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SESC

22 Ago 2017 13h48

Aborto na Juventude

 CASO DE ABORTO

Livro:
Deixe-me viver

Local:
Clínica de Aborto

Autor Espiritual: 
Luiz Sérgio

Personagens: Isabelle - Mãe
                        Cunhado - Pai
                        Yves - O feto
                        Médico - Aborteiro
                       Luiz Sérgio e Espíritos Superiores

LOCAL

“[...] nos dirigimos a uma recém-inaugurada clínica abortiva, equipada com os mais modernos aparelhos.“ (p. 131).


 MÃE


“Na sala de espera estava uma jovem, que acabara de chegar. Olhei-a. Deveria ter uns dezesseis anos. Jovem, muito jovem. Parecia muito nervosa”. (p. 131).


PAI


“Nisso, entrou o namorado: um senhor de seus quarenta e cinco anos que, carinhosamente, ficou ao seu lado.” (p. 131).


CAUSA DO ABORTO


“Está louca menina? Esquece que tenho família e posição social? E seus pais, como aceitariam um filho nosso, sendo eu um membro da família? Sua irmã não suportaria o golpe.” (p. 132).


ATUAÇÃO DOS ESPÍRITOS


“Quando a nossa menina adentrou a sala cirúrgica, o doutor Zeus e a doutora Kelly tentaram ainda sensibilizar o coração do médico, mas ele, materialista ferrenho, só pensava na quantia que iria receber. O ser humano nada representava para aquele homem, que um dia prestou juramento a Deus pela grandeza da sua profissão. Era ali um assassino cruel, muito mais cruel e perigoso que um salteador. Todos nós orávamos quando ele, com sua auxiliar, iniciou o trabalho. Tentamos de tudo, mas as drogas e os aparelhos utilizados pelo clínico, com seu coração repleto de indiferença, foram mais fortes. Pesarosos, assistimos a mais uma tocante cena.” (p. 132).


REAÇÕES DO FETO


“O feto se encolhia todo, chegando a chorar. Doutora Kelly, com seu conhecimento, tentava protegê-lo, mas o espírito que habitava aquele corpo de criança sofria uma transformação – do medo que sentia, no início do aborto, passou a alimentar um ódio terrível.

Por mais que os técnicos tentassem, não conseguiam retirar o reencarnante. O corpo físico foi jogado fora, mas, colado ao útero de Isabelle, permanecia o espírito do abortado. [...].

Quanto ao espírito, recusava-se a ser reconduzido para a espiritualidade. Era uma inteligência adulta num corpo fetal.” (p. 132,133).


CONSEQUÊNCIAS PARA A MÃE


“Um processo hemorrágico teve início e dava trabalho, muito trabalho. Como não conseguíramos salvar a criança, tentávamos salvar a jovem. Ela estava muito mal.

Outros médicos da clínica deram entrada na sala, mas quem a salvou foram Kelly, Misael e Zeus. [...].

Tendo colada em seu corpo uma mente perturbada, Isabelle começou a apresentar desequilíbrio emocional, chorando, quebrando tudo, acusando o cunhado.

Não esqueçamos que ela só tinha dezesseis anos. Médicos foram chamados, exames pedidos, resultado: um pouco de anemia e cansaço mental.

Mas Isabelle piorava cada vez mais. Ouvia a voz do filho lhe dizendo: assassina! Assassina! Ela nem mais dormia.

Nós três orávamos, enquanto Zeus cuidava do perispírito do abortado e da saúde de Isabelle, mas, no estado em que se encontrava, o tratamento pouco êxito alcançava.[...].

– O que vai acontecer com os dois?

– A garota vai ficar muito doente, pois o nosso irmãozinho reluta em abandoná-la, respondeu.

– Mas, não podemos forçá-lo?

– Não, não podemos. O que é permitido fazer é dar uma assistência aos dois por um período mais longo. Não deixaremos Isabelle, iremos acompanhá-la, tentando retirar o irmãozinho do seu útero.” (p. 133, 134).


TENTATIVA DE LUIZ SÉRGIO EM CONDUZIR O FETO


“– Companheiro, não vê que está perdendo tempo colado em uma matéria que lhe rejeita, quando no mundo espiritual será tratado, amado e resguardado? Não percebe que está perdendo precioso tempo? Nós, hoje, vamos embora e você ficará lutando com esse corpo fetal para permanecer ao lado de sua mãe, quando ela não lhe quer. Dia mais, dia menos, será retirado daí e chorará pelo tempo perdido.

– Não sairei, vou matá-la, como fez comigo!

– Deixe disso, Yves, você é o único prejudicado. Hoje Isabelle está doente, mas logo vai receber tratamento físico e espiritual e ficará boa. Quanto a você, já perdeu um bom tempo.

– Engana-se, ninguém conseguirá tirar-me daqui, vou sugá-la até o último fluído. Sei de vários casos como o meu, em que a mulher nunca mais foi feliz.

– É justo fazer isso? Um crime não justifica outro. Deixe Isabelle e vamos voltar à colônia divina.” (p. 134, 135).

 
A ESTERILIDADE


“Queira Deus não pratique outro aborto.

– Não acontecerá. Jamais ela terá outro filho, ficou estéril.”

(Luiz Sérgio, Deixe-me viver, 4. ed., p. 131- 135).


REFLETINDO


“Atende, assim, a vida, sob qualquer modalidade que se te manifeste.

No que diz respeito à porta libertadora da reencarnação, eleva-te, mediante a concessão da oportunidade dos Espíritos que te buscam, confiando em Deus, o Autor da Criação, mantendo a certeza de que se as aves dos céus e as flores do campo recebem carinhoso cuidado, mais valem os homens, não estando, portando, à mercê do abandono ou da ausência dos socorros divinos.

Nada que abone ou escuse o homem pela prática do aborto delituoso, apesar do desvario moral que avassala a Terra e desnorteia as criaturas.

Todo filho é empréstimo sagrado que deve ser valorizado e melhorado pelo cinzel do amor dos pais, para oportuna devolução ao Genitor Celeste.

Não adies a tua elevação espiritual através da criminosa ação do aborto, mesmo que as dificuldades e aflições sejam o piso por onde seguem os teus pés...

Toda ascensão impõe o encargo do sacrifício. O topo da subida, porém, responde com paz e beleza aos empecilhos que se sucedem na jornada. Chegarás a honra da paz, após a consciência liberta dos débitos e das culpas.

Matar, nunca!”

(Joanna de Ângelis, Após a tempestade, 5. ed., p. 70).