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SESC

22 Ago 2017 11h12

O Jovem e a Influência da Mídia

 CASO: Jovem Sacerdote Mauro

Livro: Sexo e obsessão, cap. 02

Personagens: Manoel P. de Miranda, Anacleto, Sacerdote Mauro e a mãe de Mauro. 


 PADRE MAURO


"Explicou-nos o condutor da empresa que, inicialmente, iríamos atender a um jovem sacerdote que se encontrava num momento muito grave da sua existência, lutando com tenacidade contra as tendências infelizes do passado, que o assaltavam agora com pertinaz incidência.

Embora forjado em sentimentos humanitários e cristãos, perdia as forças na imensa pugna travada contra as más inclinações que lhe predominavam no intimo e porque também estava sob indução espiritual perversa e perigosa.

Quando chegamos ao local em que deveríamos iniciar as atividades socorristas, encontramos um jovem religioso mergulhado em terrível conflito interior. Não obstante se encontrasse ajoelhado, orando em desespero, o seu pensamento turbilhonado, exteriorizava imagens atormentadoras de que se desejava libertar.

Aparentava trinta anos de idade, era portanto de boa constituição orgânica e apresentava-se com harmonia física e mesmo alguma beleza nos traços que lhe delineavam a face.” (p. 28-29).


BUSCA PELO REFÚGIO NA RELIGIÃO


“- O nosso Mauro é um jovem que buscou a Religião sem qualquer inclinação legítima, tentando fugir dos tormentos que o sitiam desde a adolescência.

Sentindo-se dominado pelo desvario das tendências sexuais infelizes procurou refúgio na Religião, na qual poderia esconder-se e deter os desejos infrenes que o aturdem, buscando o Seminário onde pensava disciplinar os instintos e corrigir a más inclinações.

Infelizmente não foi bem sucedido, porquanto, no lugar onde esperava encontrar paz e orientação, defrontou-se com diversos companheiro portadores de desequilíbrios equivalentes, que também buscavam a fuga ao invés do enfrentamento no século, resvalando, a pouco e pouco, para comportamentos esdrúxulos e insanos.” (p. 29-30).


CONTATOS COM ALGUNS VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO


“Silenciou por um pouco, e logo prosseguiu:

- Concluindo o curso e sendo ordenado sacerdote, a princípio tentou manter-se distante dos hábitos doentios, procurando exercer o ministério com atitudes saudáveis.

Todavia, lentamente o cerco das paixões se fez inexorável, e o contato com alguns veículos de informação, especialmente a televisão, foi-lhe quase impossível deixar de anestesiar-se outra vez pelas sensações grosseiras dos desejos incoercíveis.

Foi-se permitindo arrastar pelos programas vulgares, recheados de paixões e vilanias, embriagando-se com as cenas portadoras de obscenidades e aberrações, passando à convivência mental com outros insensatos e enfermos morais, utilizando-se de fotografias para prosseguir no tormento que ora o despedaça interiormente.” (p. 30).


A BUSCA DO AUXÍLIO


“A fé ingênua da infância, que o cinismo do comportamento tisnou, vem-lhe retornando à mente, de forma que, tomado de sincero desejo de ter diminuídas as angústias, cada dia mais sincera se lhe torna a súplica, que chegou até aos nossos Centros de Comunicação Oracional, graças a cuja diretriz aqui nos encontramos. [...].

- As orações, embora expressando desespero, atingem o nosso Departamento de captação?

- É claro que sim – respondeu, generoso – Todo apelo que procede do coração, mesmo quando as possibilidades emocionais não permitem melhor entrosamento entre o sentimento e a razão, atingem o fulcro para o qual é direcionado.

Nosso Mauro, depois de delinquir, inspirado pela mãezinha, conforme já acentuamos, dá-se conta do caminho sem volta por onde segue e, na falta de outra alternativa, vem buscando o concurso do Céu, apesar dos clamorosos erros que prossegue cometendo sob a guarda da fé religiosa na qual se oculta. [...].” (p. 32, 35).