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SESC

06 Abr 2019 19h28

MEDIUNIDADE

MEDIUNIDADE

Jesus apresenta a mediunidade
“Nos últimos tempos, diz o Senhor, difundirei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e filhas profetizarão; vossos jovens terão visões e vossos velhos, sonhos. Nestes dias, difundirei do meu Espírito sobre os meus servidores e servidoras e eles profetizarão.” 1

Quem são os médiuns?
“Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo.(...) Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou menos, médiuns.” 2

Mediunidade - dom de Deus
“A mediunidade é um dom de Deus, que se pode empregar tanto para o bem quanto para o mal, e da qual se pode abusar. Seu fim é pôr-nos em relação direta com as almas daqueles que viveram, a fim de recebermos ensinamentos e iniciações da vida futura.
Assim como a vista nos põe em relação com o mundo visível, a mediunidade nos liga ao invisível.
Aquele que dela se utiliza para o seu adiantamento e o de seus irmãos, desempenha uma verdadeira missão e será recompensado. O que abusa e a emprega em coisas fúteis ou para satisfazer interesses materiais, desvia-a do seu fim providencial, e, tarde ou cedo, será punido, como todo homem que faça mau uso de uma faculdade qualquer.” 3

Dom de curar – mediunidade gratuita
“Restaurai a saúde dos enfermos, ressuscitai os mortos, curai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça dai.” (S. Mateus, 10:8)
“´De graça recebestes, de graça dai´, afirmou Jesus aos seus discípulos; por esse preceito, determina que nunca se deve exigir pagamento por aquilo que não se pagou; ora, o que haviam recebido gratuitamente foi a faculdade de curar doentes e expulsar demônios, isto é, maus Espíritos. Esse dom lhes foi dado gratuitamente por Deus, para alívio dos que sofrem e para contribuir na propagação da fé. E Jesus lhes recomendava que não fizessem dele um comércio, nem um objeto de especulação,
tampouco um meio de vida.” 4

A mediunidade está ao alcance de todos
A mediunidade séria não pode ser, e nunca será, uma profissão, [...]Só existe com a colaboração dos Espíritos. Ausentando-se esses, não mais há mediunidade.”
A aptidão pode subsistir, mas seu exercício resta anulado. Além disso, não existe um só médium no mundo que possa garantir a obtenção de um fenômeno espírita em determinado instante. Alguém explorara mediunidade significa dispor de algo que não lhe pertence; afirmar o contrário é enganar aquele que paga. E há mais: não é de si mesmo que se dispõe, mas dos Espíritos, almas dos mortos, cujo concurso é submetido a preço; tal pensamento repugna instintivamente. Foi esse comércio,
degenerado em abuso, explorado pelo charlatanismo, pela ignorância, pela credulidade e pela superstição que motivou a proibição de Moisés. O moderno Espiritismo, compreendendo a seriedade do assunto, pelo descrédito que impôs a essa exploração, elevou a mediunidade à categoria de missão.
A mediunidade é algo santo, que deve ser praticado santamente, religiosamente.[...]
Aquele que não possuir do que viver, procure recursos em outras fontes, jamais na mediunidade; consagre-lhe, se necessário for, apenas o tempo de que pode dispor materialmente. Os Espíritos considerarão seu devotamento e sacrifícios, ao passo que se distanciam dos que desejam converter a mediunidade apenas em um meio para atingir objetivos não confessáveis.” 5


1 Atos, 2:17-18
2 Allan Kardec, O livro dos médiuns, 58.ed., p.195-196
3 Allan Kardec, O que é o Espiritismo, 37.ed., item 88
4 Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, Editora Auta de Souza, cap.26, itens 1 e 2
5 Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, Editora Auta de Souza, cap.26, itens 7, 9 e 10

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