{"id":1192,"date":"2020-05-22T09:58:06","date_gmt":"2020-05-22T12:58:06","guid":{"rendered":"http:\/\/161.35.11.199\/?p=1192"},"modified":"2021-02-20T23:21:07","modified_gmt":"2021-02-21T02:21:07","slug":"yvone-pereira-biografia-e-vida-dedicada-a-mediunidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/2020\/05\/22\/yvone-pereira-biografia-e-vida-dedicada-a-mediunidade\/","title":{"rendered":"Yvonne do Amaral Pereira &#8211; Uma vida dedicada \u00e0 mediunidade"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Nascimento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/yvonne_pereira.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2289\" width=\"531\" height=\"694\" srcset=\"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/yvonne_pereira.jpg 600w, https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/yvonne_pereira-230x300.jpg 230w\" sizes=\"(max-width: 531px) 100vw, 531px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>\u201cNasci a 24 de dezembro de 1900.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c(&#8230;) num s\u00edtio nos arredores da Vila de Santa Teresa, munic\u00edpio de Valen\u00e7a, Estado do Rio de Janeiro, hoje cidade de Rio das Flores.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMeus pais eram o ent\u00e3o pequeno negociante Manoel Jos\u00e9 Pereira (filho) e sua esposa Elizabeth do Amaral Pereira.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTive cinco irm\u00e3os mais mo\u00e7os do que eu e um mais velho, filho do primeiro matrim\u00f4nio de minha m\u00e3e.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cria\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAt\u00e9 os dez anos de idade, (&#8230;), vivi principalmente, sob os cuidados de minha av\u00f3 paterna, em vista das anormalidades experimentadas em minha inf\u00e2ncia com as reminisc\u00eancias de minha passada exist\u00eancia, anormalidades que n\u00e3o me permitiam viver na casa paterna devido ao fato de minha m\u00e3e, rodeada de outros filhos, n\u00e3o dispor de possibilidades para atender aos meus incomodativos complexos trazidos de outras vidas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Yvonne do Amaral Pereira. <em>\u00c0 luz do consolador<\/em>. p. 13 <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Religi\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNasci em ambiente esp\u00edrita(&#8230;).\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cRecebi, portanto, de meu pr\u00f3prio pai as primeiras li\u00e7\u00f5es de doutrina e pr\u00e1tica de Espiritismo e Evangelho. Ele fazia, j\u00e1 naquele tempo, reuni\u00f5es de estudos doutrin\u00e1rios com os filhos, semanalmente, o que a todos n\u00f3s solidificou na Doutrina Esp\u00edrita.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAo completar 12 anos de idade, meu pai p\u00f4s em minhas m\u00e3os \u201cO Evangelho segundo o Espiritismo\u201d e \u201cO Livro dos Esp\u00edritos\u201d, de Allan Kardec, os quais me acompanharam na travessia da vida e que estudo at\u00e9 agora, sem jamais me cansar de sua leitura.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Yvonne do Amaral Pereira. <em>\u00c0 luz do consolador.<\/em> p. 14-15<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mediunidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom um m\u00eas de idade, ia sendo enterrada viva devido a um fen\u00f4meno de catalepsia, \u2018morte aparente\u2019, que sofri, fen\u00f4meno que no decorrer de minha exist\u00eancia repetiu-se muitas vezes.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAos 5 anos eu j\u00e1 via Esp\u00edritos e com eles falava, e assim continuei at\u00e9 os dias presentes.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNunca desenvolvi a mediunidade, ela apresentou-se por si mesma, naturalmente, sem que eu me preocupasse em atrai-la(&#8230;)\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA primeira vez que me sentei a mesa de sess\u00e3o pr\u00e1tica recebi uma comunica\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Roberto de Canalejas, tratando de suic\u00eddios(&#8230;). Antes, por\u00e9m, j\u00e1 eu me desdobrava em corpo espiritual, pois tamb\u00e9m esta faculdade apresentou-se na inf\u00e2ncia.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComo m\u00e9dium psic\u00f3grafo trabalhei a vida inteira, desde 1926 at\u00e9 1980, como receitista, assistida por entidade de grande eleva\u00e7\u00e3o, como Bezerra de Menezes, Bittencourt Sampaio, Augusto Silva, Charles, Roberto de Canalejas(&#8230;)\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFui e at\u00e9 hoje sou m\u00e9dium conselheiro (&#8230;), psicoanalista e passista, assistida pelos mesmos Esp\u00edritos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComo m\u00e9dium de incorpora\u00e7\u00e3o n\u00e3o fui da classe de sonamb\u00falicos, mas falante e tive especialidade para os casos de obsess\u00e3o e suicidas(&#8230;).\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFui igualmente m\u00e9dium de efeitos f\u00edsicos(materializa\u00e7\u00f5es).\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c(&#8230;) minhas outras faculdades foram cultivadas com muito amor, perseveran\u00e7a e respeito, tendo eu seguido fielmente as prescri\u00e7\u00f5es de \u00b4O Livros dos m\u00e9diuns\u00b4sem nunca sofrer decep\u00e7\u00f5es ao obedec\u00ea-las.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSegui sempre as orienta\u00e7\u00f5es dos livros b\u00e1sicos e dos pr\u00f3prios Guias que por mim velavam (&#8230;).\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFalei na tribuna esp\u00edrita assistida pelos mentores espiritualistas do ano de 1927 ao ano de 1971, 44 anos (&#8230;).\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c(&#8230;) minha maior tarefa no campo esp\u00edrita foi atrav\u00e9s da mediunidade, principalmente no setor de receitu\u00e1rio e passes para curas (&#8230;).\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPratiquei tamb\u00e9m a literatura medi\u00fanica em livros, cr\u00f4nicas, contos, etc., (&#8230;). Colaborei em v\u00e1rios jornais do interior do pa\u00eds e tamb\u00e9m em \u2018Reformador\u2019(&#8230;), sob o pseud\u00f4nimo de \u2018Frederico Francisco\u2019, em homenagem ao meu caro amigo Frederico Francisco Chopin.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDiariamente mantinha um significativo trabalho de passes e irradia\u00e7\u00f5es beneficentes onde quer que residisse. Eram verdadeiras sess\u00f5es, que eu realizava a s\u00f3s com Deus e os meus Guias, durante as quais orava pelos desencarnados e lia trechos de Doutrina Esp\u00edrita ou de Evangelho oferecidos aos mesmos, pedindo a Jesus que os fizesse ouvi-los e co-participar de minhas preces.\u201d<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"512\" height=\"384\" src=\"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/unnamed-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2291\" srcset=\"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/unnamed-1.jpg 512w, https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/unnamed-1-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>\u201cMuitas vezes via-me rodeada dessas entidades durante esse trabalho, vi-as reconfortadas e satisfeitas, e assim consegui dilatar o meu cora\u00e7\u00e3o em um grande amor por todas elas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNos meus quatorze e quinze anos, eu residia nas proximidades do Cemit\u00e9rio Municipal, na cidade fluminense de Barra Mansa, Estado do Rio de Janeiro. Aprazia-me , ent\u00e3o, passar as tardes entre os t\u00famulos (&#8230;) a t\u00edtulo de passeio, a fim de ler na tranquilidade apraz\u00edvel do local sagrado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFrequentemente, assim sendo, eu percebia Esp\u00edritos sofredores ainda achegados aos pr\u00f3prios despojos carnais, que se decompunham sob a terra. Jamais os temi. Nunca me perturbaram ou causaram dano. Eu os amava e compreendia. Ao Esp\u00edrito suicida (&#8230;) nada surpreende, nada atemoriza, nada desespera(&#8230;).\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Yvonne do Amaral Pereira.<em> \u00c0 luz do consolador<\/em>. p. 18<\/p>\n\n\n\n<h2>Mem\u00f3rias de um suicida<\/h2>\n\n\n\n<p>\u201cDentre suas m\u00faltiplas especialidades medi\u00fanicas, avultou a psicografia atrav\u00e9s da qual renomados autores espirituais produziram obras, ao mesmo tempo edificantes e de refinado lavor liter\u00e1rio, sobre a ci\u00eancia e a moral esp\u00edritas.<br>Tamb\u00e9m na imprensa esp\u00edrita Yvonne A. Pereira serviu com inexced\u00edvel zelo, legando com seus artigos, invariavelmente fecundos e belos, um crit\u00e9rio seguro para os servi\u00e7os em t\u00e3o delicado qu\u00e3o importante setor da seara do Espiritismo Crist\u00e3o.\u201d<br>Dentre suas obras psicografadas, destacamos o livro <em>Mem\u00f3rias de um Suicida<\/em>, escrito pelo esp\u00edrito de Camilo C\u00e2ndido Botelho, sob orienta\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito L\u00e9on Denis. Ele \u201cdescreve a sua dolorosa experi\u00eancia no plano  espiritual ap\u00f3s a desencarna\u00e7\u00e3o resultante de suic\u00eddio, transmitindo valiosos ensinamentos, especialmente aos que se deixam avassalar pela ideia de p\u00f4r termo \u00e0 exist\u00eancia f\u00edsica.\u201d<br><br>Camilo C\u00e2ndido Botelho. <em>Mem\u00f3rias de um Suicida<\/em>. Psicografia de Yvonne do Amaral Pereira. Editora: Federa\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita Brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Yvonne e sua contribui\u00e7\u00e3o na literatura e divulga\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul><li>Mem\u00f3rias de um Suicida &#8211; 1954<\/li><li>Amor e \u00d3dio- 1956<\/li><li>A trag\u00e9dia de Santa Maria &#8211; 1957<\/li><li>Nas voragens do Pecado &#8211; 1960<\/li><li>Ressurei\u00e7\u00e3o e Vida &#8211; 1963<\/li><li>Dramas da Obsess\u00e3o &#8211; 1964<\/li><li>O Drama da Bretanha &#8211; 1974<\/li><li>Sublima\u00e7\u00e3o &#8211; 1974<\/li><li>O Cavaleiro de Numiers &#8211; 1976<\/li><li>Nas teias do infinito &#8211; 1977<\/li><\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma hero\u00edna silenciosa.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":1197,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[28],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1192"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1192"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1192\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2288,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1192\/revisions\/2288"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1197"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1192"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1192"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1192"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}