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SESC

04 Set 2017 20h51

Formas Pensamento

No complexo capítulo das obsessões avulta uma ocorrência  grave, que passa, não raro, despercebida de alguns estudiosos dessa grave psicopatologia espiritual.

Desejamos referir-nos às perturbações denominadas de formas pensamento.

Em sua realidade estrutural, o pensamento é neutro, canalizando a força de que constitui conforme o direcionamento que lhe seja dado.

Conseguimos plasmar as ideias que assumem expressões transitórias, aureola-se de energias saudáveis, quando cultiva o amor, as aspirações de enobrecimento, o Bem.

Da mesma forma, reveste-se de miasmas que configuram expressões angustiantes, tormentosas.

O pensamento é energia dinâmica em contínua movimentação.

Irradiação dos equipamentos mentais, executa ações que se tornam somatizadas pelo organismo, tanto para o equilíbrio quanto para a desordem emocional e celular, abrindo espaço, neste último caso, para a instalação de muitas enfermidades.

Orientado de forma saudável, atua no seu campo vibratório de maneira compensadora, qual ocorre nos casos de autoterapias  pela oração, meditação, visualização ou através dos medicamentos placebos que, absorvidos em clima de confiança, produzem efeitos maravilhosos.

Igualmente, em face de evocação de acontecimentos passados ou da captação visual, auditiva e olfativa de alguma coisa, conduz a memória aos momentos já vividos em torno daquelas ocorrências ou produz reações orgânicas no aparelho digestivo, sexual, nervoso...

Em razão da tendência comum a muitas criaturas para o cultivo de ideias deprimentes, vulgares, agressivas, o pensamento constrói paisagens terrificantes pela sordidez, pela qualidade inferior, nas quais o indivíduo fica submerso, respirando o bafio pestilencial que organiza a paisagem infeliz.

Semelhantemente, a construção mental de formas sensuais, hediondas, vingadoras, adquire plasticidade e vida, tornando-se parte integrante da psicosfera do seu autor.

À medida que se concretizam, na razão direta em que são vitalizadas, essas construções passam a agir sobre o paciente, causando-lhe conflitos muito desgastantes.

Essas imagens vivas adquirem identidade e espontaneidade, agredindo e ultrajando aquele que as estimela e mantém .

Quando em parcial desprendimento pelo sono, torna-se vitimado pela multidão que o envolve, encarcerando-o em estreito círculo de viciações nas quais se compraz.

Alimentando-se dos vibriões mentais­­_ aspirações perniciosas que o pensamento elege_ parecem seres reais ameaçadores que exaurem a fonte na qual se originam.

Estimulados poe direcionados por afinidades morais inferiores de Espíritos perversos, zombeteiros ou vulgares, transformam-se em processos obsessivos que assumem caráter de crescente gravidade.(...)

São comuns esses fenômenos de auto-obsessão entre as criaturas humanas por cultivarem pensamentos negativos e insensatos que os aprisionam nas malhas fortes das próprias ondas mentais enfermiças.

Diante das injunções de tal natureza, como de outras, o valioso recurso da oração é terapia poderosa que desagrega essas energias mórbidas e propicia aragem mental salutar para novas e superiores formulações, que passarão a envolver o paciente, restaurando-lhe o equilíbrio. Especialmente antes do repouso pelo sono diário, a vigilância mental se torna de alta importância, a fim de que as propostas enobrecidas do pensamento induzam o espírito a viajar às regiões ditosas de onde retornará renovado, edificado e predisposto à conduta correta.(...)

Desse modo, ao lado da oração é indispensável a renovação interior para melhor, conduzindo à ação caridosa, dignificadora, responsável pelo crescimento espiritual do ser.

Sem olvidar-se o estudo do  Espiritismo, que é o mais completo tratado de psicoterapia que se encontra à disposição, aquele que deseja uma existência saudável deve iniciar o esforço pelo conseguir, pensando na forma correta, otimista, confiante, para viver em paz construindo a sociedade harmônica, parte integrante do anseio de todos os homens e mulheres de Bem.

(Manoel Philomeno de Miranda, Mediunidade:Desafios e Bençãos, p.43 a 46)