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SESC

22 Ago 2017 07h32

Falando sobre sexo com os jovens

 SEXO A LUZ DO ESPIRITISMO

“O sexo se define, desse modo, por atributo não apenas respeitável mas profundamente santo da Natureza, exigindo educação e controle.

Através dele dimanam forças criativas, às quais devemos, na Terra, o instituto da reencarnação, o templo do lar, as bênçãos da família, as alegrias revitalizadoras do afeto e o tesouro inapreciável dos estímulos espirituais.

Desarrazoado subtrair-lhe as manifestações aos seres humanos, a pretexto de elevação compulsória, de vez que as sugestões da erótica se entranham na estrutura da alma, ao mesmo tempo que seria absurdo deslocá-lo de sua posição venerável, a fim de arremessá-lo ao campo da aventura menos digna, com a desculpa de se lhe garantir a libertação.

Sexo é espírito e vida, a serviço da felicidade e da harmonia do Universo. Conseguintemente, reclama responsabilidade e discernimento, onde e quando se expresse. Por isso mesmo, nossos irmãos e nossas irmãs precisam e devem saber o que fazem com as energias genésicas, observando como, com quem e para que se utilizam de semelhantes recursos, entendendo-se que todos os compromissos na vida sexual estão igualmente subordinados à lei de causa e efeito; e, segundo esse exato princípio, de tudo o que dermos a outrem, no mundo afetivo, outrem também nos dará. (Emmanuel, Vida e sexo, 15 ed., p.10-11)



O DESPERTAR DA SEXUALIDADE

“A nossa sexualidade, hoje, é o resultado de milênios de experiências vivenciadas – não somente na condição humana, mas também nas fases da vida animal, incorporadas, século a século, como patrimônio imperecível, na zona instintiva do ser.

Não se pode observar e analisar uma criança ou um adolescente tão somente pelas suas experiências na atual reencarnação, pois, as influências recebidas agora são apenas pequena fração que vai somar-se ao grande celeiro de recursos do Espírito, acumulados em milênios. As influências dos pais e educadores, hoje, são importantes, na medida em que trabalham por recuperar, reeducar e iluminar o campo do caráter e do sentimento da criança e do jovem.” (Walter Barcelos, Sexo e evolução, 3. Ed., p. 14-143)

“Na adolescência, o despertar da sexualidade é como o romper de um dique, no qual se encontram represadas forças incomensuráveis, que se atiram, desordenadas, produzindo danos e prejuízos em relação a tudo quanto encontram pela frente. [...]

A orientação sexual sadia é a única alternativa para o equilíbrio na adolescência, como base de segurança para toda a reencarnação.” (Joanna de Ângelis, Adolescência e vida, 6. Ed., p. 18-19)



O AMOR E PAIXÃO NA ADOLESCÊNCIA

“Período de exuberância hormonal, a adolescência se caracteriza pelos impulsos e desmandos da emotividade. Confundem-se as emoções, e todo o ser é um conjunto de sensações desordenadas, num turbilhão de impressões que aturdem o jovem. Irrompem, naturalmente, os desejos da sensualidade, e se confundem os sentimentos, por falta da capacidade de discernir gozo e plenitude, êxtase sexual e harmonia interior.

É nessa fase que se apresentam as paixões avassaladoras e irresponsáveis que desajustam e alucinam, gerando problemas psicológicos e sociais muito graves, quando não são controladas e orientadas no sentido da superação dos desejos carnais.

Subitamente o jovem descobre interesses novos em relação a outro, àquele com quem convive e nunca antes experimentara nada de original, que se diferenciasse da fraternidade, da amizade sem compromisso. A libido se lhe impõe e propele-o a relacionamentos apressados quão ardorosos, que logo se esfumam. Quando não atendida, por circunstâncias violentas, dá surgimento a estados depressivos, que podem perturbar profundamente o adolescente, que passa a cultivar o pessimismo e a angústia, derrapando em desajustes psicológicos de curso demorado.” (Joanna de Ângelis, Adolescência e vida, 6. Ed., p. 43-44)



COMPREENSÃO SAGRADA DO SEXO


“A ´compreensão sagrada do sexo`, lapidar expressão de Emmanuel, começa pelo entendimento de que está situada na mente a sede real do sexo, como dizem os Benfeitores Espirituais, impondo-se, portanto, a adoção de superior programa de atividades, em todos os setores da vida, a fim de que se sublimem as energias sagradas, possibilitando, em consequência, as edificações da Alma Imortal.

Empreendimentos filantrópicos, atividades religiosas ou culutrais enobrecedoras constituem valioso programa de superação de pensamentos torturantes, relacionados com o sexo, favorecendo, outrossim, a transformação das forças criadoras em elementos de exaltação do bem e do embelezamento da Vida.

O uso respeitável dos patrimônios da Vida – asseveram os Instrutores Espirituais – engrandece o homem perante Deus e a sua própria consciência.

O abuso, no entanto, levá-lo-á aos abismos da delinquência e da loucura.

Milhares de moços espíritas podem, na atualidade, dar à sociedade que se desarvora os melhores exemplos de ‘compreensão sagrada do sexo’, sentindo e vivendo o problema dentro da normalidade que equilibra e dignifica os homens perante Deus.” (Martins Peralva, O pensamento de Emmanuel, 5. Ed., p. 95-96)



EDUCAÇÃO DA SEXUALIDADE


“Não proibição, mas educação.

Não abstinência imposta, mas emprego digno, com o devido respeito aos outros e a si mesmo.

Não indisciplina, mas controle.

Não impulso livre, mas responsabilidade.

Fora disso, é teorizar simplesmente, para depois aprender ou reaprender com a experiência.

Sem isso, será enganar-nos, lutar sem proveito, sofrer e recomeçar a obra da sublimação pessoal, tantas vezes quantas se fizerem precisas, pelos mecanismos da reencarnação, porque a aplicação do sexo, ante a luz do amor e da vida, é assunto pertinente à consciência de cada um.” (Emmanuel, Vida e sexo, 15 ed., p. 08)



ESFORÇO POR UMA EDUCAÇÃO

“Conflitos e torturas sexuais são encontrados na Terra, entre homens e mulheres, constituindo quase que um traço dominante em toda parte.

Entretanto, vale a pena o esforço por uma educação perseverante e lúcida, capaz de transformar cada indivíduo num espelho refletor das harmonias da vida, produzindo amor e luz que impregnem as expressões da libido.” (Camilo, Educação e vivências, 2. Ed., p. 87)