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SESC

06 Set 2017 13h52

Energia e Evolução - Ideias e Emoções

Ideias e Emoções


O homem terrestre um dia aprenderá que uma onda eletromagnética não se constitui apenas de eletricidade e magnetismo, mas igualmente de forças que, à falta de melhor terminologia, chamaremos de transcendentais.

São essas forças que lhe qualificam a natureza e, independentemente da freqüência vibratória, definem-lhe o teor. Aprenderá, ainda mais, que as ondas eletromagnéticas são, na verdade, veículos dessas forças transcendentais; e,  mais ainda, que não existem ondas eletromagnéticas que não estejam carregadas dessas forças.

Para efeito didático, podemos considerar essas forças transcendentais como sendo de duas ordens distintas: as ideais, ou neutras, e as emocionais, que podem ser, tanto umas como outras, positivas ou negativas, isto é, integradores ou desintegradoras. As ideais estão sempre presentes em qualquer onda eletromagnética, qualquer que seja a sua natureza.

Naturalmente não mencionamos as forças divinas, ou plasma divino, que é a própria fonte da vida e o fluido sustentador dos Universos, porque nossos humílimos conhecimentos nada podem conceber, por enquanto, sobre o que alguns imaginam ser o pensamento de Deus.

Quanto às forças ideais, expressam-se no pensamento, que é onda eletromagnética emitida pela mente, de modo direto nos seres incorpóreos; ou através do cérebro, quando se trata de seres humanos, encarnados ou desencarnados.

Cremos desnecessário esclarecer que as forças ideais, quando carregadas de emoção, tornam-se ideo-emotivas, traduzindo cargas de emoção dotadas de ativo poder.

Quando, por conseguinte, se fala da força do amor, ou da força do ódio, não se está falando de ficções, e sim de ativíssimas realidades. Sentimento é força que se irradia; força viva, cujo poder, maior ou menor, depende do comprimento da onda mental que a conduz.

Enganam-se, portanto, os que supõem que o poder da ação se reduz aos atos físicos visíveis. Pensar é agir, falar é movimentar forças vivas, de conseqüências por vezes inimagináveis. Compor um artigo, uma carta, um poema ou uma música, produzir um som ou simplesmente divagar idéias, tudo isso é atuar, agir, fazer, emitir e captar forças, agregar e desagregar formas mentais, participar da economia da vida, seja para o bem, ou seja, para o mal.

Nem tudo o que fazemos num plano repercute visivelmente, de imediato, noutro plano, mas ninguém se engane quanto à natureza das forcas vivas que alguém move quando anseia, deseja ou quer seja o que for, porque a vida, através dos mecanismos automáticos de sua justiça, jamais deixará de entregar-nos o resultado de nossas ações, ainda que sejam ações apenas mentais, pois a mente é que comanda a vida.

Cumpre, além disso, nos lembremos de que a responsabilidade é sempre rigorosamente proporcional à capacidade de cada um. Á mente frágil que pensa o mal produz estragos de pequenas proporções, porque seu poder de ação é reduzido; a mente evolvida e poderosa que pensa o mal produz uma soma muito maior de destruição.

Pessoas existem cujos pensamentos repercutem, de imediato ou a longo prazo, sobre um número imenso de outras mentes, numa semeadura de sugestões de imprevisíveis resultados, no tempo e no espaço. Ninguém há, no entanto, que se possa considerar fora do grande comércio das trocas vitais, porque ninguém pensa, fala, escreve ou age em vão.

Pensamento é sempre luz. Uma mente poderosamente intelectualizada, que pensa em ondas de alta freqüência vibratória, produz radiações que podem, por exemplo, ser verdes ou azuis; mas o verde pode ser encantador ou tétrico, e o azul pode ser tenebroso ou sublime.

Quando os Gênios da Espiritualidade Superior insistem em que a maior necessidade humana, a mais urgente e a mais decisiva, é a da aquisição de amor e das virtudes morais, não o fazem por pieguismo desarrazoado e inconseqüente. Desenvolvimento mental sem correspondência equilibradora na bondade é quase sempre caminho aberto a terríveis precipícios, onde infelizmente não poucos se projetam, por tempo indeterminado, impelidos pelas forças monstruosas do orgulho cego e da impiedade arrasadora, no remoinho de alucinantes paixões.

Por isso, o Mestre Inesquecível nos deixou a poderosa advertência daquelas palavras graves: "Se a luz que há em ti são trevas, quão grandes serão tais trevas!" E também por isso Ele nos disse, no seu emulador e sublimal carinho: "Brilhe a vossa luz!" (Áureo, Universo e vida, 5.ed., p.77-78)