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SESC

07 Out 2017 18h23

Que diz o Espiritismo sobre as catástrofes?

Que diz o Espiritismo sobre as catástrofes?

Às 16h53  (19h53 de Brasília) do dia 12 de janeiro um forte terremoto destruiu o Haiti, localizado na América Central. O tremor de magnitude 7 matou ao menos 200 mil pessoas e deixou 300 mil feridos. A situação do país, o mais pobre das Américas, é alarmante. Há um milhão de desabrigados.

Na madrugada do dia 27 de fevereiro um tremor de 8,8 de magnitude atingiu a região central do Chile, localizado na América do Sul.  O terremoto, quinto maior da história, ocorreu às  3h34 da madrugada e durou cerca de um minuto. São ao menos 800 mortos. O abalo e tsunamis por ele provocados afetaram mais de 2 milhões de pessoas no país. O sismo foi sentido nos países vizinhos, inclusive no Brasil.

Já no dia 8 de março um terremoto de magnitude 6 atingiu a Turquia, país localizado parte na Europa, parte na Ásia. Pelo menos 38 pessoas morreram. O tremor durou cerca de um minuto e foi seguido de pelo menos outros dez pequenos tremores.

Essas e outras catástrofes presenciadas nos três primeiros meses de 2010 e tantas outras que vem acontecendo, deixou a população mundial em estado de alerta. A situação do mundo é ao menos intrigante. Será que tudo o que acontece está de acordo com a programação divina? Deus permitiria tamanhas destruições? Por que temos medo diante destas situações?

Para responder estas e outras dúvidas a Revista Auta de Souza pesquisou sobre o que diz A Doutrina Espírita a respeito desta situação.


A destruição é uma lei da Natureza?

É necessário que tudo se destrua para renascer e se regenerar porque  isso a que chamais destruição não é mais que transformação, cujo objetivo é a renovação e o melhoramento dos seres vivos. (perg. 728)


Se a destruição é necessária para a regeneração dos seres, por que a Natureza os cerca de meios de preservação e conservação?

Para evitar a destruição antes do tempo necessário. Toda destruição antecipada entrava o desenvolvimento do principio inteligente. Foi por isso que Deus deu a cada ser a necessidade de viver e de se reproduzir. (perg. 729)


Desde que a morte deve conduzir-nos a uma vida melhor, e que nos livra dos males deste mundo, sendo mais de se desejar do que de se temer, por que o homem tem por ela um horror instintivo que a torna motivo de apreensão?

Já o dissemos. O homem deve procurar prolongar a sua vida para cumprir a sua tarefa. Foi por isso que Deus lhe deu o instinto de conservação e esse instinto o sustenta nas suas provas; sem isso, muito freqüentemente ele se entregaria ao desânimo. A voz secreta que o faz repelir a morte lhe diz que ainda pode fazer alguma coisa pelo seu adiantamento. Quando um perigo o ameaça, ela o adverte de que deve aproveitar o tempo que Deus lhe concede,mas o ingrato rende geralmente graças à sua estrela, em lugar do Criador. (perg. 730)


Por que, ao lado dos meios de conservação, a Natureza colocou ao mesmo tempo os agentes destruidores?

O remédio ao lado do mal; já o dissemos, para manter o equilíbrio e  servir de contrapeso. (perg. 731)


A necessidade de destruição é a mesma em todos os mundos?

É proporcional ao estado mais ou menos material dos mundos e desaparece num estado físico e moral mais apurado. Nos mundos mais avançados que o vosso, as condições de existência são muito diferentes. (perg. 732)


A necessidade de destruição existirá sempre entre os homens na Terra?

A necessidade de destruição diminui entre os homens à medida que o Espírito supera a matéria; é por isso que ao horror da destruição vedes seguir-se o desenvolvimento intelectual e moral. (perg. 733)


Com que fim Deus castiga a Humanidade com flagelos destruidores?

Para fazê-la avançar mais depressa. Não dissemos que a destruição é necessária para a regeneração moral dos Espíritos, que adquirem em cada nova existência um novo grau de perfeição? E necessário ver o fim para apreciaras resultados. Só julgais essas coisas do vosso ponto de vista pessoal, e as chamais de flagelos por causa dos prejuízos que vos causam; mas esses transtornos são freqüentemente necessários para fazer com que as coisas cheguem mais prontamente a uma ordem melhor, realizando-se em alguns anos o que necessitaria de muitos séculos. (perg. 737)


Deus não poderia empregar, para melhorar a Humanidade, outros meios que não os flagelos destruidores?

Sim, e diariamente os emprega, pois deu a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. E o homem que não os aproveita; então, é necessário castigá-lo em seu orgulho e fazê-lo sentir a própria fraqueza. (perg. 738)


Esses flagelos destruidores têm utilidade do ponto de vista físico, malgrado os males que ocasionam?

Sim, eles modificam algumas vezes o estado de uma região; mas o  bem que deles resulta só é geralmente sentido pelas gerações futuras. (perg. 739)


Os flagelos não seriam igualmente provas morais para o homem, pondo-o às voltas com necessidades mais duras?

Os flagelos são provas que proporcionam ao homem a ocasião de exercitar a inteligência, de mostrar a sua paciência e a sua resignação ante a vontade de Deus, ao mesmo tempo que lhe permitem desenvolver os sentimentos de abnegação, de desinteresse próprio e de amor ao próximo, se ele não for dominado pelo egoísmo. (perg. 740)"

Confira todas as perguntas e respostas completas em O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, Parte Terceira, cap. VI – Da lei de Destruição, pergunta 728-733; 737-740).

Dupla Renovação

Emmanuel

“Época de renovação”: esta é a legenda que repetis frequentemente para definir a atualidade terrestre, em que surpreendeis, a cada passo, larga fieira de ocorrências inusitadas.

Conflitos.

Desencarnações em massa.

Acidentes enlutando almas e lares.

Desvinculações violentas.

Dramas no instituto doméstico.

Processos obsessivos, culminando com perturbações e lágrimas.

Moléstias de etiologia obscura.

Incompreensões.

Forçoso observar, no entanto, que o Plano Físico e o Plano Espiritual que se lhe segue reagem constantemente um sobre o outro. Criaturas desencarnadas atuam no ambiente dos companheiros encarnados e vice-versa. E se vos reportais ao término do segundo milênio de civilização cristã em que vos achais, com a expectativa e o entusiasmo de quem se vê à frente de uma era nova, as mesmas circunstâncias se verificam na Espiritualidade, entre aqueles que aspiram a obter o retorno à Terra, expressando propósitos de auto-burilamento em nível mais alto de evolução.

É por isto que legiões enormes de irmãos, domiciliados no Mais Além, vêm solicitando, desde algum tempo, reencarnações difíceis; testemunhos acerbos de aperfeiçoamento íntimo; tempo curto no veículo físico, de modo a complementarem tarefas inacabadas em diversos setores da experiência humana; presença ligeira, junto dos seres queridos, a fim de chamá-los à consideração da Vida Superior; ou empreitadas de serviço moral para a liquidação de empreendimentos redentores, largados por eles nos caminhos do tempo.

Para isso, tentam aproveitar-se da última vigésima parte do segundo milênio, a que nos referimos, para encerrarem o balanço das experiências menos felizes que lhe dizem respeito nos séculos últimos.

Perante a Vida Maior, quase tudo aquilo que vedes, presentemente, em matéria de agitação ou desequilíbrio, nada mais significa que a movimentação mais intensa de vastas coletividades que retornam à Esfera Física, em regime de urgência, no intuito de conseguirem retoques e meios com que possam abordar os tempos novos em condições mais dignas de trabalho e progresso.

Mantenhamo-nos prudentes, abstenhamo-nos de agravar dificuldades, evitemos a formação de problemas, orando e construindo, seja nos obstáculos que nos atinjam, seja nas inquietações que assaltem aos outros. Mas sejam quais forem as circunstâncias, estejamos atentos à fé para servir e compreender, reconhecendo que todas as provas de hoje são recursos e instrumentos de que se vale a Providência Divina a fim de conduzir-nos à Vida Melhor amanhã.”

(Espíritos diversos, Diálogo dos vivos, 3. ed., p. 127-128)