Nascimento<\/strong><br><br>\u201cO calend\u00e1rio marcava 26 de setembro de 1182. O dia amanhecera mostrando l\u00edmpido c\u00e9u azul e o sol concedia seus raios nascentes, em di\u00e1fana claridade. [&#8230;].<br>No exato momento em que dava \u00e0 luz o seu filho, Pica, quase em \u00eaxtase, ouviu sublimado c\u00e2ntico na ac\u00fastica de seu cora\u00e7\u00e3o e viu a cote de Anjos que viera assistir ao regresso \u00e0 Terra, pelos canais da reencarna\u00e7\u00e3o, de um Esp\u00edrito de elevada envergadura, fazendo-se homem nos caminhos do mundo.\u201d (p. 151).<br><br><strong>Inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia<\/strong><strong><br><\/strong><br>\u201cComo um Anjo em estado de repouso, Francisco, nos primeiros anos, obedecia mais ao comando mental de sua m\u00e3e. [&#8230;].<br>Dos sete aos catorze anos, a mente do pai passou a intervir mais, dividindo as influ\u00eancias. Dessa fase \u00e0 maioridade, o pai assumiu a lideran\u00e7a e, da\u00ed em diante, como Esp\u00edrito superior, ningu\u00e9m o segurava. Ele tornou-se ele mesmo, com o seu pr\u00f3prio mundo, quebrando as amarras exteriores, pela verdade que j\u00e1 conhecia e que come\u00e7ava a viver.\u201d (p. 156-157).<br><br><strong>Discord\u00e2ncia com o pai<\/strong><strong><br><\/strong><br>\u201cFrancisco a tudo entendia em dimens\u00f5es elevadas. Certa feita, o pai come\u00e7ou a aborrecer-se com ele, percebendo o modo como tratava os empregados e o cunho de sinceridade que demonstrava aos fregueses. Chamou-o \u00e0 ordem querendo demonstrar-lhe que a verdade comercial \u00e9 diferente da verdade do cora\u00e7\u00e3o, sendo uma incompat\u00edvel com a outra.\u201d (p. 158).<br>\u201cSendo dif\u00edcil para ele conviver com aquele estado de coisas, tinha \u00edmpetos de renunciar e partir da pr\u00f3pria casa onde morava. [&#8230;].<br>Em casa assentou-se perto da m\u00e3e, beijou-lhe as faces e acariciou-lhe os lindos cabelos. Olhou dentro de seus grandes olhos, e falou-lhe com do\u00e7ura:<br>&#8211; Mam\u00e3e! &#8230; Sabes de onde vem toda essa fortuna do papai, esse conforto que desfrutamos nesta casa, a seguran\u00e7a e a fama dos Bernardone?\u201d (p. 159).<br>\u201cFrancisco!&#8230; Acho-te de pouca idade para pensar nestes relevantes assuntos. Observa que existe isso em toda a parte. N\u00e3o ser\u00e1s tu, uma crian\u00e7a de Assis, que vai mudar o mundo. Se porventura, algum dia, j\u00e1 adulto, achares que esse proceder de teu pai e do resto do mundo est\u00e1 errado, procura vida diferente, ou une-te a quem pensa do mesmo modo, sem oprimir quem quer que seja. Toda opress\u00e3o gera malquer\u00eancia, toda imposi\u00e7\u00e3o gera \u00f3dio, e todo julgamento apressado nos diz, pela experi\u00eancia, que o errado \u00e9, em verdade, o julgador. N\u00e3o queiras servir nunca de motivo de esc\u00e2ndalos! Se nasceste sem interesse nos bens terrenos, n\u00e3o queiras obrigar os outros a fazerem o mesmo. Respeita as id\u00e9ias e a vida alheia, que desse modo, Deus haver\u00e1 de te aben\u00e7oar e o teu cora\u00e7\u00e3o ser\u00e1 um cora\u00e7\u00e3o de luz&#8230;\u201d (p. 164).<br>\u201cN\u00e3o quero inovar o mundo, nem os homens, ambiciono sim, difundir pela vida, a alegria pura, a amizade sincera, a f\u00e9 sem covardia, a piedade sem hipocrisia, a caridade sem trocas e o amor sem barreiras. [&#8230;]. Essa \u00e9 a voz que canta dentro do meu cora\u00e7\u00e3o! [&#8230;]. O que me importa \u00e9 servir \u00e0 causa de Deus, que \u00e9 a mesma causa de Jesus!\u201d (p. 165).<br>\u201cDa\u00ed a semanas, Francisco era um soldado, empunhando armas nos campos de batalha. [&#8230;]. A mans\u00e3o perdera a paz.\u201d (p. 201).<br>\u201cEm acirrada batalha, Francisco foi encurralado pelos inimigos; Shaolin avan\u00e7ou em sua defesa, e caiu igualmente no cerco, sendo ambos aprisionados. Foram atados a uma \u00e1rvore, at\u00e9 que cessasse o combate, ap\u00f3s o que foram levados como presos valiosos.\u201d (p. 205).<br>\u201cFrancisco regressou \u00e0 casa desfeito e combalido. Os bacilos de Koch, que n\u00e3o eram conhecidos naquela \u00e9poca, invadiram-lhe os tecidos pulmonares.\u201d (p. 206).<br>\u201c[&#8230;], j\u00e1 bem disposto, pensou em alistar-se na Cruzada, pois nela iria defender uma causa nobre, e em Assis havia um posto de alistamento [&#8230;]. E da\u00ed a dias, figurava o nome de Francisco no grande livro rubricado por Inoc\u00eancio III, com os emblemas da cruz e da espada gravados na capa.\u201d (p. 207).<br><br><strong>Francisco escolhe outro caminho<\/strong><strong><br><\/strong><br>\u201cMesmo em tenra idade, nunca duvidava da efic\u00e1cia dos sacrif\u00edcios e da ren\u00fancia, mostrando assim \u00e0 humanidade, que Deus est\u00e1 sempre presente, ajudando-a. e ele tinha fortes pressentimentos de que deveria, algum dia se entregar de corpo e alma \u00e0 grande fraternidade, aquela que nivela as criaturas, de sorte que todos os homens sintam o mesmo amor e os mesmos interesses de se ajudarem mutuamente. [&#8230;].<br>E nestas dedu\u00e7\u00f5es, o seu cora\u00e7\u00e3o lhe segredava que o seu caminho era outro, e n\u00e3o aquele das guerras fratricidas. Computava id\u00e9ias de todas as proced\u00eancias, que a sua mente f\u00e9rtil associava, e acabou certificando-se de que a viol\u00eancia era filha leg\u00edtima da ignor\u00e2ncia, e que, para quem sentia a presen\u00e7a de Deus no cora\u00e7\u00e3o, o melhor caminho era o que Cristo delineara para a humanidade.\u201d (p. 208-209).<br>\u201cLembrou-se fortemente do Evangelho, sen\u00e3o de Jesus, e pediu a Deus, no \u00edntimo d\u2019alma, para lhe clarear o caminho, ora duvidoso. Entrou como em ligeiro sono e ouviu uma voz, a mesma voz sua companheira, que lhe falou nestes termos:<br>&#8221; Francisco!&#8230; Constr\u00f3i a minha igreja!\u201d (p. 210).<br>\u201cComo a voz lhe tinha pedido para reconstruir a Igreja, tomou como ponto de inspira\u00e7\u00e3o a pequena igreja da localidade, de nome S\u00e3o Dami\u00e3o. Saiu pedindo de porta em porta, n\u00e3o mais como nobre, por\u00e9m, como homem comum, como filho de Deus e disc\u00edpulo de Cristo, ajuda para reconstruir a pequena igreja, contando o ocorrido com ele. E quase todos iam lhe ofertando o que podiam para a reconstru\u00e7\u00e3o da velha casa de Deus.\u201d (p. 216).<br>\u201cE avan\u00e7ou de cabe\u00e7a erguida, ao encontro do Papa Inoc\u00eancio III.<br>Francisco de Assis n\u00e3o estava em busca das b\u00ean\u00e7\u00e3os do papa; estava \u00e0 procura do restabelecimento da Igreja de Deus, por vontade de Jesus Cristo, entre aqueles homens, cuja simplicidade desvalorizava as gigantescas id\u00e9ias e os monumentais pensamentos de pureza crist\u00e3, para aqueles, que n\u00e3o tinham olhos de ver.\u201d (p. 234).<br>\u201cFrancisco de Assis teve desassombro de ira ao encontro do Sult\u00e3o Melek-el-Kamel com um dos seus disc\u00edpulos, pela autoridade que o Amor lhe conferia.\u201d (p. 384).<br>\u201cA caminhada foi longa. Pai Francisco estava cego e tinha velhas enfermidades de f\u00edgado e est\u00f4mago. [&#8230;], e sofria dores por todo o corpo. [&#8230;]. No entanto, era de se admirar o seu vigor mental. De nada se esquecia, e respondia a tudo que se lhe perguntasse com precis\u00e3o e acerto.\u201d (p. 427).<br>\u201cO calend\u00e1rio marcava a data de tr\u00eas de outubro de 1226&#8230; [&#8230;].<br>O sol come\u00e7ava a apagar-se no poente, quando a alma Francisco de Assis come\u00e7ou a apagar-se no poente da vida f\u00edsica, para esplender fulgurante na eternidade.\u201d (p. 428-429). (Miramez, Francisco de Assis, 14. ed,. cap. 10,11, 14, 15, 16, 24, 26)<br><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/161.35.11.199\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/joanna-darc-1-748x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1261\" width=\"222\" height=\"304\" srcset=\"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/joanna-darc-1-748x1024.jpg 748w, https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/joanna-darc-1-219x300.jpg 219w, https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/joanna-darc-1-768x1052.jpg 768w, https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/joanna-darc-1-1122x1536.jpg 1122w, https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/joanna-darc-1-1496x2048.jpg 1496w, https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/joanna-darc-1-scaled.jpg 1870w\" sizes=\"(max-width: 222px) 100vw, 222px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>JOANA D&#8217;ARC<\/strong><strong><br><\/strong><br><strong>Livro:&nbsp;<\/strong>Joana D\u2019arc \u2013 m\u00e9dium<br><strong>Autor:&nbsp;<\/strong>L\u00e9on Denis<br><br>\u201c\u00c9 Domr\u00e9my, aldeia ignorada at\u00e9 ent\u00e3o, mas que, pela crian\u00e7a a cujo nascimento assistiu em 1412, se vai tornar c\u00e9lere no mundo inteiro.\u201d (p. 31).<br>\u201cA luta contra a Inglaterra dura perto de cem anos. Em quatro derrotas sucessivas, a nobreza francesa fora esmagada, quase aniquilada. [&#8230;].<br>E como um raio de luz, vindo do alto, em meio dessa noite de luto e de mis\u00e9ria, apareceu Joana.\u201d (p. 27,29).<br>\u201cJoana n\u00e3o descendia de alta linhagem; filha de pobres lavradores, fiava a l\u00e3 unto de sua m\u00e3e, ou guardava o seu rebanho nas veigas do Mosa, quando n\u00e3o acompanhava o pai na charrua.<br>N\u00e3o sabia e nem escrever, ignorava todas as coisas da guerra. Era uma boa e meiga crian\u00e7a, amada por todos, especialmente pelos pobres pelos desgra\u00e7ados, os quais nunca deixava de socorrer e consolar. [&#8230;]. Cedia de boa mente a cama a qualquer peregrino fatigado e passava a noite sobre um feixe de palha, a fim de proporcionar descanso a anci\u00e3es extenuados por longas caminhadas. Cuidava dos enfermos [&#8230;].\u201d (p. 32).<br>\u201cAss\u00eddua em sua tarefa, nada desprezava para satisfazer aos pais e a todos aqueles com quem lidava. \u2018Viva o trabalho!\u2019, dir\u00e1 mais tarde, afirmando assim que o trabalho \u00e9 o melhor amigo do homem, sou amparo, seu conselheiro na vida, seu consolador na prova\u00e7\u00e3o e que n\u00e3o h\u00e1 verdadeira felicidade sem ele.\u201d (p. 33).<br>\u201cMisteriosa influ\u00eancia a envolve. Vozes lhe falam aos ouvidos e ao cora\u00e7\u00e3o; seres invis\u00edveis a inspiram, dirigem-lhe todos os atos, todos os passos. E eis que essas vozes comandam. Ordens superiores se fazem ouvir. \u00c9-lhe preciso renunciar \u00e0 vida tranquila. Pobre menina de dezessete anos, dever\u00e1 afrontar o tumulto dos acampamentos!\u201d (p. 34).<br><br>\u201cUm dia S. Miguel lhe diz: \u2018Filha de Deus, tu conduzir\u00e1s o delfim a Reims, a fim de que recebas a\u00ed sua digna sagra\u00e7\u00e3o. Santa Catarina e Santa Margarida lhe repetiam sem cessar:\u2018Vai, vai, n\u00f3s te ajudaremos!\u2019. Estabelecem-se ent\u00e3o, entre a vigem e seus guias, estreitas rela\u00e7\u00f5es. No sei o de seus \u2018irm\u00e3os do para\u00edso\u2019, vai ela cobrar o \u00e2nimo necess\u00e1rio para levar a termo sua obra, da qual est\u00e1 inteiramente compenetrada. A Fran\u00e7a a espera, \u00e9 preciso partir!\u201d (p. 35).<br>\u201cConcluamos, pois, de nossa parte, reconhecendo, mais uma vez, em Joana, um grande m\u00e9dium.\u201d (p. 59).<br>\u201cConv\u00e9m, primeiramente notar: gra\u00e7as \u00e0s suas faculdades ps\u00edquicas extraordin\u00e1rias \u00e9 que ela p\u00f4de conquistar r\u00e1pido ascendente sobre o ex\u00e9rcito e o povo.\u201d (p. 42-43).<br>\u201c\u00c0 medida que a fama da hero\u00edna se dilata, que sua gl\u00f3ria sobrepuja todas as gl\u00f3rias, o \u00f3dio se lhe avoluma em torno, e as intrigas se tecem entre os grandes fidalgos, cujos planos e tenebrosas maquina\u00e7\u00f5es ela viera frustrar.\u201d (p. 116).<br>\u201cAssim \u00e9 inquestion\u00e1vel que, se Carlos VII, logo ap\u00f3s a sagra\u00e7\u00e3o, tivesse avan\u00e7ado sobre Paris a grande cidade se teria rendido sem combate.<br>Em vez disso, seis semanas se gastam em hesita\u00e7\u00f5es e quando, por fim, defrontam com a capital, nenhuma precau\u00e7\u00e3o tomam. [&#8230;].<br>No dia seguinte, quis recome\u00e7ar o ataque. Por\u00e9m, que aconteceu? N\u00e3o puderam mais passar. O rei havia mandado destruir as pontes, e impusera a retirada.\u201d (p. 116-117).<br>\u201cFracassado o cerco da Charit\u00e9, Joana foi chamada \u00e0 corte. [&#8230;]. Abandona o rei aos prazeres e festas em que se comprazia e \u00e0 frente de uma tropa que lhe era dedicada voa para Conpi\u00e8gne, ent\u00e3o assediada. \u00c9 a\u00ed que lhe sucede cair prisioneira do conde de Luxemburgo [&#8230;].\u201d (p. 118).<br>Jo\u00e3o de Luxemburgo descendia de alta linhagem; era, por\u00e9m, mesquinhos de cora\u00e7\u00e3o e falto de fortuna [&#8230;]. N\u00e3o p\u00f4de, consequentemente, recusar as dez mil libras em ouro que o rei da Inglaterra oferecia. Por esse pre\u00e7o, vendeu Joana e a entregou.\u201d (p. 120).<br>\u201cCom efeito, ao mesmo tempo que padecia t\u00e3o duro e horr\u00edvel cativeiro, Joana ainda tinha que sofrer as longas e torturosas fases de um processo tal como nunca houve igual no mundo.\u201d (p. 129).<br>\u201cAssim, o tem\u00edvel tribunal do Santo Of\u00edcio [&#8230;], reaparecia, sa\u00eda da sombra, para reclamar a maior v\u00edtima de quantas lhe compareceram \u00e0 barra.\u201d (p. 130).<br>\u201cEstamos a 30 de maio de 1431. O drama toca o desenlace. [&#8230;].<br>L\u00eaem o libelo acusat\u00f3rio, [&#8230;]. Joana se ajoelha. Nesse solene momento, em presen\u00e7a da morte que se avizinha, sua alma se desprende das sombras terrenas e entrev\u00ea os esplendores eternos. Ora em voz alta. Profere uma prece extensa e fervorosa. Perdoa a todos, a seus inimigo, a seus algozes. Num sublime arroubo do pensamento e do cora\u00e7\u00e3o, re\u00fane dois povos, enla\u00e7a dois reinos.\u201d (p. 151-152).<br>\u201cE nada mais se ouviu, al\u00e9m dos estalidos que o crepitar do fogo produz&#8230;<br>Ter\u00e1 Joana sofrido muito? Ela pr\u00f3pria nos assegura que n\u00e3o. \u2018Poderosos fluidos\u2019, diz-nos, \u2018choviam sobre mim. Por outro lado, minha vontade era t\u00e3o forte que dominava a dor\u2019.\u201d (p. 154).<br><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/161.35.11.199\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Pascal-e1576273599616.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1262\" width=\"306\" height=\"170\" srcset=\"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Pascal-e1576273599616.jpg 800w, https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Pascal-e1576273599616-300x167.jpg 300w, https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Pascal-e1576273599616-768x426.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 306px) 100vw, 306px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><strong>PASCAL<\/strong><br><br>\u201cCerto dia, um menino de 10 anos bateu com uma colher num prato e escutou atentamente o som, que continuou a vibrar por algum tempo, parando, no entanto, quando o pequeno p\u00f4s a m\u00e3o sobre o prato.<br>Com certeza, em muitos lugares do mundo, outros tantos garotos ter\u00e3o feito o mesmo e observado o fen\u00f4meno.<br>Mas, s\u00f3 um g\u00eanio como Blaise Pascal resolveu investigar o mist\u00e9rio e escreveu um tratado sobre o som: \u2018Trait\u00e9 des sons\u2019.<br>Nascido aos 19 de junho de 1623, em Clermont Ferrand (Auvergne), cedo demonstrou a sua genialidade.<br>Certo dia, o pai o encontrou a riscar, com um peda\u00e7o de giz, &#8220;rodas e barras&#8221; no soalho do seu quarto.<br>Rodas e barras eram na verdade os c\u00edrculos e as linhas retas da Geometria, traduzidos na linguagem infantil.<br>Logo mais provaria que a soma dos \u00e2ngulos de um tri\u00e2ngulo perfaz dois retos, resolvendo num passatempo, o 32\u00ba teorema de Euclides, cujo nome ignorava.<br>Na adolesc\u00eancia, aos 16 anos, escreveu um Tratado sobre as sec\u00e7\u00f5es dos cones \u2018Trait\u00e9 des sections coniques\u2019, um problema de alta Geometria, que assombrou o mundo profissional da \u00e9poca.<br>O pr\u00f3prio Descartes, ao l\u00ea-lo, se recusou a acreditar tivesse sido escrito por um jovem dessa idade. Dois anos mais tarde, construiu o jovem matem\u00e1tico uma m\u00e1quina de contar, com o principal objetivo de aliviar seu pai dos complicados c\u00e1lculos que necessitava fazer na sua lida com as finan\u00e7as do Munic\u00edpio.<br>Numa \u00e9poca em que n\u00e3o estavam aperfei\u00e7oadas as t\u00e1buas logar\u00edtmicas, este engenho prestou grandes servi\u00e7os aos que se ocupavam com a aritm\u00e9tica e mereceu numerosas reprodu\u00e7\u00f5es.<br>Mais tarde, entre seus 23 e 25 anos, interessou-se pelos estudos da F\u00edsica, escrevendo sobre o &#8220;espa\u00e7o vazio&#8221;: \u2018Nouvelles experiences touchant le vide\u2019.<br>Foi tamb\u00e9m nesta \u00e9poca que o pai de Blaise sofreu um acidente e, por permanecer longo per\u00edodo na cama, teve a lhe servir de enfermeiros dois fervorosos disc\u00edpulos de Corn\u00e9lio Jans\u00eanio que, ao se despedirem, deixando Etienne Pascal curado, deixaram toda a fam\u00edlia Pascal profundamente impressionada com o ideal religioso.<br>Em outubro de 1654, estando Blaise Pascal a passear de carruagem por uma ponte, assustaram-se os cavalos, tendo dois deles se precipitado da ponte, ap\u00f3s rompidos os arreios.<br>Os outros, com a carruagem ficaram suspensos sobre o abismo, salvando a vida do cientista.<br>Dizem alguns de seus bi\u00f3grafos que este fato lhe teria produzido um violento abalo, fazendo-o se dedicar \u00e0s quest\u00f5es religiosas.<br>Contudo, depois de sua morte foi encontrado, cosido no forro de sua vestimenta, um bilhete datado de 23 a 24 de novembro de 1654, em que ele relata uma esp\u00e9cie de \u00eaxtase que teria experimentado, e demonstra um desejo ardente de se consagrar \u00e0s coisas espirituais.<br>Escrevendo suas \u2018Cartas Provinciais\u2019, Pascal apresenta a verdadeira Igreja do Cristo n\u00e3o circunscrita a uma determinada organiza\u00e7\u00e3o eclesi\u00e1stica, menos ainda a determinados homens de um certo per\u00edodo, representando casualmente a Igreja, mesmo porque, fal\u00edveis os homens, insegura seria a f\u00e9. Em 1657, suas \u2018Cartas\u2019, dezoito ao todo, foram relacionadas no Index, da Igreja.<br>S\u00e3o consideradas um dos maiores monumentos da literatura francesa e o atestado de uma grande sinceridade crist\u00e3.<br>A respeito, pronunciou-se Pascal: \u2018Roma condenou as minhas Cartas; mas o que nelas condenei est\u00e1 condenado no c\u00e9u ? apelo para o teu tribunal, Senhor Jesus!\u2019<br>Relata que pediu a Deus 10 anos de sa\u00fade para poder escrever sua apologia do Cristianismo, que o mundo viria a conhecer com o nome de \u2018Pens\u00e9es\u2019, contudo, confessa, Deus lhe deu quatro anos de enfermidade.<br>Nessa Apologia, ele apresenta Cristo n\u00e3o como o \u2018Senhor morto\u2019 de tantos crist\u00e3os, mas o Cristo vivo, sempre-vivo, aquele Cristo que segue com os homens, todos os dias.<br>Amar era para ele a melhor forma de crer, a \u2018raz\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o que a raz\u00e3o ignora\u2019.<br>Deus \u00e9, antes de tudo o Sumo Bem, o alvo do amor, e ele afirmava n\u00e3o poder crer sen\u00e3o num Deus que pudesse amar sinceramente.<br>A mensagem para a humanidade de sua \u00e9poca, para os melhores homens do s\u00e9culo, foi uma mensagem de vasta, profunda e panor\u00e2mica espiritualidade crist\u00e3.<br>Uma espiritualidade que brilha em todas as p\u00e1ginas do Evangelho, a espiritualidade do Cristo. [&#8230;].<br>Sua morte se deu a 19 de agosto de 1662, aos 39 anos, em Paris, sendo que os dois \u00faltimos anos de sua vida foram de intenso sofrimento.<br>A enfermidade que o tomou lhe furtou qualquer possibilidade de esfor\u00e7os f\u00edsicos e intelectuais.\u201d<br><br>(http:\/\/www.espiritismogi.com.br\/biografias\/blaise_pascal.htm). Acessado em 13\/10\/10, \u00e0s 12h 05min<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jesus foi o primeiro a confiar nos jovens e nenhum O decepcionou.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":1263,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1253"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1253"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1253\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1263"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1253"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1253"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1253"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}