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SESC

02 Set 2017 19h33

Como é o ambiente espiritual dos Motéis?

Caso: Fora da sepultura
Livro: Um Roqueiro no Além, 2. ed., Cap. 2,
Autor: Zílio
Médium: Nelson Moraes
Personagens: Zílio (Espírito), Espíritos encarnados e desencarnados frequentadores de um motel.

Zílio reencarnou na Terra como cantor famoso, após desencarnar pelas drogas. Ao despertar no mundo espiritual se depara no ambiente de um motel assustando-se com a realidade espiritual.

O Despertar no mundo espiritual
“Não sabia se havia se passado alguns dias, alguns meses ou alguns anos. Perdi completamente a noção do tempo, até que ouvi uma voz chamando-me:

- Olá, malandro! Foi bem de viagem?

Sabia que era comigo que falavam, mas não respondi. A voz continuou chamando-me e rindo às gargalhadas. Lembrava-me a voz de alguém conhecido, mas a escuridão era tanta que eu não podia vê-lo.

- O que é malandro, vai ficar a vida toda dentro desse buraco? Seu corpo já apodreceu! Vai esperar apodrecer o seu espírito? Você está vivo, cara! A morte não existe, olha para mim, estou numa ‘boa’, aqui tem tudo que a gente gosta. Vamos! Sai desse buraco.

Uma força estranha impeliu-me e eu sai dali. Demorou muito para que eu pudesse recobrar a visão. Alguém me estendeu a mão e segurou-me pelo braço... Era um homem cuja fisionomia chegava a assustar-me, tentei lembrar-me de onde eu o conhecia mas não consegui.

- Está assustado, ‘garotão’? Não tenha medo, eu domino esta região! Você é meu convidado especial. Eu sou seu fã!

- Quem é você?

- Somos velhos amigos, não vai se lembrar, fazem apenas alguns séculos...

Suas gargalhadas assustavam-me. Ele continuou:
- Você deve ter pensado que o inferno não existe, mas o inferno existe somente para os fracos, estamos no Paraíso. Eu governo esta parte da cidade. Você vai adorar ficar aqui comigo e com todos os que estão sob o meu comando. Venha! Vou ensinar a você como se vive fora do corpo. Constrangido e assustado, segui seus passos até saírmos do cemitério. ” (pag. 17-18)

O Motel

“ Na rua, entrei em pânico. Sai correndo sem saber para onde, vaguei não sei quanto tempo, estava aflito, minhas roupas estavam cheias de vermes, quanto mais eu sacudia mais caíam no chão, desesperado entrei em um motel. Precisava tomar um banho! Fui até a recepção, falei com a mulher que atendia na portaria, mas ela não me ouviu, ia insistir novamente quando aproximou-se de mim outra mulher:

- Olá, querido! Não adianta falar com ela, não pode vê-lo, você é um espírito desencarnado como eu. Em que posso ser útil?

- Preciso tomar um banho.

- Só um banho, amor?

- Sim. Tenho que me livrar destes vermes.

- Que vermes?

- Você não os vê? Olha aqui! Estão no meu corpo todo, já estou ficando desesperado!

- Você não é o primeiro louco que vem aqui com essa história. Isso é o que dá eu trabalhar perto do cemitério. Vamos até a minha suíte que eu o faço esquecer os vermes. Vem meu bem, vem!

- Eu quero apenas tomar um banho.
- Está bem! Eu o levo para tomar um banho. Venha. ”

Os Sexólatras
 “Caminhamos em direção à tal suíte, passamos por algumas em que, do lado de fora, alguns homens e mulheres se acotovelavam, pareciam estar enxergando através da janela fechada e da parede, achei estranho. Antes de eu perguntar a mulher começou a falar:

- Você deve estar chegando agora, não sabe nada dessas coisas. Esses espíritos são os sexólatras, estão participando do conluio amoroso do casal que está na suíte. Se gostarem do desempenho do homem ou da mulher, irão com eles para casa.

Os gestos que eles faziam era de verdadeiros alucinados, fiquei apavorado e sai correndo. A mulher ficou gritando:
- Onde você vai, meu bem? Vem cá!

Não olhei para trás, segui em frente, sem rumo e sem destino, caminhei pelas calçadas, vaguei por muito tempo. Notei que algumas pessoas que passavam por mim pareciam me ver, outras não, estão entendi que as que me viam eram espíritos como eu, as outras eram pessoas encarnadas. Fiquei admirado de ver um número tão grande de espíritos caminhando entre os encarnados, muitos pareciam saber pra onde iam, outros vagavam como eu. ” (pag. 19-20)

Zílio. Zílio, Um Roqueiro no Além. Psicografado por Nelson Moraes. 2. ed., cap. 2, p. 17-20.

Os casos acima relatam situações corriqueiras em que o mundo espiritual e o mundo físico se interagem, mostrando-nos a necessidade de vigilância e atenção em relação às companhias espirituais e aos ambientes que escolhemos para nossa vida.

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