{"id":1217,"date":"2020-05-22T14:44:54","date_gmt":"2020-05-22T17:44:54","guid":{"rendered":"http:\/\/161.35.11.199\/?p=1217"},"modified":"2020-05-22T14:44:54","modified_gmt":"2020-05-22T17:44:54","slug":"caibar-shutel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/2020\/05\/22\/caibar-shutel\/","title":{"rendered":"Caibar Shutel"},"content":{"rendered":"\n<p>Caibar de Souza Shutel, encarnado em 22 de setembro de 1868 na cidade do Rio de Janeiro, filho do negociante Anthero de Souza Shutel e de D. Rita Tavares Schutel. Desencarnou na cidade de Mat\u00e3o, estado de S\u00e3o Paulo, no dia 30 de Janeiro de 1938.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"225\" height=\"225\" src=\"http:\/\/161.35.11.199\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/caibar.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1218\" srcset=\"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/caibar.jpg 225w, https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/caibar-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Aos nove anos estava \u00f3rf\u00e3o de pai, e seis meses depois, de m\u00e3e. Seu av\u00f4 Henrique Shutel, tomou o neto aos seus cuidados, matriculando o menino no Imperial Col\u00e9gio de Pedro II, onde Caibar estudou at\u00e9 o segundo ano.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o desejando continuar os estudos, abandonou a casa do av\u00f4, e se tornou independente, trabalhando como pr\u00e1tico de farm\u00e1cia.<\/p>\n\n\n\n<p>Aos 17 anos de idade, Caibar Shutel j\u00e1 era um bom pr\u00e1tico de farm\u00e1cia e abandonou o Rio de Janeiro e rumou para o Estado de S\u00e3o Paulo, primeiramente na cidade de Piracicaba, e posteriormente para Araraquara e Mat\u00e3o.<br>Em 1889 Caibar Shutel assume o cargo de primeiro Presidente da  C\u00e2mara Municipal de Mat\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Caibar era o robe fincado no interior de S\u00e3o Paulo. A sua atividade irradiava-se por todo o Estado, onde pregava pela pena, pela palavra e, sobretudo, pelo exemplo. Nunca poupou esfor\u00e7os em beneficio da causa que esposara, antes, tudo Portela sacrificou, intemporal, a fortuna e a sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Promovia confer\u00eancias em teatros e nas pra\u00e7as p\u00fablicas, em Mat\u00e3o e em cidades circunvizinhas, estando sempre disposto a defender a pureza doutrin\u00e1ria contra os ataques gratuitos dos seus detratores, quase sempre eivados de fanatismo e de intoler\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Fundou a empresa editora O Clarim, com oficinas pr\u00f3prias, Caibar Shutel, al\u00e9m de publicar ali alguns livros de outros escritores esp\u00edritas, escreveu e aditou desde 1911, as seguintes obras, todas de sua autoria:<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"314\" height=\"448\" src=\"http:\/\/161.35.11.199\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Cairbar-Schutel-M\u00e9diuns-e-Mediunidades-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1220\" srcset=\"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Cairbar-Schutel-M\u00e9diuns-e-Mediunidades-1.jpg 314w, https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Cairbar-Schutel-M\u00e9diuns-e-Mediunidades-1-210x300.jpg 210w\" sizes=\"(max-width: 314px) 100vw, 314px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<ul><li>Espiritismo e protestantismo<\/li><li>Histeria e fen\u00f4menos Ps\u00edquicos<\/li><li>O Diabo e a Igreja<\/li><li>M\u00e9diuns e Mediunidade<\/li><li>G\u00eanese da Alma<\/li><li>Os Fatos Esp\u00edritas e as For\u00e7as X<\/li><li>Par\u00e1bolas e Ensinos de Jesus<\/li><li>O Esp\u00edrito do Cristianismo<\/li><li>A Vida no Outro Mundo<\/li><li>Vida e Atos dos Ap\u00f3stolos<\/li><li>Confer\u00eancias Radiof\u00f4nicas<\/li><li>Interpreta\u00e7\u00e3o Sint\u00e9tica do Apocalipse<\/li><li>Cartas a Esmo<\/li><li>Espiritismo e Materialismo<\/li><li>O batismo<\/li><li>Preces Esp\u00edritas<\/li><li>Espiritismo para as crian\u00e7as<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Como jornalista, escreveu muito. Manteve, regularmente, uma se\u00e7\u00e3o de cr\u00f4nicas e reportagens no Correio Paulistano e na Plat\u00e9ia. Por vezes, ele sozinho redigia O Clarim, e, embora um tanto descuidado com a gram\u00e1tica, tinha, contudo, conceitos e reflex\u00f5es dignas dos melhores escritores.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de ser um homem de f\u00e9, um orador convincente,num trabalhador infatig\u00e1vel, um seareiro dos mais destacados, era din\u00e2mico e realizador. Sua casa foi transformada em manic\u00f4mio de emerg\u00eancia, recolhendo ali pessoas obsidiadas que eram devidamente tratadas ou encaminhadas para nosoc\u00f4mios adequados.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos se sentiam bem em sua companhia. Os enfermos reanimavam-se, os pobres sentiam-se menos pobres, os desamparados podiam contar com um amigo, os vacilantes firmavam suas convic\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Fazia as vezes servi\u00e7os de m\u00e9dico e l\u00e1 ia, j\u00e1 velho e cansado, pelos sert\u00f5es a fora, levar gratuitamente rem\u00e9dios de al\u00edvio aos padecidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Caibar Shutel \u00e9 conhecido nos meios esp\u00edritas como o Ap\u00f3stolo de Mat\u00e3o, e o espiritismo teve nele zeloso e esfor\u00e7ado propagador e um dos mais ardentes idealistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Cercado de considera\u00e7\u00e3o e seus familiares e de numerosos esp\u00edritas, desencarnou no dia 30 de Janeiro de 1938.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Clique aqui e saiba mais sobre esse importante escritor brasileiro<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":1224,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1217"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1217"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1217\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1224"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1217"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1217"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1217"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}