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SESC

07 Out 2017 22h48

Como conversar com a pessoa que pensa em suicídio?

As pessoas comunicam seu desejo de suicidar?
 
De acordo com manual Prevenção do Suicídio: manual dirigido a profissionais das equipes de saúde mental, disponibilizado pela  Organização Mundial da Saúde (OMS), a  maioria das pessoas com ideias de morte comunica seus pensamentos e intenções suicidas. Elas, freqüentemente, dão sinais e fazem comentários sobre “querer morrer”, “sentimento de não valer pra nada”, e assim por diante. Todos esses pedidos de ajuda não podem ser ignorados.
 
Quando as pessoas dizem “eu estou cansado da vida” ou “não há mais razão para eu viver”, elas geralmente são rejeitadas, ou então são obrigadas a ouvir sobre outras pessoas que estiveram em dificuldades piores. Nenhuma dessas atitudes ajuda a pessoa sob risco de suicídio.

 
Como abordar a pessoa que pensa em suicídio?
 
A melhor maneira de descobrir se uma pessoa tem pensamentos de suicídio é perguntar para ela. Ao contrário da crença popular, falar a respeito de suicídio não inocula a ideia na cabeça das pessoas. Elas até ficarão muito agradecidas e aliviadas de poder falar abertamente sobre os assuntos e as questões com as quais estão se debatendo. Necessariamente, você também não terá de “carregar” o problema da pessoa caso não se sinta momentaneamente capaz: poderá pedir ajuda para outros profissionais da equipe de saúde e da família.
 
A maioria das pessoas acredita que não é fácil perguntar para o outro sobre ideação suicida e não se sente preparada para lidar com isso. Será mais fácil se você chegar ao tópico gradualmente.
 
  • Tente estabelecer um vínculo que garanta a confiança e a colaboração da pessoa, pois este pode ser um momento em que ele se encontra enfraquecido, hostil e nem sempre está disposto a colaborar;
  • Respeite a condição emocional e a situação de vida que o levou a pensar sobre suicídio, sem julgamento moral, em uma atitude de acolhimento;
  • Uma abordagem calma, aberta, de aceitação e de não-julgamento é fundamental para facilitar a comunicação;
  • Ouça com cordialidade;
  • Trate com respeito;
  • Procure ajuda de um profissional;
  • Avise os familiares;
  • Encaminhe a pessoa ou vá junto com ela ao Centro Espírita para realizar um tratamento espiritual.
 
Sinais de risco risco para o comportamento suicida:
  •  Alcoolismo;
  • Ansiedade ou pânico;
  • Mudança na personalidade;
  • Irritabilidade;
  • Pessimismo;
  • Depressão;
  • Mudança no hábito alimentar, de sono;
  • Tentativa de suicídio anterior;
  • Odiar-se;
  • Sentimento de culpa, de inferioridade, vergonha de sí mesmo;
  • Cartas de despedidas;
  • Doença física crônica, limitante ou dolorosa;
  • Menção repedida de morte ou suicídio;
  • Sentimento de solidão, impotência, desesperança;
  • Uma perda recente importante – morte, divórcio, separação, desejo súbito de concluir os afazeres pessoais, organizar documentos, escrever um testamento, etc.

Veja como o conhecimento espírita pode prevenir e afastar as ideias suicidas no artigo SUICIDIO, UMA REALIDADE MUNDIAL, da Revista Auta de Souza. 

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