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SESC

07 Out 2017 19h27

Relacionamento entre pais, filhos e... DROGAS

Relacionamento entre pais, filhos e... DROGAS

Se Isabela (*) pudesse mudar de vida com uma varinha de condão, viraria uma Barbie de cabelos louros, roupa cor-de-rosa, sapatos de salto. O Ken a levaria ao cinema. Seria a primeira vez. [...]

A infância fechou as portas para Isabela quando a menina tinha 10 anos. Parou de cuidar da sua boneca, nunca mais fez comidinha no quintal. Pique-pega e amarelinha não lhe interessavam mais. Na companhia da irmã, de 17 anos, e de alguns amigos, a garota aprendeu a fazer fogueira para disfarçar o cheiro da maconha e a cavar esconderijos para esconder as pedras de crack. Ela descobriu que se pode dobrar de rir sem nenhuma piada. “Eu sempre faço xixi na calça de tanto que é engraçado”, conta, sobre quando está drogada. Mas o riso frouxo, as alucinações e a euforia induzidas têm um preço pago com as doenças do corpo e da cabeça. (Matéria retirada do Jornal Correio Braziliense 06/03/2012 pela internet) *Nome Fictício

“Dentre os gravames infelizes que desorganizam a economia social e moral da Terra atual, as drogas alucinógenas ocupam lugar de destaque, em considerando a facilidade com que dominam as gerações novas, estrangulando as esperanças humanas em relação ao futuro.

Mais preocupado com o corpo do que com o espírito, o homem moderno deixou-se engolfar  pela comodidade e prazer, deparando, inesperadamente, o vazio interior que lhe resulta amarga decepção, após as secundárias conquistas externas.[...]

Estimulado pelo receio de enfrentar dificulades, ou motivado pela curiosidade decorrente da falta de madureza emocional, inicia-se o homem no uso dos estimulantes sempre de efeitos tóxicos, a que se entrega, inerme, deixando-se arrastar desde então, vencido e desditoso.


A Mídia e o Incentivo às Drogas

A má imprensa, orientada quase sempre de maneira perturbante por pessoas atormentadas, colocada para esclarecer o problema, graças à falta de valor e de maior conhecimento da questão por não se revestirem os seus responsáveis da necessária segurança moral, tem contribuído mais para torná-lo natural do que para liberar os escravizados que não são alcançados pelos “slogans” retumbantes, porém, vazios, das mensagens sem efeito positivo.

Líderes da comunicação, ases da arte, da cultura, dos esportes, não se pejam de revelar que usam estimulantes que os sustentam no ápice da fama e, quando sucumbem, e estúpidas cenas de autodestruição consciente ou inconsciente, são transformados em modelos dignos de imitados, lançados como protótipos da nova era, vencendo as imagens que enriquecem os que sobrevivem, de certo modo causadores da sua desgraça...

Não pequeno número, incapaz de prosseguir, apaga as luzes da glória mentirosa nas furnas imundas para onde foge: presídios, manicômios, sarjetas, ali expiando, alucinado, a leviandade que o mortificou...
 

A descriminalização de algumas drogas
 

Faz-se apologia de uns alucinógenos em detrimento de outros e explica-se que povos primitivos de ontem, remanescentes de hoje utilizavam-se e usam alguns vegetais portadores de estimulantes para experiências paranormais de incursão no mundo espiritual, olvidando-se que o exercício psíquico pela concentração consciente, meditação profunda e prece, conduz a resultados superiores, sem as consequências danosas dos recursos alucinatórios.(grifos nossos).


Antídotos eficazes

• A educação moral à luz do Evangelho sem disfarces nem distorções;
• A conscientização espiritual sem alardes;
• A liberdade e a orientação com bases na responsabilidade;
• As disciplinas morais desde cedo;
• A vigilância carinhosa dos pais e mestres cautelosos;
• A assistência social e médica em contribuição fraternal constituem antídotos eficazes para o aberrante problema dos tóxicos – auto-flagelo que a Humanidade está sofrendo, por haver trocado os valores reais do amor e da verdade pelos comportamentos irrelevantes quão insensatos da frivolidade.

O problema portanto é de educação na família cristianizada, na escola enobrecida, na comunidade honrada e não de repressão pocilial...[...]


Pais - Observem o Comportamento de teus filhos
 

Se és pai ou mãe não penses que o teu lar estará poupado. Observa o comportamento dos filhos, mantém-te atento, cuida deles desde antes da ingerência e do comprometimento nos embalos dos estupefacientes e alucinógenos, em cuja oportunidade podes auxiliá-los e preservá-los. Se, porém, te surpreenderes com o drama que se adentrou no lar, não fujas dele, procurando ignorá-lo em conivência de ingenuidade, nem te rebeles, assumindo atitude hostil. Conversa, esclarece, orienta e assiste os que hajam tornado vítimas, procurando os recursos competentes da Medicina como da Doutrina Espírita, a fim de conseguires a reeducação e a felicidade daqueles que a Lei Divina te confiou para a tua e a ventura deles”. – (Joanna de Ângelis. Após a tempestade. Ed. 8. P. 43-47)