{"id":1203,"date":"2020-05-22T11:07:37","date_gmt":"2020-05-22T14:07:37","guid":{"rendered":"http:\/\/161.35.11.199\/?p=1203"},"modified":"2020-05-22T11:07:37","modified_gmt":"2020-05-22T14:07:37","slug":"auta-de-souza-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/2020\/05\/22\/auta-de-souza-2\/","title":{"rendered":"Auta de Souza"},"content":{"rendered":"\n<p>Auta de Souza nasceu no Estado do Rio Grande do Norte, na pequena cidade de Maca\u00edba, em 12 de Setembro de 1876. Quarto filho do casal El\u00f3i Castriciano de Souza e Henriqueta Leopoldina Rodrigues de Souza, Auta teve como irm\u00e3os mais velhos Henrique Castriciano, Irineu e o J\u00fanior, e, como ca\u00e7ula, o Jo\u00e3o C\u00e2ncio.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-medium is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/161.35.11.199\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/auta-de-souza-02_02_2019-207x300.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1204\" width=\"207\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/auta-de-souza-02_02_2019-207x300.jpg 207w, https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/auta-de-souza-02_02_2019-708x1024.jpg 708w, https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/auta-de-souza-02_02_2019-768x1111.jpg 768w, https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/auta-de-souza-02_02_2019-1062x1536.jpg 1062w, https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/auta-de-souza-02_02_2019.jpg 1106w\" sizes=\"(max-width: 207px) 100vw, 207px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Desde a inf\u00e2ncia Auta estudou, segundo Cl\u00f3vis Tavares, &#8221; As grandes li\u00e7\u00f5es do sofrimento humano&#8221;. Sua m\u00e3e desencarnou antes que a &#8220;cotovia m\u00edstica das rimas&#8221; completasse tr\u00eas anos de idade; o pai seguiu a companheira em 1881, quando Auta tinha, portanto, cinco anos. Os av\u00f3s maternos de Auta recolhem-na e aos irm\u00e3ozinhos, levando-os para Recife, para o &#8221; Velho sobrado do Arraial&#8221;. A perda dos pais foi, em parte, suprida pela dedica\u00e7\u00e3o da avozinha Dindinha &#8211; D. Silvina de Paula Rodrigues.<\/p>\n\n\n\n<p>Aos sete anos j\u00e1 sabia ler e escrever, gra\u00e7as a um professor amigo e aos oito anos de idade &#8220;lia para as crian\u00e7as pobres, para humildes mulheres do povo ou velhos escravos as p\u00e1ginas simples e ing\u00eanuas da Hist\u00f3ria de Carlos Magno&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O triste desencarne do irm\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na inesquec\u00edvel noite de 15 de fevereiro de 1887 &#8211; Auta tinha dez anos &#8211; outra trag\u00e9dia vem trazer nova e dura prova\u00e7\u00e3o \u00e0 &#8220;mais espiritual das poetisas brasileiras&#8221;: o mano Irineu, o companheiro de todas as horas, \u00e9 envolvido pelas chamas de uma lamparina de querosene, que explodiu. O menino resistiu ainda dezoito horas, mas foi, finalmente, juntar-se aos pais, no Al\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa sucess\u00e3o de golpes dolorosos marcou profundamente sua alma sens\u00edvel de mulher, caracterizada por uma pureza cristalina, uma f\u00e9 ardente e um profundo sentimento de compaix\u00e3o pelos humildes, cuja mis\u00e9ria tanto a comovia.<\/p>\n\n\n\n<p>O sofrimento veio burilar a sua inata sensibilidade, que transbordou em versos comovidos e ternos, ora ardentes, ora tristes, lavrados \u00e0 sombra da enfermidade, no cen\u00e1rio desolador do sert\u00e3o de sua terra. Aos doze anos inicia seus estudos oficiais, no Col\u00e9gio S\u00e3o Vicente de Paulo. A\u00ed aprende o idioma franc\u00eas, o que lhe permite ler os mestres da literatura francesa no original. Durante dois anos, estuda, recita, verseja, ajuda as irm\u00e3s do col\u00e9gio, e, principalmente, aprimora sua f\u00e9, na leitura constante do Evangelho.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A enfermidade a acompanha<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Aos 14 anos inicia &#8220;novos e doloridos passos do seu calv\u00e1rio&#8221;. \u00c9 a tuberculose que come\u00e7a a a\u00e7\u00e3o devastadora. Desesperan\u00e7ada pelos m\u00e9dicos do Recife, vov\u00f3 Dindinha retorna com os netos para Maca\u00edba.<\/p>\n\n\n\n<p>A grandeza de esp\u00edrito de Auta mais uma vez se revela: mesmo molestada pela doen\u00e7a implac\u00e1vel, Auta escreve e ensina \u00e0s crian\u00e7as as primeiras no\u00e7\u00f5es de religi\u00e3o. A enfermidade, todavia, n\u00e3o det\u00e9m a sua marcha. Torna-se necess\u00e1rio para D. Dindinha peregrinar pelo interior, \u00e0 procura de clima seco: Angicos, Nova Cruz, Utinga, S\u00e3o Gon\u00e7alo, Serra da Raiz, etc., s\u00e3o visitadas. Mas a doen\u00e7a avan\u00e7ava, mais e mais&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Retorno \u00e0 p\u00e1tria espiritual<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, laureando-se na escola da dor, fez-se int\u00e9rprete fiel das emo\u00e7\u00f5es de todos os que sofrem resignadamente. Por esse motivo, sua poesia recebeu a consagra\u00e7\u00e3o do carinho popular. Foi na alma do povo que seus versos encontraram a mais profunda repercuss\u00e3o. Francisco Palma, num soneto, define-a como &#8221; A COTOVIA M\u00cdSTICA DAS RIMAS&#8221;. Em 07 de fevereiro de 1901, aos 24 anos de idade, Auta de Souza desencarna em Natal, capital do Rio Grande do Norte.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obra de Auta de Souza<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-medium\"><img loading=\"lazy\" width=\"207\" height=\"300\" src=\"http:\/\/161.35.11.199\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/auta-De-sousa3-02_02_2019-2-207x300.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1205\" srcset=\"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/auta-De-sousa3-02_02_2019-2-207x300.jpg 207w, https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/auta-De-sousa3-02_02_2019-2-707x1024.jpg 707w, https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/auta-De-sousa3-02_02_2019-2-768x1112.jpg 768w, https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/auta-De-sousa3-02_02_2019-2.jpg 930w\" sizes=\"(max-width: 207px) 100vw, 207px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Escreveu um \u00fanico volume de poemas,&nbsp; &#8220;Horto&#8221;, publicado em 1900, pouco antes de sua morte, com pref\u00e1cio de Olavo Bilac. A&nbsp; primeira edi\u00e7\u00e3o esgotou-se em dois meses, ocorrendo fato an\u00e1logo com a segunda edi\u00e7\u00e3o, em 1911. At\u00e9 o presente, quatro edi\u00e7\u00f5es do &#8220;Horto&#8221;, vieram a p\u00fablico &#8211; a terceira prefaciada por Alceu Amoroso Lima, em&nbsp; 1936, e a \u00faltima, em 1970. Sua produ\u00e7\u00e3o po\u00e9tica antes de se chamar &#8220;Horto&#8221;, tinha o nome de&nbsp; &#8220;D\u00e1lias&#8221;. Todo o livro \u00e9 impregnado do&nbsp; sentimento crist\u00e3o que sempre a inspirou. A mesma simplicidade, a mesma f\u00e9, a mesma&nbsp; ternura que emanam dos versos escritos em&nbsp; Esp\u00edrito, pelas m\u00e3os de Francisco C\u00e2ndido Xavier, podem ser identificados nos&nbsp; poemas da autora encarnada.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre a lavra da&nbsp; jovem enferma e a alma liberta, uma s\u00f3 diferen\u00e7a profundamente confortadora para&nbsp; quantos buscam o confronto sem a exclusiva&nbsp; preocupa\u00e7\u00e3o de identifica\u00e7\u00e3o do estilo &#8211; na exist\u00eancia f\u00edsica atormentada \u00e9a Ave Cativa, que canta seu anseio de&nbsp; liberdade, o cora\u00e7\u00e3o resignado que busca no Cristo o consolo das&nbsp; bem-aventuran\u00e7as prometidas aos aflitos da terra; al\u00e9m do t\u00famulo \u00e9 o p\u00e1ssaro liberto e feliz que, tornando ao ninho dos antigos infort\u00fanios, vem trazer aos homens a mensagem de bondade e esperan\u00e7a, o apelo \u00e0 F\u00e9 e \u00e0 Caridade, indicando o rumo certo para a conquista da verdadeira vida.<\/p>\n\n\n\n<p>www.ocentroespirita.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhe\u00e7a a vida de Auta de Souza<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":1204,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1203"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1203"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1203\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1204"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1203"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1203"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1203"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}