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SESC

07 Out 2017 17h07

Como estimular a criança e o jovem à caridade?

Orientações de Bezerra de Menezes

“Lúcidos têm sido os programas elaborados para a educação dos jovens e da infância, nas terras brasileiras.

Livros em páginas coloridas, fábulas e estórias, pequeninos dramas, comédias, teatro infantil, todo um desenrolar de orientações, com vistas ao crescimento moral da criança e a formação adequada do jovem.

Dentro dos postulados espiritistas, o cuidado e o desvelo têm tomado proporções gigantescas e, de norte ao sul do País, surgem instituições evangélicas, onde os espíritos reencarnados recordam as lições recebidas no Além, firmando os pontos básicos da edificação do caráter.

No entanto, dada talvez à multiplicidade de ocupações ou falta de recursos, o ensino da Doutrina às crianças e aos jovens limita-se geralmente a algumas horas semanais de estudos sistemáticos, algumas leituras em livros nobres e adequados, mas sem a prática desenvolvida no campo do trabalho e da observação.

Há que atender ao desenvolvimento dos jovens e das crianças, levando-os ao trabalho prático, nos hospitais, nas oficinas, à doação de um pão, à visita aos enfermos, aos carentes de orientação em asilos e penitenciárias.

O jovem, principalmente, precisa viver a dor de seus semelhantes, comungar a prova rude das rudes existências compreendendo pelo próprio coração a Justiça Divina que reabilita o espírito caído conduzindo-o a experimentações acérrimas, é bem verdade, mas que lhe conferirão forças e nobrezas ao caráter.

Todos temos uma parcela de responsabilidade face à educação da criança e do jovem. Todos temos sob nossos olhos almas que crescem e que convém que se agigantem, à luz grandiosa dos ensinos crísticos. É nosso dever, pois, colocarmos o coração e a mente em sintonia com o entendimento superior, e colaborarmos eficientemente na educação das crianças e dos jovens, a fim de que a geração de amanhã seja habilitada para a Luz Suprema.

Trabalhemos em benefício dos espíritos que hoje buscam as lides no mundo, através dos corpos físicos nas matérias densa. Eduquemos crianças e jovens, levando-os à prática do amor fraterno, ao lado dos estudos grandiosos da Doutrina Espírita. Com o Mestre como catedrático de luz radiosa estaremos aptos para desenvolver um estudo rápido e formoso, na prática e na alegria de servir, reunindo os corações em flor, em torno do sublime Amigo, mostrando-lhes que a vida é mais válida e abençoada quando voltamos nossos olhos para o Divino Amor do Cristo de Deus.

Para frente e para o Alto; o Mestre é nosso Mestre e nosso Amigo, Guia e Companheiros a projetar sua luz sobre quantos desejam em verdade servir e amar.

Que o Senhor nos abençoe.”

(Bezerra de Menezes, Garimpeiros do além, 2. ed. , p. 76-77)

 

Sugestão:

Levar os evangelizadores para visita às instituições que amparam idosos

 

Criança e o Ambiente de trabalho no Centro Espírita

“Nenhum ambiente melhor e mais digno que aquele onde a criança se desenvolva trabalhando, observando o trabalho, enobrecendo-se pelo trabalho e sentindo em si os exemplos do trabalho.” (Batuíra, Mais luz, 5.ed., cap. 91)

 

Planejando a visita ao asilo

Queridos evangelizadores, podemos levar as crianças à prática da caridade nos asilos, através de visitas previamente programadas e autorizadas pela instituição.

 
1) Aula Especial = Faz-se a devida preparação com uma aula especial, despertando nos corações infantis o sentimento de piedade pelo sofrimento do próximo, motivando os evangelizandos a conversarem com os  “vovôs” da instituição, sobre brincadeiras que se lembram da infância, músicas que gostavam de cantar, alguma história que queiram contar, etc. Devem ser orientados evitar assuntos depressivos como doenças ou abandonos.

2) Lembrancinha = Durante a aula que antecede a visita, prepara-se uma pequena lembrança confeccionada pelas crianças para serem carinhosamente doadas aos vovôs.(Ex: sabonete enfeitado)

3) Conversando e Dançando com o vovô = Ao chegarem, as crianças poderão encontrar os velhinhos da instituição num salão coletivo ou fazer visitas em grupos nos quartos.Incentivar as crianças a conversarem com os internos conforme a preparação na aula especial, depois convidando-os a dançarem algumas cantigas com as crianças. (Cantigas de roda, dinâmicas de entrosamento)

4) Apresentação Artística = As crianças poderão apresentar uma música singela, preparada antecipadamente, acompanhadas de instrumentos musicais como violão, teclado ou outros.

5) Lanche = Podemos também levar um lanche para ser saboreado com muita alegria pelos internos e os pequenos visitantes num clima de grande harmonia, previamente programado com a instituição, encerrando a visita com uma prece de agradecimento.