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SESC

04 Set 2017 22h11

Mediunidade e obsessão na infância

 “Pequeninos seres que se nos apresentam torturados, inquietos, padecentes de enfermidades impossíveis de serem diagnosticadas, cujo choro aflito ou nervoso nos condói e impele a prece imediato em seu benefício, são muita vez obsidiados de berço.” Suely C. Schubert, Obsessão/Desobsessão: Profilaxia e Terapêutica Espíritas.

Quem é a criança?

A criança é um espírito reencarnado. Esta é a mais revolucionária de todas as idéias, no tocante à compreensão de quem é a criança.
A criança não é uma tabula rasa, não é um adulto em miniatura, mas um espírito imortal, dono de um fantástico acervo de experiências decorrentes de suas encarnações anteriores.
Assim, o ser humano traz em seu íntimo as infinitas possibilidades de crescimento, de amadurecimento espiritual que só através o tempo irão se concretizar.

Por que a criança sofre?

Diante dos sofrimentos infantis, é comum que as pessoas comentem "que as crianças não deveriam sofrer," alegam que são inocentes, indefesas, etc. Ao se defrontarem, nos hospitais, com crianças enfermas, portadoras de doenças incuráveis, passando por dores e dificuldades, ou vivendo na própria família a situação de um filho enfermo, não são poucos aqueles que se revoltam contra Deus, culpando-O e tentando, de alguma maneira, entender as causas dessas provações.
Indagações surgem: Fatalidade? Azar? Castigo de Deus? Injustiça e crueldade divinas? A maioria dessas perguntas segue sem resposta pela vida afora, visto que as religiões não têm como explicar, de forma profunda e lógica, o que realmente ocorre e por que ocorre.
Como já foi dito, a criança é um espírito reencarnado; este conhecimento modifica toda a visão da vida terrena, aclarando as causas das lutas, dos sofrimentos, dos relacionamentos, o motivo dos desencontros entre as pessoas, as desigualdades intelectuais, morais, sociais, o porquê dos poucos instantes de felicidade que os seres humanos desfrutam, enfim, uma visão inteiramente nova acerca do mundo e do próprio Universo. Tudo isto remete a criatura a algo verdadeiramente notável e fundamental para seu crescimento, a descoberta de Deus, como Pai misericordioso, onipotente, mas, acima de tudo, a perfeita justiça e bondade.

A criança sofre porque, na realidade, é um espírito multimilenar reencarnado, com nova roupagem física, mas que traz do passado a sua história pessoal, a refletir-se no hoje.grifo nosso)
Não há uma idade determinada ou que seja melhor para a eclosão da mediunidade. Ela pode manifestar-se em crianças, adolescentes, em pessoas adultas ou com mais idade.


Mediunidade na Infância

Na fase infantil, o desabrochar da mediunidade é, quase sempre, tão natural quanto outros tipos de aprendizagem que vão acontecendo em todas as etapas do desenvolvimento da criança, visto terem estas relativa facilidade de perceber a presença dos espíritos e com eles manter um convívio fácil e espontâneo.
Por que isso ocorre com tal naturalidade? O Espiritismo nos esclarece que o processo reencarnatório prolonga-se até os sete anos de idade. Nesses primeiros anos de vida física o espírito, na fase infantil, mantém vínculos bastante estreitos e mais ou menos intensos com o mundo espiritual, a sua pátria de origem. A presença de espíritos amigos, do seu espírito protetor é mais próxima, no intuito de sustentá-lo nesse recomeço. Pode-se inferir também que durante o sono, o espírito que está envergando a nova forma física esteja mais constantemente em contato com o plano espiritual de onde procede.
Em geral, pode-se dizer que a criança apresenta indícios de mediunidade quando começa a mencionar a presença, no lar, de pessoas que ninguém percebe, a não ser ela própria. Bastante comum é a presença do amiguinho invisível com o qual conversa e brinca.

Obsessão na Infância: por que ocorre?

Durante muito tempo, mesmo em nosso meio espírita, havia a idéia de que a criança não sofria atuações de obsessores, de que era cercada de defesas naturais, como, por exemplo, a presença de seu anjo guardião, ou espírito protetor. A prática, porém, mostrou outra realidade. Assim, muitos dos achaques, doenças e problemas apresentados na fase infantil, aos poucos, foram sendo identificados como presenças de espíritos perseguidores, evidenciando que processos obsessivos também atingem as crianças.
A respeito deste assunto, encontramos em "O Livro dos Espíritos" preciosas elucidações. Vejamos, por exemplo, a afirmação que se segue:
"Aliás, não é racional considerar-se a infância como um estado normal de inocência. Não se vêem crianças dotadas dos piores instintos, numa idade em que ainda nenhuma influência pode ter tido a educação? Algumas não há que parecem trazer do berço a astúcia a felonia, a perfídia, até o pendor para o roubo e para o assassínio, não obstante os bons exemplos que de todos os lados se lhes dão?
"Donde a precoce perversidade, senão da inferioridade do Espírito, uma vez que a educação em nada contribuiu para isso? As que se revelam viciosas, é porque seus Espíritos muito pouco hão progredido. Sofrem, então, por efeito desta falta de progresso, as conseqüências, não dos atos que praticam na infância, mas de suas existências anteriores". (Questão 199-1) (Allan Kardec, O livro dos Espíritos).

A visão do Espiritismo em relação à criança obsidiada é holística, pois que não a dissocia, na sua forma atual, do adulto de ontem quando contraiu o débito. Ensina que infantil é somente o corpo, já que o Espírito possui uma diferente idade cronológica, nada correspondente à da matéria. Além disso, propõe que se cuide não só da saúde imediata, mas sobretudo da disposição para toda uma existência saudável, que proporcionará uma reencarnação vitoriosa, o que equivale dizer, rica de experiências iluminativas e libertadoras. Adimos a terapia do amor dos pais e demais familiares envolvidos no drama que afeta a criança". (Trilhas da Libertação, Manoel P.de Miranda)

Comportamento da Criança Obsidiada

A ação dessas entidades inferiores se mostra de diferentes maneiras, desde as perturbações do sono, causando pesadelos que infundem o terror noturno, tanto quanto provocando inquietação, irritação, medo, agressividade, mudança de comportamento, depressão, tristeza, complexos diversos, perturbações de aprendizado, até suscitando idéias terríveis de maldades, suicídio, etc.

Como proceder com a criança obsidiada?

Diante de um quadro destes, os pais mais previdentes logo encaminham os filhos para médicos e psicólogos, cujo valor desses profissionais reconhecemos, mas que no âmbito das patologias espirituais quase nada poderão fazer.
Ao longo dos anos, temos acompanhado muitos casos de obsessão na infância, como também de assédios de espíritos perseguidores provocando reações sofridas nas pequenas vítimas de hoje.
 A palavra final deste capítulo é de Divaldo Franco, esclarecendo quanto à questão de processos obsessivos na infância, conforme registra o livro "Palavras de Luz". Ele afirma:
"A criança, portadora de uma problemática de tal natureza (a obsessão), deve receber passes na casa espírita em dia próprio, usar água fluidificada. Devem ser orientados os seus pais para melhor saberem conduzir-se junto à criança e como conduzi-la, a fim de minimizar-lhe a dor e libertá-la desta aflição que procede de vidas passadas.
Obsessões, obsessores, inimigos, violência em múltiplos níveis, desencontros, o caos das emoções, enfim, tudo o que é decorrência do mal e da ignorância decorre da ausência de amor. Por isto, crianças sofrem, adultos sofrem - espíritos em processo evolutivo. Fizemos opções desastrosas no uso de nosso livre-arbítrio e colhemos o que semeamos, pois a Lei Divina prescreve "a cada um segundo as suas obras".
Hoje, sabemos que o amor é, também, uma terapia. Que alcança o cerne da alma. Suas propriedades curativas estão à disposição de todos, como filhos de Deus, que nos criou no supremo Amor.”

Terapias na Casa Espírita 
1. Passes e água fluidificada
2. Tratamento desobsessivo
3. Orientação aos pais
4. A Escola de Evangelização Espírita Infantil / Mocidade Espírita
5. A caridade
6. O Livro Espírita Infanto-juvenil
7. A Escola Espírita- Centro de Indução espiritual

Terapias no Lar
1. O Culto do Evangelho no lar
2. Conversa com o filho no momento do sono
3. A criança e os pais no trabalho da caridade

Caso de Obsessão Infantil

L. D. M., menina de seis anos, compareceu com a mãe à Sociedade Espírita "Joanna de Ângelis". Esta informou que a filha era hiperativa, com um gênio muito difícil e que, inclusive, dizia não gostar da própria mãe. À noite, desde muito pequena, gritava, chorava,mas, de dia, não se lembrava de nada. Ultimamente, porém, L.D.M. passou a dizer que via junto à sua cama uma mulher muito feia, a lhe dar ordens, até mesmo falando que deveria infernizar a vida dos pais, em especial, a da mãe, pois que esta era muito má. A menina contou o fato ao pai e este à esposa. De início procuraram uma psicóloga, porém, houve pouca melhora. Em meio a vários conselhos de parentes e amigos, resolveram procurar um centro espírita, porque em certos momentos a filha parecia uma pessoa adulta nas atitudes agressivas em relação à mãe e, em outros, era carinhosa e agia como uma criança de sua idade. Ali estavam as duas buscando ajuda. Após as orientações habituais e necessárias à situação, a mãe se comprometeu a seguir o tratamento espiritual para a menina, o que realmente aconteceu, havendo, logo depois, a aquiescência e comparecimento do pai. Os nomes foram encaminhados para a reunião de desobsessão. O espírito se comunicou. Era uma mulher que dizia se vingar da mãe da criança, porque esta lhe tomara o amante, em existência anterior, e agora ainda estava com ele, como marido e pai da menina. Resolveu, então, que, para sua vingança, deveria castigar a mãe através da filha. Foi esclarecido ao espírito comunicante que a sua atuação malévola não lhe traria de volta o ex-amante, pois ele amava muito à filha e, se tomasse conhecimento do que ela estava fazendo, passaria a odiá-la. Que o melhor para ela própria seria o de atuar pelo amor, pela dedicação ao bem, que com este procedimento conquistaria o respeito e a admiração do homem a quem amava. Também lhe foi mostrada a necessidade de procurar a sua felicidade pessoal, que à sua frente se abria um caminho novo, junto a entes queridos ao seu coração, aos quais não percebia, por ter a mente fixada na idéia da vingança e no empenho de reconquistar o amor de outrora. As argumentações tocaram as fibras mais sensíveis da mulher, que ali mesmo desistiu de seus propósitos, partindo para uma nova vida ao lado de espíritos que a amavam. A partir do tratamento espiritual, a menina teve uma notável transformação e o lar foi pacificado.(Suely C. Shubert, Mediunidade e Obsessão em crianças)

Tratamento Espiritual Infanto-Juvenil: Um Atendimento Especializado

“A obsessão na infância é um capítulo muito expressivo para integrar a relação das psicopatogêneses dos distúrbios de comportamento e mentais, necessitando urgente atendimento especializado, desse modo facultando oportunidades para a recuperação do paciente, para a sua saúde, para o ressarcimento dos seus débitos através do bem que poderá fazer, ao invés do sofrimento que experimenta.” (grifos nossos) - Manoel P. de Miranda, Sexo e Obsessão, p. 55

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