{"id":1158,"date":"2020-05-18T22:46:11","date_gmt":"2020-05-19T01:46:11","guid":{"rendered":"http:\/\/161.35.11.199\/?p=1158"},"modified":"2020-05-18T23:08:18","modified_gmt":"2020-05-19T02:08:18","slug":"coragem-da-fe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/index.php\/2020\/05\/18\/coragem-da-fe\/","title":{"rendered":"Coragem da f\u00e9"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Todo aquele que me confessar e me reconhecer diante das pessoas, tamb\u00e9m o reconhecerei e o confessarei diante de meu Pai &nbsp;que est\u00e1 nos C\u00e9us; &#8211; e&nbsp;todo aquele que me renegar diante das pessoas, igualmente o renegarei diante de meu Pai &nbsp;que est\u00e1 nos C\u00e9us<\/em>. (S. Mateus,10:32,33).<br><em>Se algu\u00e9m se envergonhar de mim &nbsp;e de minhas palavras, o Filho do Homem se envergonhar\u00e1 tamb\u00e9m dele, quando vier em sua gl\u00f3ria e na de seu Pai e dos santos anjos.&nbsp;<\/em>(S. Lucas, 9:26).<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/161.35.11.199\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Eur\u00edpedes-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1183\" width=\"348\" height=\"348\" srcset=\"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Eur\u00edpedes-1.jpg 500w, https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Eur\u00edpedes-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Eur\u00edpedes-1-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 348px) 100vw, 348px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><br>\u201cA coragem de opini\u00e3o sempre foi estimada entre as pessoas, pois h\u00e1 m\u00e9rito em enfrentar perigos, persegui\u00e7\u00f5es, contradi\u00e7\u00f5es e at\u00e9 os simples sarcasmos, aos quais se exp\u00f5em, quase sempre, aqueles que n\u00e3o temem proclamar abertamente ideias que n\u00e3o s\u00e3o as todos. Aqui, como em tudo, o m\u00e9rito \u00e9 proporcional \u00e0s circunst\u00e2ncias e \u00e0 import\u00e2ncia do resultado. Sempre h\u00e1 fraqueza em recuar diante das consequ\u00eancias opini\u00e3o pr\u00f3pria e em reneg\u00e1-la; h\u00e1 casos em que isso constitui extrema covardia, equiparada a fugir no momento do combate.<\/p>\n\n\n\n<p>Jesus combate essa covardia, do ponto de vista especial da sua doutrina, esclarecendo que, se algu\u00e9m se envergonhar de suas palavras, Ele igualemente&nbsp; dele; que renegar\u00e1 quem o renegou; que aquele que o confessar diante das pessoas, Ele o reconhecer\u00e1 perante seu Pai que est\u00e1 no C\u00e9us; em outros termos:&nbsp;<em>os que temerem&nbsp;se confessar disc\u00edpulos da verdade s\u00e3o indignos de serem admitidos no reino da verdade.&nbsp;<\/em>Perder\u00e3o os benef\u00edcios da sua f\u00e9, porque \u00e9 uma f\u00e9 ego\u00edsta que guardam para si mesmos, ocultando-a com medo para que n\u00e3o lhes traga preju\u00edzo neste mundo, enquanto que, depositando a verdade acima dos seus interesses materiais, aqueles que a proclamam abertamente, trabalham pelo seu futuro e pelo dos outros, ao mesmo tempo.&nbsp;&nbsp;<br><br>Assim ser\u00e1 com adeptos do Espiritismo; porquanto a doutrina que professam nada mais \u00e9 que desenvolvimento e aplica\u00e7\u00e3o da doutrina do Evangelho, \u00e9 a eles tamb\u00e9m que se endere\u00e7am as palavras do Cristo. Eles semeiam na Terra o que colher\u00e3o na vida espiritual; l\u00e1 colher\u00e3o os frutos da sua coragem ou da sua fraqueza.\u201d<br>(Allan Kardec,&nbsp;<em>O Evangelho Segundo o Espiritismo<\/em>, Editora Auta de Souza, 2.ed., p. 286-287) &nbsp; &nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4>A RESPONSABILIDADE DO ESP\u00cdRITA<\/h4>\n\n\n\n<p>\u201cSe, ent\u00e3o, em sua previdente sabedoria, a Provid\u00eancia s\u00f3 gradualmente revela as verdades, sempre as torna evidente \u00e0 propor\u00e7\u00e3o que a humanidadeest\u00e1 madura para receb\u00ea-las, mantendo-as reservadas e n\u00e3o sob o alqueire. r Todavia, as pessoas que as adquirem, escondem-nas, quase sempre, do povo com o objetivo de domin\u00e1-lo; s\u00e3o esses que, verdadeiramente, depositam a luz debaixo do alqueire. (Allan Kardec,&nbsp;<em>O Evangelho Segundo o Espiritismo<\/em>, Editora Auta de Souza, 2.ed., p. 282)<br><br>\u201cEsp\u00edritas! Amai-vos! Eis o primeiro ensinamento. Instru\u00ed-vos! Eis o segundo. Todas as verdades de encontram no Cristianismo; os erros que nele se enraizaram s\u00e3o de origem humana;&nbsp;eis que al\u00e9m-t\u00famulo, que supunheis fosse o nada, vozes vos clamam: &#8220;Irm\u00e3os! nada perece! Jesus Cristo \u00e9 o vencedor do mal. Sede os vencedores da impiedade.\u201d (Allan Kardec,&nbsp;<em>O Evangelho Segundo o Espiritismo<\/em>, 2.ed., p.103)<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"925\" height=\"246\" src=\"http:\/\/161.35.11.199\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Jesus-kardec-e-Chico.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1167\" srcset=\"https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Jesus-kardec-e-Chico.jpg 925w, https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Jesus-kardec-e-Chico-300x80.jpg 300w, https:\/\/www.revistaautadesouza.com\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Jesus-kardec-e-Chico-768x204.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 925px) 100vw, 925px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<h4>O CONSOLADOR PROMETIDO<\/h4>\n\n\n\n<p>\u201c<em>Se me amais, guardai os meus mandamentos; e eu rogarei a meu Pai e ele vos enviar\u00e1 outro consolador, a fim de que fiquei eternamente convosco: &#8211; O Esp\u00edrito de Verdade, que o mundo n\u00e3o pode receber, porque o n\u00e3o v\u00ea e absolutamente o n\u00e3o conhece. Mas, quanto a v\u00f3s, conhec\u00ea-lo-eis, porque ficar\u00e1 convosco e estar\u00e1 em v\u00f3s. \u2013 Por\u00e9m, o Consolador, que \u00e9 o Santo Esp\u00edrito, que meu Pai enviar\u00e1 em meu nome, vos ensinar\u00e1 todas as coisas e vos far\u00e1 &nbsp;recordar tudo o que vos tenho dito.<\/em>&nbsp;(S. Jo\u00e3o, cap. XIV, vv. 15 a 17 e 26.)<br><br>Jesus promete outro consolador: O Esp\u00edrito de Verdade, que o mundo ainda n\u00e3o conhece, por n\u00e3o estar maduro para o &nbsp;compreender, consolador que o Pai enviar\u00e1 para ensinar todas as coisas e para relembrar o que o Cristo h\u00e1 dito. Se, portanto, o Esp\u00edrito de Verdade tinha de vir mais tarde ensinar todas as coisas, \u00e9 que o Cristo n\u00e3o dissera tudo; se ele vem relembrar o que o Cristo disse, \u00e9 que o que este disse foi esquecido ou mal compreendido. \u201c (Allan Kardec,&nbsp;<em>O Evangelho Segundo o Espiritismo<\/em>, 99.ed., p. 134)<\/p>\n\n\n\n<h4><strong>O OBJETIVO DO ENSINO CONFESSIONAL ESP\u00cdRITA<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>\u201cA id\u00e9ia clara e precisa que se fa\u00e7a da vida futura proporciona inabal\u00e1vel f\u00e9 no porvir, f\u00e9 que acarreta enormes conseq\u00fc\u00eancias sobre a moraliza\u00e7\u00e3o dos homens, porque muda completamente&nbsp;<em>o ponto de vista sob o qual encaram eles a vida &nbsp;terrena<\/em>. Para quem se coloca, pelo pensamento, na vida espiritual, que \u00e9 indefinida, a vida corp\u00f3rea se torna simples passagem, breve estada num pa\u00eds ingrato. As vicissitudes e tribula\u00e7\u00f5es dessa vida n\u00e3o passam de incidentes que ele suporta com paci\u00eancia, por sab\u00ea-las de curta dura\u00e7\u00e3o, devendo seguir-se-lhes um estado mais ditoso. A morte nada mais estar\u00e1 de aterrador; deixa de ser a porta que se abre para o nada e torna-se a que d\u00e1 para a liberta\u00e7\u00e3o, pela qual entra o exilado numa mans\u00e3o de bem-aventurados e de paz. Sabendo tempor\u00e1ria e n\u00e3o definitiva a sua estada no lugar onde se encontra, menos aten\u00e7\u00e3o presta \u00e0s preocupa\u00e7\u00f5es da vida, resultando-lhe da\u00ed uma calma de esp\u00edrito que tira \u00e0quela muito do seu amargor.<br><br>Pelo simples fato de duvidar da vida futura, o homem dirige todos o seus pensamentos para a vida terrestre. Sem nenhuma certeza quanto ao porvir, d\u00e1 tudo ao presente. Nenhum bem divisando mais precioso do que os da Terra, torna-se qual a crian\u00e7a que nada mais v\u00ea al\u00e9m de seus brinquedos. E n\u00e3o h\u00e1 o que n\u00e3o fa\u00e7a para conseguir os \u00fanicos bens que se lhe afiguram reais. A perda do menor deles lhe ocasiona causticante pesar; um engano, uma decep\u00e7\u00e3o, uma ambi\u00e7\u00e3o insatisfeita, uma injusti\u00e7a de que seja v\u00edtima o orgulho ou a vaidade feridos s\u00e3o outros tantos tormentos, que lhe transformam a exist\u00eancia numa perene ang\u00fastia, infligindo-se ele, desse modo, a si pr\u00f3prio, verdadeira tortura de todos os instantes. Colocando o ponto de vista, de onde considera a vida corp\u00f3rea, no lugar mesmo em que a\u00ed se encontra, vastas propor\u00e7\u00f5es assume tudo o que o rodeia. O &nbsp;mal que o atinja, como o bem que toque aos outros, grande import\u00e2ncia adquire aos seus olhos. Aquele que se acha no interior de uma cidade, tudo lhe parece grande; assim os homens que ocupem as altas posi\u00e7\u00f5es, como os monumentos. Suba ele, por\u00e9m, a uma montanha, e logo bem pequenos lhe parecer\u00e3o homens e coisas.<br><br>\u00c9 &nbsp;o que sucede ao que encara a vida terrestre do ponto de vista da vida futura; a Humanidade, tanto quanto as estrelas do firmamento, perde-se na imensidade. Percebe ent\u00e3o que grandes e pequenos est\u00e3o confundidos, como formigas sobre um mont\u00edculo de terra; que prolet\u00e1rios e potentados s\u00e3o da mesma estatura, e lamenta que essas criaturas ef\u00eameras a tantas canseiras se entreguem para conquistar um lugar que t\u00e3o pouco as elevar\u00e1 e que por t\u00e3o pouco tempo conservar\u00e3o. Da\u00ed se segue que a import\u00e2ncia dada ao bens terrenos est\u00e1 sempre em raz\u00e3o inversa da f\u00e9 na vida futura.<br><br>Se toda a gente pensasse dessa maneira, dir-se-ia, tudo na Terra periclitaria, porquanto ningu\u00e9m mais se iria ocupar com as coisas terrenas. N\u00e3o; o homem, instintivamente, procura o seu bem-estar e, embora certo de que s\u00f3 por pouco tempo permanecer\u00e1 no lugar em que se encontra, cuida de estar a\u00ed o melhor ou o menos mal que lhe seja poss\u00edvel. Ningu\u00e9m h\u00e1 que, dando com um espinho debaixo de sua m\u00e3o, n\u00e3o a retire, para se n\u00e3o picar. Ora, o desejo do bem-estar for\u00e7a o homem a tudo melhorar, impelido que \u00e9 pelo instinto do progresso e da conserva\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 nas leis da Natureza. Ele, pois, trabalha por necessidade, por gosto e por dever, obedecendo, desse modo, aos des\u00edgnio da Provid\u00eancia que, para tal fim, o p\u00f4s na Terra. Simplesmente, aquele que se preocupa com o futuro n\u00e3o liga o presente mais do que relativa import\u00e2ncia e facilmente se consola dos seu insucessos, pensando no destino que o guarda.<br><br>Deus, conseguintemente, n\u00e3o condena os gozos terrenos; condena, sim, o abuso desses gozos em detrimento das coisas da alma. Contra tais abusos \u00e9 que se premunem os que a si pr\u00f3prios aplicam estas palavras de Jesus:&nbsp;<em>Meu reino n\u00e3o \u00e9 deste mundo.<\/em><br><br>Aquele que se identifica com a vida futura assemelha-se ao rico que perde sem emo\u00e7\u00e3o uma pequena soma. Aquele cujos pensamentos se concentram na vida terrestre assemelham-se ao pobre que perde tudo o que possui e se desespera.<br><br>O Espiritismo dilata o pensamento e lhe rasga horizontes novos. Em vez dessa vis\u00e3o, acanhada e mesquinha, que o concentra na vida atual, que faz do instante que vivemos na Terra \u00fanico e fr\u00e1gil eixo do porvir eterno, ele, o Espiritismo, mostra que essa vida n\u00e3o passa de um elo no harmonioso e magn\u00edfico conjunto da obra do Criador. Mostra a solidariedade que conjuga todas as exist\u00eancias de um mesmo ser, todos os seres de um mesmo mundo e os seres de todos os mundos. Faculta assim uma base e uma raz\u00e3o de ser \u00e0 fraternidade universal, enquanto a doutrina da cria\u00e7\u00e3o da alma por ocasi\u00e3o do nascimento de cada corpo torna estranhos uns aos outros todos os seres. Essa solidariedade entre as partes de um mesmo todo explica o que inexplic\u00e1vel se apresenta, desde que se considere apenas um ponto. Esse conjunto, ao tempo do Cristo, os homens n\u00e3o o teriam podido compreender, motivo por que Ele reservou para outros tempos o faz\u00ea-lo conhecido.\u201d (Allan Kardec,&nbsp;<em>O Evangelho Segundo o Espiritismo<\/em>, 99.ed., p. 70-72)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todo aquele que me confessar e me reconhecer diante das pessoas, tamb\u00e9m o reconhecerei e o confessarei diante de meu Pai &nbsp;que est\u00e1 nos C\u00e9us; &#8211; e&nbsp;todo aquele que me renegar diante das pessoas, igualmente o renegarei diante de meu Pai &nbsp;que est\u00e1 nos C\u00e9us. (S. 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