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SESC

08 Out 2017 08h44

O problema da prostituição

O julgamento

“Não julgue os supostos desajustamentos ou as falhas reconhecidas do sexo e sim respeite as manifestações sexuais do próximo, tanto quanto você pede respeito para aquelas que lhe caracterizam a existência, considerando que a comunhão sexual é sempre assunto íntimo entre duas pessoas, e, vendo duas pessoas unidas, você nunca pode afirmar com certeza o que fazem; e, se a denúncia quanto à vida sexual de alguém é formulada por parceiro ou parceira desse alguém, é possível que o denunciante seja mais culpado quanto aos erros havidos, de vez que, para saber tanto acerca da pessoa apontada ao escárnio público, terá compartilhado das mesmas experiências. [...].

Se alguém errou na experiência sexual consulte o próprio íntimo e verifique se você não teria incorrido no mesmo erro se tivesse oportunidade.”
André Luiz. Sinal verde. 11. Ed. P. 104 -105

“Ante os problemas do sexo é forçoso lembrar que toda criatura traz seus temas particulares, com referência ao assunto.”
Emmanuel. Vida e Sexo. 24. Ed. P. 9

 

Sexo

“O sexo se define, desse modo, por atributo não  apenas respeitável mas profundamente santo da Natureza, exigindo educação e controle. Através dele dimanam forças criativas, às quais devemos, na Terra, o instituto da reencarnação, o templo do lar, as bênçãos da família,  as alegrias revitalizadoras do afeto e o tesouro inapreciável dos estímulos espirituais. [...]

Sexo é espírito e vida, a serviço da felicidade e da harmonia do Universo. Conseguintemente, reclama responsabilidade e discernimento, onde e quando se expresse.”
Emmanuel. Vida e Sexo. 24. Ed. P. 10)


Algumas causas da prostituição feminina

“Algumas mulheres, menos resolutas, esgotadas as tentativas de progresso material, eliminadas as chances de serem ajudadas por parentes ou amigos, vendo periclitar a própria sobrevivência, recorrem à prostituição.

Diante de dificuldades para conseguir emprego, para Espíritos invigilantes, esse ato não é opção: é considerado a última chance.

Para mulheres, é um ato feito sob pressão.”
Euripedes Küll. Sexo: sublime tesouro. 4. Ed. P. 155


Algumas causas da prostituição masculina

“Já o homem, embora com iguais objetivos financeiros, a condicionante íntima é outra: anda em falsidade, pois, nomeia a si mesmo amenizador de carência afetivas.”
Euripedes Küll. Sexo: sublime tesouro. 4. Ed. P. 156



A verdade sobre a prostituição

“Nem bem chegam, já querem sair.
Não há nem jamais houve uma prostituta feliz.

Todas, sem exceção, sonham com o dia em que se libertarão das pesadas amarras, físicas e morais, a que quase sempre voluntariamente se entregaram.
Se no início há deslumbramentos, isso é miragem, pois cedo a realidade apresenta-se, descortinando um mundo de mazelas, de sofrimentos, de desenganos.

Entrando em contato com todo tipo de parceiros, sua vida continuamente está em perigo: seja por brutalidades, por crimes ou por doenças infecciosas.
Talvez, um dos maiores enganos na face da Terra seja o que existe entre a aparência (até por obrigação, usualmente bem cuidada), e a alma de uma prostituta:

– os sorrisos ocultam lágrimas;
– os sonhos se transformam em pesadelos;
– por trás das fantasias, esconde-se a realidade, quase sempre perversa;
– por fora parecem bonecas, de imagem deslumbrante; contudo, no íntimo, seus corações estão torturados.
Isso, com as mulheres.”
Euripedes Küll. Sexo: sublime tesouro. 4. Ed. P. 155 - 156


“Na verdade, o homem que realiza o comércio do seu saudável corpo, primeiro o faz por narcisismo e depois por complexo de superioridade em relação ao parceiro.
Não precisaria enveredar por esse caminho.

Sua sobrevivência não estava em jogo.
Em qualquer instante sua saúde o habilitaria a um ,emprego, mesmo braçal.

Em suma: seu ‘pecado’ é maior.”
Euripedes Küll. Sexo: sublime tesouro. 4. Ed. P. 156


O fim da prostituição

 

“Desses embates multimilenares, restam, ainda, por feridas sangrentas no organismo da coletividade, [...] a prostituição que reúne em si homens e mulheres que se entregam às relações sexuais, mediante paga, estabelecendo mercados afetivos. Qual ocorre aos flagelos da guerra, da pirataria, da violência homicida e da escravidão que acompanham a comunidade terrestre, há milênios, diluindo-se, muito pouco a pouco, [...] a prostituição ainda permanecem, na Terra, por instrumentos de prova e expiação, destinados naturalmente a desaparecer, na equação dos direitos do homem e da mulher, que se harmonizarão pelo mesmo peso, na balança do progresso e da vida [...]

Quando cada criatura for respeitada em seu foro íntimo, para que o amor se consagre por vínculo divino, muito mais de alma para alma que de corpo para corpo, com a dignidade do trabalho e do aperfeiçoamento pessoal luzindo na presença de cada uma, então os conceitos de adultério e prostituição se farão distanciados do quotidiano, de vez que a compreensão apaziguará o coração humano e a chamada desventura afetiva não terá razão de ser.”
Emmanuel. Vida e sexo. 6. Ed. P. 95 - 96